Palestrante Sérgio Dal Sasso

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lições de um administrador - Empreenda mais em 2011!

Lições de um Administrador
Frases e Reflexões para empreender mais em 2011!
(Frases e reflexões selecionadas dos artigos escritos pelo Palestrante Sérgio Dal Sasso durante o ano de 2010. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

“O maior capital que podemos ter nos dias de hoje está em conseguir despoluir a palavra conhecimento, garimpando-a pela procura de coisas uteis a sua evolução.”

“Se tivesse que ensinar algo a alguém, diria para andar por aí aprendendo com os outros, para se chegar com firmeza em algo que te deixe feliz e seguro por acreditar e escutar a si mesmo.”

“O momento certo das mudanças depende da maturidade e experiências para que se organizem os créditos, sem distanciar dos débitos. Mudar faz parte e nisso até um simples corte de cabelo já influencia o seu espírito.”

“Empreender é estar bem preparado para fazer algo que oferte boas possibilidades de se dar bem, no mais, devemos ter ritmo, pois é difícil subir, mas muito fácil descer e ser esquecido!”

“A pró-atividade é um remédio que o faz soltar a franga. A receita vem com a dedicação e evolução da sua qualidade rumo à obtenção dos diplomas da utilidade e popularidade.”

“O mundo continuará sendo seletivo pela busca dos qualificados. O que se espera de cada um de nós é um fôlego adicionado de razões para que possamos vencer em cima do que está sempre se transformando.”

“É pensando nas próprias insatisfações como consumidor, que devemos partir para pesquisar, apontar e corrigir os pontos comuns que fazem com que os outros nos evitem.”

“Negócios de sucesso são feitos de detalhes para que o enriquecimento te traga a visão contemporânea do conjunto, seu entendimento e contribuição para as ações.”

“De um líder espera-se que o resultado das escaladas produzam grandes negociadores. Toda iniciativa deve incluir componentes que de fato terminem em acabativas.”

“Carreiras bem sucedidas dependem do equilíbrio entre o que se faz e o quanto se gosta de fazer. Algo como, um combinar de prazeres repletos de coisas tangíveis para o bolso e intangíveis para um bater saudável do coração.”

“Quando se tem um projeto, seja qual for o seu objetivo, deve-se em primeiro lugar identificar, aprender e saber conviver com as regras do jogo que hoje fazem a condução positiva dos que já atuam no meio.”

“Seja qual for a sua geração, aprenda que para se chegar ao sucesso temos que ser a média ponderada dos que pensam juntos!”

“As informações são importantes, mas seu trunfo está na capacidade de utilizá-las no fortalecimento das direções por onde pretendemos trilhar.”

“A gente só muda quando deixa de ficar surdo, partindo de um tímido mudo pelas buscas que a vida poderá nos ofertar com novos ensinamentos e modificações.”

“Não fique achando que as coisinhas estão definidas, pois nunca estarão e a sua evolução não depende somente do que os outros esperam de você, mas de um conjunto de valores que reúnam a sua melhor condição pelo fazer.”

“To aqui com meus 50 anos, e sempre dou uma paradinha para pensar no como trilhar a minha estrada, e ai vale tudo para fazer o futuro, das ruas que já criei aos buracos que vão me ensinar a tapar.”

“As pessoas são diferentes, pintam quadros diferentes e por muitas vezes isso é um incômodo a ser superado, pois o mundo pede pela capacidade de saber lidar com as diversas tribos.”

“Nossas atenções devem estar na procura dos diferentes, pelos ambientes e inclusões que justifiquem as trocas pela produção das novidades e inovações.”

“Na rota pelo empreendedorismo e competitividade temos que atentar pelas formas do como conduzir nossos desejos transformando as atitudes em algo que resulte a favor, pois as decisões mesmo quando sábias sempre dependem das melhorias e aceitação.”

“Para que o marinheiro não seja de uma só viagem, toda empolgação deve ter base para decisão, enquanto um lado brinda os resultados, o outro se antena com as investigações contínuas, visões gerenciais e financeiras.”

“O segredo de tudo é deter o todo acompanhado de um jeitão que nos transforme em seres comunicadores, aptos para uma gestão frente à construção dos relacionamentos, sua integração e aceitação.”

“A empatia significa que antes de se obter a quantidade e qualidade que se espera, é necessário ter mais harmonia e prazer nos contatos com quem temos que manter e conquistar.”

“Em 2011, não fique de cabeça baixa e nem empinada. Levante a poeira ou desça do céu. Saia pelo encontro das coisas que faltam. Seja doador, quando de algo bom a oferecer.” (Sérgio Dal Sasso)

Sérgio Dal Sasso
Palestras, workshops e treinamentos empresariais
Portal: www.sergiodalsasso.com.br

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Gestão no Varejo - Liquidações 2011

(Entrevista concedida por Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em administração, empreendedorismo, vendas, carreiras e educação acadêmica. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

1- Qual a melhor época para o varejo liquidar as coleções de verão? Por quê?

Liquidações em sua amplitude são oportunidades para se reduzir estoques (do lojista, da indústria), capitalizar recursos, reter e conquistar novos clientes.

Quando liquidamos, estamos visualizando as reposições, pensando nas novas coleções e em recursos adicionais para garantir os planos e as boas negociações. Tudo isso é decorrente das decisões provindas de um bom planejamento comercial-financeiro que deverá definir o período e todos os detalhes necessários para uma boa campanha.

É fato histórico e comum das reações e decisões dos mercados varejistas, que a partir das festas de final de ano sempre nos deparamos com uma drástica redução em vendas, impulsionada por um consumidor mais descapitalizado pelos gastos de final de ano e atento aos desembolsos previstos com custos adicionais para se iniciar o ano. A partir de então o mercado tende a se ajustar para um período onde os motivos para se comprar realmente devem envolver mais necessidades, mais preços e prazos, num conjunto onde a palavra oportunidade deve ser trabalhada para um despertar frente a um mercado onde os orçamentos pessoais estão necessariamente mais controlados.

É nesse período de baixas expectativas, que se inicia com o findar do ano e que se estende até fins de fevereiro, que sem muitas ações naturalmente levaria o comercio a uma significativa descapitalização, onde se fazem necessários o planejamento de estímulos via liquidações visualizando substituição de estoques, equilíbrio financeiro e potencial captação de novos clientes.


2- O excesso de liquidações é prejudicial? Grandes redes liquidam após datas como o Dia das Mães, por exemplo. Qual o ideal?

Penso que liquidações são formas de se atrair novos clientes e uma ótima oportunidade para medir a capacidade da equipe em reter e fidelizar sua carteira de clientes. A questão das grandes redes e seu planejamento com liquidações está muito ligada a sua aproximação com a indústria e campanhas integradas por objetivos comuns de capitalização, o que de alguma forma acabam por resultar em uma quantidade maior de liquidações.

O ideal é dominar bem a sua empresa e mercado tendo um planejamento que reúna informações qualificadas para prever adequadamente os períodos futuros integrados com as movimentações necessárias para se produzir recursos da forma mais ajustada possível. Liquidação significa renovação, algo como se perde um pouco aqui para se antecipar diante dos benefícios da capitalização e diante disso, o que sai na frente sempre pode ditar mais as regras e formas para uma boa campanha.

3- Como deve ser feita a divulgação?

Ao empresário lojista é sempre bom lembrar-se do tempo em que iniciou sua atividade, muitas vezes através de uma representação autônoma, com clientes visitados inicialmente no porta a porta até que a evolução o obrigasse a sofisticar seu modelo de comunicação e relacionamento com os clientes (CRM). Uma boa divulgação inicia-se pela prata da casa, pelos clientes que fazem freqüência ao seu negócio e pela qualidade do como gerenciamos nossas relações. A liquidação de uma loja é muito aguardada pelo mercado e deve ser vista como oportunidade para se sustentar o crescimento, criando um marketing que sinalize em agrados aos cativos e com surpresas para o novo, que se estreite em formas de convites e atrativos para que destaquem seus produtos e sua forma de atender bem em qualquer situação. A divulgação deve estar atenta a visão ao que está sendo medido como forma de resultados, para que seus custos sejam compatíveis com o esperado.

Quando você tem algo bom a ofertar a alguém, os primeiros a serem diferenciadamente lembrados são aqueles que têm freqüência na sua loja, sempre reserve algo especial a eles. Na seqüência do plano, estabeleça uma comunicação dirigida aos segmentos que se enquadram como potenciais, dentro da sua percepção de novos clientes, e ai vale tudo em relação aos canais e a criatividade para despertar e ativar o cliente.

4- É preciso ter cuidado com etiquetas e cartazes que anunciam a liquidação, preços, prazos etc? O que deve ser considerado?

Sem duvida é preciso ser organizado entre o que se pensa e o que escreve. Na outra ponta temos consumidores atentos no sentido de exigirem seus direitos entre o que está sendo informado e o que de fato vêm sendo aplicado. Numa liquidação devemos, em acordo com seus atrativos reais, esperar por um expressivo publico, e, portanto, ter mais motivos para se preparar e agir organizadamente, pois os detalhes e os controles, tanto no físico como nos sistemas devem estar devidamente testados, evitando que o tempo não seja adicionado de insatisfações, mas de um conjunto que reúna atendimento com objetividade e elogios.


5- Como deve ser a disposição dos produtos em liquidação? E na vitrine?

Vai depender muito do segmento a ser atendido. Mas quando se propõe a realização de uma liquidação bem sucedida deve-se ter uma idéia de poder estimular as vendas pensando em volume, preparando dentro a loja (vitrine e disposição interna) um cenário, que não tire a personalidade dos produtos, mas que estimule os clientes pela oportunidade de se encontrar em um ambiente que facilite a sua visão pela diversificação diante das vantagens oferecidas, ofertando mais subsídios para que a equipe comercial atenda adequadamente valorizando a compra por impulso adicional.

6- Em relação a 2011 devemos ter alguns cuidados?

Sem duvida que sim, pois o ano se inicia com um novo governo, onde vários ajustes se fazem necessários partindo de um equilibrar as contas do governo a equações que permitam dar continuidade e sustentação ao crescimento. Questões importantes como segurar a inflação, redução de gastos públicos, maior qualificação para créditos e soluções “impostas” para o aumento de receitas serão parte das medidas não populares a serem objetos de atenção por parte do mercado. O que podemos esperar é que temos um ano que certamente dependerá muito mais das informações, dos controles e de pessoal qualificado para garantia das decisões, seus resultados e rentabilidade.

CONSULTOR SÉRGIO DAL SASSO

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Expectativa de vida maior leva terceira idade à faculdade

Autor : Marina Gaspar
Fonte: Canal RH

Uma nova turma invadiu as salas de aula e não são universitários ou profissionais do mercado buscando maior qualificação. São senhores e senhoras que, ávidos por informação e atualização, resolveram sentar nos bancos das universidades outra vez e adquirir conhecimento nas faculdades da terceira idade, programas de estudo preparados muitas vezes por instituições renomadas, como a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo, o Centro Universitário Santana, também em São Paulo, a Universidade de São Paulo (USP), por meio de algumas unidades como as de Comunicação (ECA) e Economia (FEA), além da Universidade Gama Filho (RJ), e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

“A criação desses cursos é consequência da realidade estabelecida na França no fim dos anos 60, quando se precisou encontrar um caminho melhor para a vida da população de maior idade, uma vez que se percebeu uma modificação na pirâmide etária dos países desenvolvidos”, explica Fauze Saadi, coordenador da Faculdade Aberta à Maturidade da PUC de São Paulo.

O programa está prestes a completar 20 anos na instituição e foi pioneiro na capital paulista. Com cerca de 700 alunos, o curso tem 18 turmas em andamento em três diferentes campi. Existe a possibilidade de serem criadas mais seis no próximo ano. “A evolução e o interesse pelo curso tem sido de tal sorte que, com os alunos exigindo continuísmo e o interesse de pessoas mais novas, abaixo dos 60 anos, deixamos de chamar faculdade da terceira idade para ser Universidade Aberta à Maturidade”, conta Fauze.

A maior procura tem ligação direta com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, que passou para 73 anos. Além disso, dados prévios do censo realizado este ano indicam que mais da metade da população tem mais de 30 anos e evidenciam o alargamento da pirâmide etária na faixa que abrange a população acima de 80 anos.

O sucesso dos cursos para alunos de cabeça branca está relacionado também a uma nova cultura em relação à qualidade de vida de quem já avançou na idade. “No Japão, desde cedo a população é educada para ter uma vida longeva. Aqui, agora torna-se uma importante aprender a sobreviver na maturidade”, diz o coordenador da PUC. Os cursos, segundo ele, mudam a concepção do que seria bem estar quando se chega à terceira idade. “A mídia, quando fala em qualidade de vida para idosos, mostra casais pulando e dançando. Não tenho nada contra, muito pelo contrário, mas o curso não é clube. É um programa de renovação do conhecimento e extensão cultural ampla”, explica.

Disposição

O objetivo dos cursos não é manter o pessoal da terceira idade ocupada, mas promover uma reciclagem do conhecimento. Na maioria das instituições, não há pré-requisitos para alguém ingressar nas aulas e os professores são os mesmos que dão aulas para as turmas de graduação e pós-graduação. O diploma recebido, no entanto, é o de um curso de extensão. “É preciso que as faculdades para a terceira idade tenham um corpo docente estruturado, capaz de formar. Nossos alunos, mesmo alguns com mais de 90 anos, têm muito mais disposição que jovens. São totalmente lúcidos, capazes e, por serem pessoas vividas, muitas vezes trazem boas experiências que agregam na hora da aula”, diz Fauze.

Entre os temas estudados pelos alunos, há um amplo leque de mais de cem disciplinas – seis estudadas a cada um dos quatro semestres do curso regular, ensinadas em cinco aulas de três horas ao longo desse período. Entre os temas aplicados em sala de aula estão desde filosofia, história e painel econômico até vitalidade e saúde cerebral.

Há também um programa de matérias eletivas que inclui música, teatro, informática e língua estrangeira. Ao final, todos os que tiverem frequência de 75% recebem um certificado atestando a conclusão, mas pode sempre voltar para aprender disciplinas que ainda não tiverem cursado. “Estudar ajuda os idosos a se integrar mais com a sociedade atual, na medida em que eles podem inteirar-se dos novos conhecimentos”, explica Fauze. “As pessoas hoje vivem mais e devem sobreviver com dignidade física e mental. Costumo dizer que nossos cursos roubam a clientela dos médicos”, conclui.

Representante de turma aplicada

Estudar na terceira idade é coisa séria. Para Rosa Oguri, de 73 anos, aluna da PUC desde 1992, seriíssima. “Nossa turma é a mais antiga e temos pessoas de todas as idades, o mais velho com 96 anos. Mas nossa disposição para as aulas é maior de quem está em uma graduação, nós tiramos proveito das aulas, prestamos mais atenção, achamos até ruim se um professor falta”, conta.

Casada e mãe de um filho de 43 anos, ela resolveu que era a hora de aproveitar o tempo com programas que a estimulassem mais que cursos de artesanato dos quais já havia participado. “As aulas promovem uma reciclagem em várias áreas”, diz, ao enumerar os motivos pelos quais entrou na faculdade. Representante da turma em que estuda duas vezes por semana, ela ainda se ocupa de participar de reuniões com a coordenadoria e fazer a ponte entre o Departamento e o grupo de alunos em que estuda.

O principal motivo, segundo ela, é que o curso é essencial para dar um novo ânimo ao dia a dia. “Eu não era sociável, mas consegui me ambientar. Além das aulas, fazemos passeios e viagens e hoje fico à vontade”, diz ela, que garante: “Só saio se me mandarem embora”.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

2000 com mais onze motivos!

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br


E um:
De novo, o novo, e mais uma vez tudo que poderia ser nada terá apenas o seu desejo para ser tudo.

E dois:
Lute pela coragem e permita a si mesmo que os sonhos sejam parte de um combinar entre coisas e vidas.

E três:
Respeite e aprecie os mínimos muito antes de se imaginar chegando ao máximo. Aprenda a viver com cada pequeno pedacinho capaz de te fazer feliz!

E quatro:
Estude matemática, mas não despreze a filosofia, pois o mundo é um conjugar de culturas onde para se vencer temos que desbloquear o que nos limita, pois o segredo está no lado oculto que pede para ser usado.

E cinco:
Sendo a vida um continuo adicionar e excluir de coisas. Nossa história dependerá do resgate do saldo positivo rumo a um querer ser e fazer melhor.

E seis:
Que suas criações sejam iluminadas rumo a um encontro com as cores dos seus sonhos e que seus sonhos produzam sorrisos abrindo os dias quando do nascer de todas as manhãs.

E sete:
Que você não se cobre por não entender de tudo, porque nem tudo na vida precisa ser explicado, mas tudo da vida deve ser sentido e valorizado.

E oito:
Que das diferenças prevaleçam o enriquecimento pelos encontros e que isso tudo te adicione com provocações, argumentos, modificações e motivações.

E nove:
Que o novo ano te complete sem apagar o que te fez chegar.

E dez:
A vida é assim, recheada de motivos para que continuemos nos encontrando.

E onze:
Um brinde a nós e só porque valemos à pena!

2000 + 11 motivos = Eu e você recheando com novos condimentos para dar mais sabor e gostinho às realizações.

Sérgio Dal Sasso
Palestras, Workshops e Treinamentos Empresariais e Acadêmicos
www.sergiodalsasso.com.br

Bancos e dívida pública botam para correr a Tropa de Elite

Autor: Édison Freitas de Siqueira
Fonte: www.direitosdocontribuinte.com.br

Quem assistiu há poucos dias a expulsão de criminosos do conjunto de favelas da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pensou que estivesse presenciando, a partir do Rio de Janeiro, o início de uma política governamental preocupada com a segurança e a sobrevivência do povo brasileiro.

Ledo engano ... “Circo para o povo!”

Diariamente, 200 milhões de brasileiros estão sujeitos a outra forma mais cruel de violência, a qual gera o desemprego e o subdesenvolvimento que alimenta a criminalidade. Falo da experiência que vivem os cidadãos que assiduamente utilizam os serviços dos conhecidos “Bancos 24h” visando sacar valores em moeda para uso com suas famílias e atividades. Estes, quando inserem seus cartões de crédito na “dourada maquininha de dinheiro” veem estampado na tela: ”o banco e o cartão de crédito do qual estão sacando o dinheiro lhes cobrará , no caso, por exemplo, dos bancos Itaú/Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Federal, juros anuais que vão da taxa de 240,09% a 360% ao ano”. Ou seja, uma taxa de juros de quase 1% ao dia, enquanto nossa inflação não chega a 4% ao ano.

Estes números são de dar inveja até aos traficantes. Afinal, os criminosos devem se sentir ridículos quando descobrem que estão levando bala e aterrorizando a sociedade só para ganhar o lucro das drogas ou do assalto a mão armada, enquanto que, com o apoio governamental, os bancos enchem seus cofres com o dinheiro do povo e das empresas, gozando até de proteção policial.

Em contrapartida, o Presidente Lula, cuja política permitiu aos bancos que cobrassem juros e taxas bancárias mais caras do que as praticadas durante os Governos Sarney, Collor, Itamar Franco e FHC, alardeia ao povo brasileiro que nosso sistema financeiro não tem medo sequer de Crises Internacionais. Não é por menos! Em países europeus, os juros cobrados do cidadão pelas instituições financeiras não chega a 10% ao ano, algo assim como 30 vezes menos do que é praticado em nosso território. Nos EUA e no Canadá, a taxa cobrada é de pouco menos de 8% ao ano.

No Brasil, o valor médio cobrado pelos bancos corresponde a juros de 300% ao ano, variando conforme a necessidade e cadastro de cada cidadão ou empresa brasileira. No caso de Cheque Especial, por exemplo, os juros cobrados são na média de 8% ao mês; cartões de crédito, não menos do que 11% ao mês. Descontos de cheques ou duplicatas, mesmo que o dinheiro emprestado seja para pagar impostos, a taxa cobrada é de 5% a 8% ao mês. É uma verdadeira “megasena”, uma espécie de “Cassino à moda brasileira”, onde ganhadores são exclusivamente os bancos que operam no Brasil.

Por esta razão que sequer uma Crise Internacional ou a “Tropa de Elite”, a verdadeira ou até mesmo aquela exibida no cinema, desalojam ou põem medo em tão poderosa facção que sangra a raiz da geração de empregos e do desenvolvimento nacional.

Nem o Governo brasileiro está livre. O serviço da “Dívida Pública” corresponde a um desembolso de R$ 16,5 bilhões ao mês só de juros, ou melhor, R$ 550 milhões de juros ao dia. Esta fortuna transferida diariamente ao bancos vem do dinheiro que os cidadãos e empresas brasileiras pagam de impostos. Não por outra razão que o governo clama pelo retorno da CPMF.

Conforme informações oficiais do site do Banco Central do Brasil, em 2002, nossa Dívida Pública total somava R$ 851 bilhões, sendo R$ 212 bilhões de “dívida externa” e R$ 640 bilhões de “dívida interna”. Em 2010, às vésperas da posse da Presidente Dilma Rousseff, embora ainda estejamos sem estradas, aeroportos, portos, segurança pública e saúde pública, nossa dívida corresponde a R$ 1.890 trilhão, equivalendo, em dinheiro, a tudo o que o Brasil produz em um ano e mais um pouco, isto sem descontar sequer o “cachorro quente ou espetinho” vendidos na esquina. São R$ 240 bilhões de “Dívida Externa”, ou seja U$ 142,85 bilhões e R$ 1.650 trilhão de “Dívida Interna”, representada, na maior parte, por títulos em mãos de nossos bancos. Números assim põem para correr todos os marginais do Brasil!

Viva a política financeira e fiscal brasileira, pois nela nem a “Crise Mundial” e nem a “Tropa de Elite” botam medo! O que preocupa é saber ... o porquê?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gestão de Resultados no mundo moderno!

Autor: Desconhecido

Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres
que tinham o mesmo nome: Flávia.

Uma era Freira e a outra Taxista.
Quis o destino, que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro as esperava:

- O teu nome?
- Flávia
- A freira?
- Não, a taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica com "fios de ouro".
Pode entrar.
A seguir...
- O teu nome?
- Flávia
- A freira?
- Sim, eu mesma.
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de "linho".
Pode entrar.
A religiosa diz:
- Desculpe, mas deve haver algum engano. Eu sou Flávia, a freira!
- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho...
- Não pode ser! Eu conheço a outra, Senhor. Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre!
Subia as calçadas, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas.
Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais.
E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia.
Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?
- Não há nenhum engano - diz São Pedro.
É que, aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional do que a de vocês lá na Terra...
- Não entendo!
- Eu explico: Já ouviu falar de GESTÃO DE RESULTADOS?
Agora nos orientamos por objetivos, e observamos que nos últimos anos
cada vez que tu pregavas, as pessoas ao ouví-la, dormiam.
E cada vez que ela conduzia o táxi,as pessoas rezavam!!!

Resultado é o que importa!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hora de pensar grande

Autor: Daniela Lessa
Fonte: Canal RH

Com uma previsão de elevação de 7% no PIB de 2010 em relação a 2009, o Brasil chega a ser identificado por economistas e analistas de conjuntura internacional como a China do Ocidente. Tornar-se comparável ao mais espetacular dos emergentes é, sem dúvida, um sinal do sucesso da economia brasileira, mas a semelhança com o dragão chinês também suscita desafios para as corporações nacionais, o que implica em preparação para vencê-los. O problema é que depois de anos de penúria econômica nem todos os executivos estão adaptados a gerir prosperidade.

O coordenador da escola de negócios de pós-graduação e MBA da Trevisan – Escola de Negócios, Olavo Henrique Furtado, acredita que poderá haver algumas dificuldades nessa nova fase do País, mas as vê como parte de um processo natural de aprendizado, que acompanha a evolução de qualquer economia. Ele admite que é diferente administrar uma empresa em uma situação de inflação de dois dígitos por mês, como acontecia nos anos 1980, e administrá-la com um cenário de crescimento de 6% a 7%. “No entanto, esse é um bom problema; prefiro me preocupar com o crescimento que com a falta dele”, alega.

O especialista ressalta que o crescimento elevado provoca impacto sobre sistemas de treinamento, alcance de fornecedores, necessidade de certificações, cuidados com a sustentabilidade etc. e é preciso estar preparado para essa situação. “Ser bom em planejamento estratégico é a característica essencial do perfil de um bom gestor para este momento de crescimento”, avalia. Ele diz que as grandes corporações, com acesso a uma gama de informação, sabem que a competição vai aumentar; enquanto o pequeno empreendedor ainda não tem a clara noção de que precisa tomar atitudes para garantir sua competitividade, embora também sinta os efeitos de crescimento.

Uma questão que está afligindo as companhias é a qualificação dos profissionais. “Fui a um evento recentemente e havia empresários dispostos a recontratar funcionários que já haviam sido aposentados, outros analisando a possibilidade de importar mão de obra e outros criando universidades corporativas para treinar seus talentos.” Esse, para ele, é um aspecto estratégico, que, se não for resolvido, pode resultar em problemas sérios.

O receio do apagão de mão de obra é sentido pelo mercado. Na Total Express, especializada em logística de e-commerce, responsável por 28% do mercado de entregas de produtos comprados por meio da internet no Brasil, a estratégia para se preparar para o crescimento foi a profissionalização do RH, objetivando desenvolver um pacote de benefícios eficaz e garantir contratações adequadas e céleres. Segundo o diretor Financeiro da empresa, Edgar Valesin, o maior desafio corporativo para não perder oportunidades decorrentes do crescimento é a atração e retenção de talentos. “Recentemente, contratamos uma psicóloga para dirigir a área de RH e estamos admitindo quase todos os dias; só no mês passado recrutamos 100 pessoas e continuamos com oportunidades em aberto”, afirma.

O executivo explica ainda que o profissional mais requisitado neste momento de alta produtividade tem perfil de liderança, é dinâmico e capaz de realizar, de forma organizada, duas ou três tarefas simultaneamente, além de ter facilidade para trabalhar em grupo. “No nosso ramo, familiarizar-se com o negócio é relativamente fácil, mas tudo é para ‘ontem’, e quem não sabe trabalhar em equipe acaba trazendo dificuldades”, diz ele.

As expectativas da Total Express a respeito do balanço anual são de que o faturamento de 2010 supere os R$ 130 milhões, com um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Uma prova de que os negócios vão bem é a abertura de oito filiais, apenas durante o segundo semestre de 2010, sendo uma delas em Miami, nos Estados Unidos.

Na Brookfield Incorporações, resultante da fusão entre a Brascan Residential Properties, Company S/A e a MB Engenharia, o desafio do crescimento é semelhante: encontrar e reter bons funcionários para fazer a máquina girar, enquanto a empresa dobra de tamanho. No primeiro semestre deste ano, a receita líquida da Brookfield foi de R$ 1,7 bilhão; o crescimento em relação ao mesmo período de 2009 é de 111%.

Para manter seus profissionais, a incorporadora aposta na formação interna e está criando uma universidade corporativa, além de priorizar a contratação dos próprios estagiários colaboradores, conforme eles se formam. Para a superintendente de RH da companhia, Lygia Villar, as ações do RH da Brookfield são pautadas por uma política de crescimento sustentável, visando ao longo prazo. No entanto, a executiva admite não estão dando conta de acompanhar o momento, nesse sentido: “Algumas áreas estão crescendo tão rápido que nem dá tempo para formar os estagiários”, afirma.

Segundo ela, apenas neste ano, cerca de 1.600 novos trabalhadores foram contratados, fazendo o contingente de pessoal saltar dos 2.400, em dezembro de 2009, para os atuais cerca de 4 mil. A empresa tem perspectiva de chegar a dezembro de 2010 com 5 mil contratados.

Planejamento é tudo

As dificuldades de Valesin e Lygia para encontrar funcionários corroboram o resultado da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revela que o Brasil alcançou, em setembro, a menor taxa de desemprego desde 2002, quando a série começou a ser produzida. Atualmente, 6,2% da população economicamente ativa brasileira está desempregada, perfazendo um total de 1,5 milhão pessoas. O recuo em relação a setembro de 2009 é de 17,7%. Com menos gente disponível no mercado, também é mais difícil encontrar profissionais, principalmente quando, de todo o conjunto de trabalhadores disponíveis, é preciso extrair um perfil específico.

Ao analisar as características do gestor ideal para levar as organizações a aproveitarem as oportunidades, a consultora de Desenvolvimento Corporativo do Grupo Soma, Juliana Saldanha, destaca aspectos fundamentais, tais como visão de longo prazo, saber ouvir, não ser autoritário e acreditar, realmente, que o colaborador é o diferencial da empresa. “O profissional adequado para acompanhar e facilitar o crescimento das corporações é aquele que quer que os funcionários cresçam junto com ele”, resume.

Juliana afirma que o momento requer uma visão extremamente estratégica por parte dos departamentos de RH, o que envolve avaliação das políticas de cargos e salários, do clima organizacional e da performance das áreas, visando colocar em prática ações que resultem em melhorias, dentro de um amplo panorama de planejamento corporativo. “Para aproveitar o crescimento econômico, os gestores devem evitar situações repentinas e, para isso, planejar é tudo”, acredita. Na avaliação de Juliana, a estratégia para o crescimento requer foco na expansão, no RH, nas finanças e na integração das áreas.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Walter Machado de Barros, diz que os executivos ideais para a gestão do crescimento são os diretores de finanças, uma vez que são os que têm o perfil mais estratégico, com visão sobre o funcionamento de diversas áreas da companhia.

De acordo com ele, a opção por executivos com esse perfil faz parte do processo evolutivo da economia brasileira. “Em 1980, os presidentes das empresas eram oriundos das fábricas; em 1990, das áreas de marketing e, a partir dos anos 2000, vêm do setor de finanças”, resume e acrescenta: “Essa tendência pode ser observada na prática, com a ascensão de Enéas Pestana, que era CFO, à presidência do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo”.

Para Barros, os executivos brasileiros têm plenas condições de gerir o crescimento. “Os que estão no mercado se reciclaram e aqueles que só pensam em custos e cortes estão fora do ambiente corporativo há muito tempo.” Na sua avaliação, desde que o Plano Real eliminou a inflação de 20% ao mês e acabou com o ganho fácil financeiro, as companhias já vinham se transformado.

O momento da virada

A estabilidade monetária, segundo Barros, obrigou os executivos a racionalizarem despesas, controlarem custos e, assim, eles aprenderam a preservar a saúde das corporações perante qualquer cenário ou mesmo uma eventual crise, como aconteceu em 2008/2009.

A robustez da economia nacional, de fato, mostrou-se invejável ante as dificuldades enfrentadas pela maioria das nações. No entanto, mais do que o ano da crise, 2008 é definido pelo presidente da franquia de idiomas Yázigi, Alexandre Giambiasio, como “o ano da virada”. “Foi o ano em que o País se consolidou como nação que queria crescer; 2009 foi um teste pelo qual o Brasil passou bem e 2010 o ano da consolidação, voltando a ser um bom ano”, resume. Para ele, já havia a convicção de que essa recuperação aconteceria e, por isso, o Yázigi investiu em capacitação. “Numa franquia, o que faz a diferença são as pessoas”, diz.

Valesin, da Total Express, que foi gestor do setor bancário nos anos 1980, quando legiões de trabalhadores eram demitidas todos os meses, é ainda mais enfático. Ele observa que o ambiente de hoje é absolutamente oposto ao daquela época e ressalta: “Em 40 anos de experiência profissional, nas áreas de finanças, locação e setor logístico, não me lembro de um momento tão promissor como este que estamos vivendo”.

E o melhor é que, pelo jeito, o crescimento segue uma trajetória de continuidade. Giambiasio, do Yázigi, por exemplo, prevê crescimento de 12% a 15% nos próximos anos sobre o faturamento anual atual, de cerca de R$ 230 milhões. Ele ressalta que o mercado de idiomas tem, atualmente, duas grandes frentes de expansão. Um delas é o próprio desenvolvimento do mercado, que motiva o aprimoramento em idiomas; a outra advém dos eventos esportivos da Copa e das Olimpíadas, devido ao seu apelo turístico.

Giambiasio é mais um a afirmar que “o crescimento só pode ser aproveitado se a pessoa, a instituição ou o negócio estiverem preparados” e – de olho nos eventos esportivos de 2014 e 2016 –, o Yázigi criou três cursos específicos: um de 300 horas, destinado profissionais que trabalham ou trabalharão em setores relacionados com a Copa e as Olimpíadas e precisam aprender inglês rapidamente; outro, de 200 horas, destinado àqueles que precisam falar com turistas nos eventos, mas não com tanta fluência; e um terceiro, de 100 horas, destinado a suprir as necessidades básicas de conhecimentos de inglês e direcionado principalmente a taxistas, camareiros, policiais etc.

A gestão para o crescimento, portanto, é um desafio que se impõe às empresas brasileiras. Elas precisam planejar, prever e se preparar para a competitividade que tende a ser mais intensa à medida que o crescimento da economia nacional se consolida.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

VIDA ACADÊMICA, FORMAÇÃO DE TALENTOS E RESULTADOS

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte:www.sergiodalsasso.com.br


Entrevista concedida por Sérgio Dal Sasso, educador, consultor organizacional, escritor e palestrante.

Atualmente, quais os principais desafios para que o jovem consiga entrar no mercado de trabalho?

Nas fases iniciais duas coisas vão pesar como fatores de relevância. A primeira é reunir um conjunto de conhecimentos que estejam próximos das necessidades do mercado de trabalho para que este possa se interessar e apostar no talento a investir. A segunda em importância está no aprender a se relacionar construindo sua rede de contatos, que acima da harmonia pessoal, seja construída com base no conjugar de pessoas que detenham pontos comuns integrando o lado pessoal, objetivos e meios facilitadores. As relações facilitam a entrada no mercado de trabalho, pois a maioria das empresas, independentemente dos processos de recrutamento, apreciam indicações, principalmente quando ofertadas pelos seus já reconhecidos talentos internos.

Qual a importância da graduação na busca por melhores oportunidades de trabalho? E qual a importância da educação continuada (como a pós-graduação) neste mesmo contexto?

Uma boa formação acadêmica será cobrada em todos os estágios do mercado frente à evolução das carreiras. O mundo é um conjugar entre ofertas e procuras, e no caso profissional, cada vez mais teremos poucas grandes ofertas de trabalho, o que por um lado justifica as exigências que o futuro empregador pode propor para selecionar e formar sua equipe de trabalho. Nesse sentido quanto mais formação, cursos e envolvimentos que detenham como foco o mercado pretendido, mais diferenciação teremos para vender e poder se destacar entre os selecionáveis.

Para garantir sustentação e crescimento das carreiras, é como se estivéssemos escalando montanhas, a cada passo um obstáculo maior e mais exigências. Num paralelo onde sabemos que o conhecimento virá de todas as fontes, desde que sejam confiáveis, não dá para se desligar da visão conceitual e acadêmica como meio para melhores entendimentos em relação ao que estamos fazendo, diante das bases e regras que formam as estruturações do negócio e suas novidades para a sustentação dos próximos passos.

A vida será uma eterna troca entre seu lado professor e aluno e nestas idas e vindas, além de novas informações, estaremos sempre consolidando nossas seguranças através de uma rica oportunidade de estar com outros que buscam as mesmas adições para crescer.


O que o senhor considera fator preponderante para a obtenção de melhores salários, no que diz respeito à qualificação profissional (em ordem de importância): graduação; cursos de idiomas; pós-graduação; sólida experiência profissional ou há outros que o senhor considera ainda mais importante?

Toda formação deve-se ser convertida em vivências e todo investimento deve estar em acordo com as possibilidades de um crescimento que some em quantidade e qualidade. As empresas valorizam muito os profissionais que tomam por iniciativa própria, a identificação e negociação de cursos que possam contribuir na qualidade do se fazer melhor. Cargos e salários são resultados de avaliações de desempenho, e por tanto, estar disposto há doar seu tempo se dedicando ao aprimoramento da técnica é sempre algo a ser registrado, que quando em confronto com o próprio cumprimento de metas, serão de peso para a evolução das responsabilidades e funções.

Uma carreira bem sucedida depende muito da velocidade do como conseguimos visualizar o todo, e nesse sentido a riqueza da experiência se combina com um debulhar do conhecimento e estar dotado de condições para poder ser lembrado para pensar, decidir e agir.

O senhor acredita que a graduação é o primeiro degrau para o crescimento profissional? Por quê?

Não seremos exatamente o que gostaríamos, mas o que o mercado quer, vê e exige. As qualificações para uma carreira de sucesso se iniciam bem antes da graduação, pela formação dos valores que contribuam nas escolhas diante das opções reunindo gosto, aptidão e talento. Tudo vai se somar quando se pensa que um jovem talento pode ser rapidamente absorvido a níveis organizacionais de responsabilidade decisórias. Acredito que antes de pensarmos em crescimento profissional precisamos estar dotados de equilíbrio emocional, que permita-nos concluir nossas etapas acadêmicas não somente por mais um diploma ou mais promoções, mas pelo prazer de se sentir conhecedor e cada vez mais útil aos processos que dependerão dos nossos feitos.

Qual a importância das relações pessoais no ambiente de trabalho e o quanto elas podem beneficiar ou prejudicar o funcionário?

Não se pode vivenciar o mundo corporativo sem saber conviver em equipe, sem saber pensar, projetar e agir em conjunto. Pensemos que no mínimo doaremos a maior parte do nosso tempo dedicando-o ao trabalho, e que para que tenhamos sucesso, devemos ter prazer pela convivência, mas aprender a usá-las em acordo com as necessidades e momentos, destacando o entendimento dos propósitos, e sua natureza de relevância, seja profissional ou pessoal.

No mundo corporativo a evolução rumo ao ser competente, vem da somatória de fatos que integram o uso do conhecimento com a arte de saber negociá-los. Entre erros e acertos devemos evoluir frente a um saber doar e receber decifrando e aprendendo sobre os segredos das pessoas, convivendo com novas “tribos” e lidando renovadamente com as gerações (x, y e z...) que compõem os times da organização.

Quais as qualidades mais admiradas em um profissional, em sua opinião?

- Ter direção: Saber o que se quer junto com um projetar de caminhos possíveis para se chegar.

- Competência: Saber utilizar sua qualificação no servir a empresa para que a mesma possa reconhecê-lo pela capacidade pessoal e coletiva de vendê-la.

- Persistência: Para se conseguir um sim, é preciso se adaptar a cada situação, aprender com os erros.

- Conhecimento Aplicável: O tempo é dinâmico, portanto saiba selecionar o que é importante para se investir em adição a carreira. Priorize sempre o dia seguinte das necessidades!

- Relacionamento: Construir uma base de relações pensando em reunir a experiência dos mais velhos com a energia dos mais novos.

- Pró-Atividade: Os benefícios de saber expor suas idéias, de se antecipar frente aos demais.

- Itinerância: Esteja sempre onde às coisas estão acontecendo, seja um grande especialista do seu mercado.

- Comprometimento: Vista a camisa em todos os meios que optar para o seu crescimento. Forme suas referências, pois serão à base do seu futuro!

Quais qualidades na vida pessoal podem se tornar um diferencial negativo na vida profissional (excesso de confiança, muita sinceridade etc.)?

As empresas apresentam culturas diferentes e de acordo com elas formam modelos personalizados para gerir seus climas e convivências. Diria que não existe um modelo especifico que valorize mais ou menos um perfil comportamental. O que vai pesar é a nossa capacidade de perceber o “jeitão” para um conduzir integrando os valores pessoais como a forma ideal de se participar organizacionalmente, e em todos os seus níveis hierárquicos, aprendendo sobre as peculiaridades e particularidades de cada um.

Conseguir sucesso profissional depende de uma série de fatores, e dentro destes, esforço, qualificação e muitas vezes sorte. Quais dicas o senhor daria para um jovem em início de carreira (que acaba de se graduar) que sonha em conseguir sucesso em sua profissão?

A sorte só aparece quando nos dedicamos para que ela apareça. A evolução num mercado onde para cada vaga dispomos de centenas de candidatos potenciais, não depende tanto da sorte, mas da disposição por um contínuo fazer, aprender e fazer. Quanto mais acreditamos em nós, mais nos apresentamos para demonstrar essa utilidade e mais chances teremos pela insistência em estar presente e assim termos o nosso nome estampado na frente da empresa que representamos. Como ser alguém sem se fazer conhecido?

Em um mercado de trabalho tão competitivo, o que fazer para se destacar?

O grande segredo é ser hábil em trocar informações, buscar conhecimentos, se aprofundar e partir para ser evidência, procurando sempre clarear a visão pelo entendimento do conjunto que envolve as atividades de negócios. Na verdade o mercado procura por aquele que consegue se mostrar pela sua capacidade de compor soluções e tomar decisões, e não se cria muita coisa conhecendo pouco ou mesmo sendo apenas um especialista. O mercado procura por gente ampliada e conectada com a profundidade, com foco nos movimentos internos que movimentam a empresa e nas suas ramificações com os meios externos. Pensar, correr e agir é a regra do jogo que deve ser adotada para sermos evidência em uma atividade que para se vender, necessita da produção de coisas que sejam rentáveis e de interesse para o consumo.

Em meio às novas tecnologias e à flexibilização das relações de trabalho (muitas empresas dão ao funcionário a opção de escolherem seu horário de expediente, por exemplo), quais as principais características que os profissionais devem possuir para se destacar?

Primeiro entender que a flexibilização é aplicada no sentido de poder aproveitar mais do potencial de cada um, mas que tudo isso tem o valor de troca, tipo oferecer e receber. Quanto à tecnologia, ela sempre será um processo facilitador para que possamos assegurar qualidade e velocidade diante das melhorias do tempo operacional. Com a flexibização e maior tecnologia nos processos espera-se que o profissional possa desenvolver seu espaço para contribuir, se renovar, ofertando em contribuição as respostas que a empresa pretende obter dos seus mercados.

O profissional que pretende se destacar deve priorizar seu aprimoramento comportamental na arte do saber sonhar visualizando objetivos, atitudes, percepções e se motivar sempre para estimular a capacitação e formação de competência, aprimorando assim sua capacidade estratégica e de planejamento rumo a uma prática que resulte em se superar frente às metas e as adversidades do próprio mercado.