Palestrante Sérgio Dal Sasso

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Setor de serviços cresce e se aproxima de R$1 tri, diz IBGE

Fonte: Brasil Econômico


Depois de amargar 6,4% de crescimento real (descontada a inflação) na receita líquida operacional em 2009, reflexo da crise econômica mundial de 2008, o setor brasileiro de serviços não financeiros registrou alta de 11% em 2010, atingindo R$ 869,3 bilhões—patamar próximo dos 11,4% apurados em 2008. Os dados integram a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2010, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O movimento de recuperação do ritmo de crescimento se deve principalmente ao aumento da renda e do crédito”, explica Clícian Oliveira, integrante da equipe de análise da pesquisa.

Com crescimento superior ao da economia como um todo, pois o avanço registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) foi de 7,5%, o setor contribuiu de forma estratégica para a recuperação brasileira depois da crise mundial. “O ano de 2010 realmente foi de recuperação em relação ao ano anterior, podemos dizer que o setor de serviços ajudou a impulsionar a recuperação de economia como um todo”, destaca a pesquisadora do IBGE, Ana Clara Magni.

Entre 2007 e 2010, a receita líquida das empresas de serviços acumulou crescimento de 31,6%, já descontada a inflação. Quatro segmentos tiveram alta destacada no setor: os serviços de manutenção e reparação (63%), as atividades imobiliárias (59,8%), os serviços prestados principalmente às famílias (44,9%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (44,9%).

Salários
Nos salários, o crescimento no período chegou a 38%, com destaques também para atividades imobiliárias (50,6%) e serviços de manutenção e reparação (45,3%). A pesquisa usou dados de 992.808 empresas de serviços não financeiros, divididas em sete segmentos e agrupadas conforme a finalidade de uso: serviços prestados principalmente às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; atividades imobiliárias; serviços de manutenção e reparação; e outras atividades de serviços.

O estudo apontou que, em 2010, as empresas pesquisadas geraram juntas R$ 510,4 bilhões de valor adicionado. No mesmo ano, o setor empregou 10,62 milhões pessoas e pagou R$ 172,5 bilhões em salários e outras remunerações.

De acordo com o IBGE, os serviços que fazem parte dessa pesquisa responderam, em 2009, por 13% do PIB brasileiro, que é a soma de todas as riquezas produzidas no país. Se forem levados em conta os serviços como um todo, o setor representa 67% da economia do país.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quantos personagens cabem na tua carreira?

Fonte: Canal RH
Autor: Ademir Rossi


A conversa de hoje fala de um ator global, Ricardo Tozzi, neste momento fazendo um papel, aliás duplo papel, nos personagens de Inácio, bom moço e apaixonado pelo personagem de Leandra Leal, e de Fabian, um vilão burlesco, cujo destino deixo a cargo do autor e dos espectadores da novela Cheias de Charme, daquela emissora.
 
 

O que tem isto a ver com carreira?

Tudo! Assim que soube que o hoje ator de sucesso tinha sido também um executivo de sucesso, fui procurar mais informações, e foi muito fácil, pois não faltam reportagens e entrevistas com ele, e numa delas ele contou a sua trajetória, que em linhas gerais foi: até 25 anos era um executivo de carreira, tendo chegado a gerente geral na empresa, e tão promissor era seu futuro, que estava por fazer o MBA no exterior, tudo pago pelo empregador, sonho de muitos. Ele, entretanto estava inquieto com o que faria depois e também atendia a um chamado interno de dedicar tempo a artes, que sempre curtiu, e declara ter pintado em curto espaço de tempo alguns quadros, que foram rapidamente vendidos. Esta ocorrência o fez pensar em investir mais tempo ainda às artes, e em paralelo ao trabalho como executivo estudou teatro. Após três anos levando as duas carreiras simultaneamente, decidiu deixar aquela que o trouxe até então e dedicar-se integralmente à segunda e nova carreira.

Sorte? Insight? Esforço? Talvez um pouco de tudo, pois nada acontece isoladamente.

Examinem, no entanto, os elementos presentes: fazer o que gosta, o que sabe, o que é preciso para o meio em que estamos, e com o senso de dever, ética e moralidade que se espera de nós. Alguns ingredientes, ainda, podem ser destacados: ousadia, inconformismo ou inquietação, dedicação, preparo! Assim, Ricardo Tozzi cuidou de sua empregabilidade e não do seu emprego, que era muito bom e promissor.

Não peço e nem espero que você faça como ele; muito menos estou dizendo que só o sucesso nestes termos é o que vale para definirmos uma carreira bem sucedida, mas ao menos convido vocês a reverem quanto estamos fazendo para buscar nossa felicidade fazendo o que gostamos – mesmo que não gostemos de todos os detalhes de nosso trabalho –, dedicando tempo para atualizar e elevar a níveis de excelência das nossas competências essenciais para hoje e para o futuro, e finalmente agregar valor para quem demanda nosso trabalho, que deve ainda ser responsável, ético e harmonioso. Pense um pouco nessas questões e ouça o que diz a sua voz interior.

Boa sorte na sua reflexão!