Palestrante Sérgio Dal Sasso

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Perfil da Geração Z

Fonte: redação ip news

75% usam celulares e 16% navegam neles.

Praticamente 100% dos jovens entre 14 e 19 anos (Geração Z) participam de alguma rede social, 75% usam celulares (sendo que 16% navegam na Internet por esses aparelhos), 60% se preocupam com a beleza do corpo e do rosto e enquanto apenas 5% acreditam que a mudança cultural da contectividade que a Internet traz é importante e merece ser acompanhada.

Paralelamente, a faixa etária entre 32 e 51 anos (Geração X) continua com assíduos leitores (55%) e os adultos entre 20 e 31 anos (Geração Y) mantêm o hábito de visitar os amigos (51%) e de consumir refrigerantes (52%). Os jovens da Geração Z, entretanto, leem menos (14% preferem jornais e 23% revistas).

Estes são alguns dos resultados do estudo São Paulo em Foco: Gerações X, Y e Z, realizado pela Quest Inteligência de Mercado, especializada em pesquisas e análises. Foram ouvidas 600 pessoas na capital paulista, com idades entre 14 e 51 anos.

A pesquisa revela um Raio X das diferenças e similaridades existentes entre essas três Gerações – X (32 a 51 anos), Y (20 a 31 anos) e Z (12 a 19 anos). Para esta amostra, optou-se por entrevistas com jovens a partir dos 14 anos de idade, que não necessitam de permissão dos pais para responder pesquisas.

“A principal diferença entre as gerações está no uso que fazem da Internet, das redes sociais e da tecnologia, que se reflete em seus hábitos de consumo, comportamento de compra e lazer”, explica Luís César Périssé, sócio-diretor da empresa e coordenador da pesquisa.

Segundo ele, são agentes de mudanças os que produzem e compartilham conteúdo na web e nas redes sociais: “61% no total das 3 gerações. Na Geração Z essa proporção se eleva para 79%, na Geração Y, 71%, e na geração X, 48%”.

O “Z” é a denominação comum daquilo que esses jovens fazem de melhor: “zapear”, “saltando” da TV ao telefone; do videogame para alguma rede social na web ou do MP4 para o e-book. Esta geração é consumidora voraz das novidades que o mundo tecnológico tem a oferecer, mudando de atitude tão rápido quanto uma mensagem no Twitter. Com o mundo 2.0 no DNA, não dá para imaginá-los vivendo como as gerações anteriores – sem telefone móvel, Internet, MP3, câmeras digitais ou tevê a cabo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O poder das lojas fisícas....

Autor: Alexandra Horta
Fonte: GS&MD

Ainda que o comércio eletrônico tenha se firmado e crescido de forma significativa nos últimos anos, quando analisado em termos do volume das transações efetivamente ocorridas nota-se o quão ele ainda é relativamente pouco significativo quando comparado com aquele ocorrido nas lojas físicas. Essa constatação é verdadeira inclusive em países como os Estados Unidos, onde o fenômeno do e-commerce encontra-se muito mais difundido, seja por conta de aspectos culturais e socioeconômicos, seja pela muito maior e melhor capacidade de acesso à internet via banda larga (que permite oferecer mais qualidade no conteúdo embarcado nos sites de e-commerce e agilidade na navegação). Mesmo considerando que o mercado norte-americano de e-commerce esteja, digamos, cerca de dez anos mais maduro do que o brasileiro, a representatividade das vendas no varejo não-loja nesse mercado (o que inclui a venda por catálogo) não chega a 10% de tudo que se pode classificar como venda a varejo.

Desse modo, as lojas físicas reinam soberanas na venda de tudo o que é adquirido pelos consumidores, tanto nos mercados mais maduros quanto em outros nos quais o crescimento anual do comércio eletrônico ocorre sistematicamente em vigorosas taxas de dois dígitos, como no caso brasileiro.

É óbvio, porém, que essa representatividade não só varia muito de categoria em categoria de produtos (vide o que o comércio eletrônico significa no mercado de música, DVDs e livros), como percebe-se que o comportamento do consumidor que realiza suas compras nas lojas físicas alterou-se significativamente com o advento do comércio eletrônico. Mesmo que a decisão final de um determinado consumidor (que tenha realizado pesquisas nos sites de comércio eletrônico) tenha sido adquirir seu “objeto do desejo” em alguma loja física, ele o faz de posse de muito mais informação sobre os produtos e tendo comparado preços e condições de pagamento em um número imensamente maior de alternativas disponíveis.

Quando, portanto, esse consumidor decide ir a uma loja, ele o faz com uma carga de experiência muito superior à que possuía anteriormente, aumentando imensamente a responsabilidade da loja física em satisfazê-lo. E, ainda que se esteja tateando na forma de avaliar em termos quantitativos o impacto que o acesso à internet e aos sites de comércio eletrônico tem sobre o comportamento do consumidor no ambiente da loja, o fato é que nos depararemos cada vez mais com expectativas e demandas distintas por parte desse consumidor.

Assim, cabe refletir qual o novo papel que as lojas passam a representar no universo do consumo, já que parte do processo de compra passou a ocorrer fora desse ambiente. Possibilidade de satisfação imediata do desejo de aquisição, nos casos da disponibilidade de estoque do produto na loja? Possibilidade de oferecer ao consumidor uma melhor experiência de interação com o produto do que aquela possível de se transmitir em um site de comércio eletrônico? Conforto psicológico pelo fato de que uma loja física permite “materializar” a interação com uma empresa (e garantir ao consumidor que, caso surja algum problema com aquele produto, haverá alguém mais visível do que um atendente telefônico a lhe prestar ajuda)?

Em qualquer um dos possíveis papéis que a loja física passará a representar nesse composto de canais disponíveis para o consumidor satisfazer suas necessidades de compra (o tal mundo multicanal), isso pressupõe uma reavaliação em todos os seus aspectos representativos: layout, sortimento, nível de estoques, exposição, comunicação no ponto de venda, serviços adicionados, atendimento e relacionamento, etc. Particularmente porque parte dos processos associados ao conhecimento sobre a categoria e o produto, como a comparação de alternativas e de preços, ocorrerá cada vez mais fora do ambiente da loja e/ou de forma integrada, se levarmos em conta também as múltiplas possibilidades que o maior uso da mobilidade poderá conferir a esse processo (pesquisar em casa, transferir listas para o celular, eliminar dúvidas e navegar na loja, complementar lista de compra e fechar a compra na loja ou no site, etc.).

Loja-museu, loja-experiência, loja-estoque? Quais serão então as melhores alternativas para caracterizar o principal papel que a loja (ou algumas lojas em particular) deve representar para potencializar essa nova dinâmica da relação com um consumidor em mutação?

E a indústria, como ela imagina o papel que as lojas possuirão dentro do composto de investimento em comunicação e em formação de imagem de marca de seus produtos? Quanto caberá dessa responsabilidade a cada canal e de que forma?

Como indústria e varejo deverão integrar seus esforços no sentido de atender a essas novas demandas? Como a indústria deve proceder para atender as expectativas desse novo consumidor através do varejo e, assim, apoiar o varejista?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Caminhos da liderança

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br

“Nós semeamos o que colhemos e a quantidade do que plantamos dependerá das negociações e aproximações a serem praticadas nos terrenos vizinhos”. (Sérgio Dal Sasso)

O sucesso profissional não deve ser medido com conquistas hierárquicas, mas pela amplitude da sua exposição dentro do meio escolhido para o exercício das suas atividades.

Os processos do aprendizado ultrapassam a necessidade de um conhecimento amplo e profundo. As organizações bem sucedidas são dependentes de profissionais altamente capacitados, mas que detenham o poder da alta comunicação e capacidade de troca para o desenvolvimento e processamento diferenciado das suas estratégias.

A garantia deste profissional não é eterna, pois a tecnologia é uma constante ameaça substitutiva de mão de obra, que mesmo quando qualificada, e em muitas vezes por processos e critérios que não entendemos, terminam por romper uma relação de trabalho aparentemente não prevista, principalmente quando a decisão inclui a nossa própria pessoa. Estar preparado para determinada empresa tem validade e tempo determinado. Por definição empresarial, você sempre será um meio alternativo de uso, importante sim, mas eterno somente enquanto durar.

Da mesma forma, espera-se que sua atitude e percepção antecedam ao fim dos relacionamentos, pois você nunca saberá a data correta ou a própria existência da ocorrência. Todo imprevisível requer um planejamento maior, que inclua ações permanentes e voltadas ao desenvolvimento e ampliação de imagem, junto às bases receptivas de interesse relacionadas ao segmento e especialidade.

Muitas vezes, passamos anos superando nossas limitações frente a conquistas de metas estipuladas, esquecendo de trabalhar a nossa estratégia pessoal, ou seja, fazemos com perfeição a missão dos outros e até por esgotamento, deixamos de praticá-la para a garantia permanente dos nossos destinos.

Comece a pensar “ampliadamente” com a consciência de quem pertence a um mundo de inconstâncias globais. Vai ser cada vez mais difícil sobreviver, sem o desenvolvimento de uma estratégia pública, sem um sistema que o inclua permanentemente no rol dos acontecimentos, sem um plano expansivo e qualitativo de contatos que o aproximem da “massa” dos seus interesses para que você possa vender o seu peixinho de cada dia de forma ampliada e voltada aos meios que somam em visibilidade.

O êxito para possibilidades de sucesso independe do quanto o mundo é adverso para você. Nós semeamos o que colhemos e a quantidade do que plantamos dependerá das negociações e aproximações a serem praticadas nos terrenos vizinhos. Comunique-se, explore o seu talento na pratica, troque idéias, abra novas portas relacionadas com seu destino, treine e aceite ser treinado, supere suas buscas acima do óbvio, não espere ser o melhor, mas se sinta entre os melhores.

Na frente de qualquer discípulo existe um Deus, na frente de qualquer negócio existe um nome, que pode ser o seu, desde que trabalhado para ser aplaudido por um público permanentemente em processo de conquista.

www.sergiodalsasso.com.br

Vídeo Institucional:
http://www.youtube.com/watch?v=UdlfW8IOQv0&feature=player_embedded

O varejo e o apagão de imóveis

Fonte: Marcos Hirai

Para muitos varejistas, planejar a expansão da sua rede, seja por franquias ou lojas próprias, passa por um grande dilema: o atual cenário, com a alta dos aluguéis e das luvas comerciais, trará rentabilidade para as novas operações?

Com o aquecimento da economia, o varejo sofre com mais um dos apagões próprios do crescimento – além da já crônica falta de mão de obra qualificada, nos últimos anos os varejistas sofrem com a baixa oferta de imóveis para locar. Em todo o Brasil os imóveis de rua e as lojas nos shopping centers estão escassos. Consequentemente, dentro da lei da oferta e procura, os valores dos alugueis estão muito mais altos que há dois anos. Em alguns casos, custam o dobro.

Igual situação ocorre com os valores dos pontos comerciais (ou das luvas), que quase triplicaram nos últimos três anos. Isso faz com que um bom ponto comercial seja locado em questão de dias, provocando quase um leilão em que quem paga mais leva. Quem vende acaba sendo atraído por essa situação e pede um valor alto, sabendo que, mesmo acima do praticado na região, existem lojistas dispostos a pagar, dada a escassez de oferta.

Diante disso, planejar a expansão envolve fazer muitas contas, pois o investimento ficou muito maior, bem como o custo de ocupação. O prazo para a busca de um ponto comercial também aumentou e, muitas vezes, compromete seriamente o plano de expansão, pois muitos varejistas não têm conseguido encontrar a localização ideal, com custos viáveis, no prazo almejado. Praticamente todos têm planos de expansão para os próximos anos, mas grande parte deles, já temendo as dificuldades em encontrar os locais ideais, está revendo suas metas. Calcula-se que 80% dos varejistas não conseguirão cumprir suas metas de expansão devido à falta de bons locais para novas unidades.

Existem hoje cerca de 60 shoppings em construção neste país e cerca de 80 projetos em curso. A solução para atender a demanda varejista estaria aí? Em parte sim, mas muitos desses novos shoppings estão localizados em cidades médias e pequenas (os altos custos e a escassez de terrenos têm dificultado a construção de empreendimentos nas cidades grandes) e, pelo porte e características, têm deixado grande parte dos varejistas cautelosos, pois existem dúvidas em relação ao sucesso desses empreendimentos. Os últimos shopping centers abertos no país têm reforçado a posição de cautela dos varejistas, pois 90% deles “ainda não pegaram”, passados os primeiros dois anos de atividades.

É... A vida do varejista não tem sido fácil, mesmo com tantas oportunidades que se vislumbram.