Palestrante Sérgio Dal Sasso

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Negócios no Varejo - Dias das mães e datas comemorativas

Entrevistado: Sérgio Dal Sasso
Fonte: Jornal exclusivo/RS
 
 
O Dia das Mães é considerado por muitos como a segunda data mais importante do ano. Em sua opinião, isso procede? Se sim, por que isso acontece?
 
Datas estão ligadas a sua representatividade e período. O dia das mães se enquadra adequadamente a esses dois aspectos, pois enquanto no natal o consumidor abre seu estímulo para aquisições variadas, adicionados com o impulso dos ganhos extras de final ano. No dia das mães, que ocorre em um período já distante dos gastos iniciais do inicio do ano, verificamos que essa data abre de fato o ano do consumo por itens variados para o setor do varejo, sendo estimulada pelos gostos diversificados de toda uma família, como forma de retribuir em homenagem a quem de fato é a grande executiva da gestão familiar.
 
Como o lojista deve se organizar para ter bons resultados nesta época?
 
Em primeiro lugar deve-se ter a percepção contemporânea dos desejos e gostos, dos jovens aos adultos, em relação ao que está valendo como itens diferenciados para que o consumidor possa ser impulsionado pelo conjunto da embalagem versus resultado e satisfação.
Os detalhes desse sonho vêm do estimulo de um marketing, onde em todos os níveis, deve-se estabelecer algo do tipo, quanto vale a vida de quem você ama, valorizando a comunicação verbal, escrita e visual para que convites possam permitir acessos de entradas, surpresas no atendimento e concretizações na forma do como embalar esse sonho, reunindo um momento onde o prazer de comprar valorizará em sentimento o seu destino final.
Lembramos também da importância de podermos atender simultaneamente aos gostos e preços pela oferta com coisas adicionais, tipo suporte a comemoração, que possam completar e "fidelizar", pela felicidade a mais do comprador e seu destino.
Na parte estrutural dos negócios dependeremos de um planejamento adequado e antecipado, que permita através das negociações uma boa política que garanta diversidade e qualidade dos estoques, preparação do cenário da loja e equipes treinadas e estimuladas para atender seus potenciais clientes, em um ritmo, de harmonia e organização, pela preparação do negócio prevendo a dinâmica necessária ao bom atendimento, diante das expectativas de volume e fluxo de visitação.
 
Por ser uma data "feminina", muitas lojas de artigos voltados ao público masculino se sentem "fora do jogo". De que forma é possível o empresário trabalhar essa questão?
 
Nada de "fora do jogo". Em todas as datas representativas, o que temos é um fluxo adicional de clientes circulando esperando por um despertar estimulador para o consumo, e o que devemos pensar é no como fazer para atraí-los pela oportunidade de tê-los passando em frente a nossa loja. Políticas promocionais, incluindo brindes ligados a data, entre outras coisas trarão um fluxo adicional as vendas dos setores não diretamente ligados ao interesse de consumo do momento.
Pensemos que toda data que estimula vendas, faz com que as pessoas se desloquem para compras criando sempre um fator de oportunidade para ampliar seu planejamento inicial, pelo simples fato de que já estando num local de consumo, os consumidores sempre aproveitam para complementar suas necessidades. Para tanto é necessário também estar preparado para provocar esse desejo pelo despertar para que a oferta se conecte com o impulso e decisão de compra do consumidor.
 
O que o lojista deve ter em mente quando o assunto é plano sazonal? O que isso significa? É necessário criar um plano de ação para possíveis sobras de mercadoria e estoque?
 
Se eu for um dono de restaurante e hoje servir um franguinho assado, de certo que, se superestimar meu consumo, a alternativa a ser planejada para o dia seguinte estará em uma saborosa coxinha. No comércio, como em tudo, devemos estabelecer o abastecimento da loja baseado nos dados históricos, no crescimento pretendido e na ação dos colaboradores frente às metas e isso tudo com um planejamento que possa atender as situações, prevendo soluções diante das possibilidades de resultados acima ou abaixo do pretendido.
A sazonalidade pode ser previsível, tanto quando em datas previstas pelo calendário comercial ou em decorrência de períodos onde fatores externos possam influenciar as atividades comerciais. Nesses aspectos os pontos chaves de êxito dependem de uma boa competência, planejamento e capacidade do grupo executor, no sentido de poder se anteceder ao que se está sentindo pela percepção dos fatos, suas análises e as conseqüentes tomadas decisões a tempo de atender com mudanças e ajustes ao que originalmente estava previsto.
A capacitação do grupo, sua percepção do mercado e dos clientes serão determinantes para desenvolver a política certa diante das melhores expectativas de respostas.
Todo imprevisível pode ser uma ponte para o previsível quando trabalhado em tempo hábil com criatividade nas ideias, planejamento, definição de metas, qualificação do plano de ações e responsabilidades.
 
 
 
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domingo, 14 de abril de 2013

Profissionais e gerações renováveis na nova era: entre pássaros e águias

Nota:
 
Apoiados por esses novos modelos e realidade onde cada um de nós deve se adequar, outros pássaros, incluindo as águias, passaram a perceber a importância de se encontrar com meios que integrassem conforto, objetividade e possibilidades, fazendo com que suas características mais individualistas, determinadas, ansiosas e conectadas pudessem ser sentidas, aproveitadas e compartilhadas, em ambientes onde o jovem é a reunião pela média ponderada do tudo de bom, entre esses 20 ou 80, para fazer o diferencial entre as equipes, suas sabedorias e vitórias.
 
A palavra competitividade é quem manda nas estratégias dos negócios, a para ser o tal do mercado, mais do que se achar que somos o dono da bola, é preciso enfrentar o desafio de estar, conviver e se sentir dentro do jogo, onde entendimento e participação levam em consideração, tanto as frentes que atacam, como as que defendem, unindo a ousadia com a cautela para a sustentação e viabilização dos feitos.
 
Um time que faz deve conter a sabedoria do lidar e ter bases para influenciar e negociar entendendo que o valor de um negócio não se define pela idade de marcas ou das pessoas, mas pela preservação, renovações e inclusões de tudo que contribuir na redução de falhas diante do refinamento da qualidade decisória e das ações. (Sérgio Dal Sasso)
 
Abaixo destacamos o artigo " Profissionais de uma nova era", que foca o pensamento dos jovens em relação a sua visão e expectativas profissionais. A matéria foi editada por Tuca Figueira e a fonte é do Canal RH.
  
Que tal estar à frente de um time de 180 pessoas, sendo que 80% delas são mais experientes e maduras que você e alguns acumulam mais de 30 anos de casa? Essa é a situação do engenheiro químico Fábio Monteiro Ferreira, 28 anos, para quem o conflito de gerações não existe. Ferreira é coordenador de Produção e Expedição da Unidade de Negócio Nióbio e Fosfato da Anglo American, multinacional do setor de mineração. “Meu maior desafio é engajar a equipe para seguir o mesmo rumo, a mesma estratégia, compartilhando ideias novas”, diz ele.
 
Ferreira é o típico jovem que investiu na carreira e cresceu rápido no mercado. Suas competências, técnicas e pessoais, refletem a geração resultante das transformações vividas pelo País nas duas últimas décadas. A estabilidade econômica, o aumento de investimentos estrangeiros, a balança comercial favorável, entre tantos outros fatores, contribuíram para a diminuição do desemprego e para o aumento de renda da população. Com isso, certa calmaria se instalou entre os brasileiros.
 
Se, antes, a tônica dentre os trabalhadores era a busca por estabilidade financeira e a manutenção de seu emprego, hoje, os profissionais procuram o prazer em trabalhar e o diálogo com seus pares e superiores, entre outros pontos. “Os jovens não viveram a inflação no auge da carreira; nessa época, eram crianças”, analisa Tatiana Amendola, consultora e doutoranda em tendências de comportamento e consumo na Universidade de São Paulo. “Com certa segurança econômica e a ascensão da classe C, vemos que as pessoas mais jovens podem se dar o luxo de buscar satisfação no trabalho – um problema aos olhos de outras gerações por parecer abuso –, mas que reflete a necessidade de a empresa merecer a dedicação deles, oferecendo segurança, dinheiro e prazer”, completa.
 
Diferentemente do que algumas atitudes podem aparentar, os jovens profissionais são comprometidos com o trabalho. A pesquisa Empresas dos Sonhos dos Jovens, realizada pela Cia. de Talentos, em sua versão de 2012, mostra que, desde 2010, o percentual de profissionais que buscam permanecer em uma companhia mais do que 20 anos vem aumentando. O índice saltou de 30% para 41% em apenas dois anos. “Tenho observado cada vez mais jovens que buscam, acima de tudo, ambientes profissionais em que possam se desenvolver, aprender, amadurecer e construir carreiras sólidas e bem-sucedidas”, conta Deborah Carceles, diretora de Negócios da Boulos Consulting Group.
 
O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), em pesquisa realizada no final de 2012, confirma essa nova postura. Dos quase 5 mil jovens entrevistados, 39,35% querem “ter sucesso e reconhecimento” e 22,67% preferem “estabilidade profissional”. “Ter salário e benefícios” ficou em último lugar, com 9,5%, atrás de “atuar em uma empresa socialmente responsável” (9,87%), e “ter uma profissão capaz de ajudar as pessoas” (18,62%). “Os jovens orientam-se para encontrar instituições com valores éticos e missões mais amplas do que apenas a perpetuação pelo lucro”, interpreta Deborah.
 
Habilidades complementares
 
Um profissional em início de carreira pode oferecer às organizações, em maior grau, competências técnicas – afinal, esse foi o maior investimento feito por ele ao longo de sua formação – e as empresas cobram isso. “No entanto, à medida que amadurece e ‘senioriza-se’, as competências comportamentais tornam-se determinantes para que seja bem-sucedido em sua trajetória profissional”, explica a diretora de Negócios da Boulos. A experiência de vida, profissional e pessoal, ajuda na adaptação para conquistar melhores resultados, segundo o gerente Comercial da Schneider-Eletric, Rodrigo Muche, de 29 anos. Em seu terceiro ano na posição, Muche, graduado em administração, acredita que a formação profissional mostra o caminho. “Tive um time com os dois extremos: liderava um funcionário de 70 anos, com 30 de casa, e outro de 22 anos, com alguns meses ali, e pude aprender com essas diferenças e ganhar bagagem profissional para lidar com comportamentos diversos”, avalia.
 
Com o aumento da escolaridade e também das exigências corporativas nos últimos anos, equilibrar a balança entre as habilidades técnica e comportamental é um grande desafio para o crescimento do profissional. Para Aline Cintra, gerente de Recursos Humanos da Schneider-Eletric, a competência técnica é muito importante, mas pode ser desenvolvida. Para que uma carreira seja sustentável ao longo do tempo, no entanto, a competência comportamental é fundamental. Do mesmo modo, em nada adianta o empregado corresponder à cultura organizacional da companhia e aos seus valores e não responder à parte técnica.
 
Para Patrícia Zaborowsky, gerente de Recursos Humanos e Comunicação da Unidade de Negócio Nióbio e Fosfato da Anglo American, a geração atual tem uma formação melhor do que as anteriores, com domínio de diversos idiomas e graduação em faculdades de primeira linha, por exemplo. “Esses jovens têm, em determinados casos, uma ambição que nem sempre condiz com a maturidade profissional justamente por possuírem menos experiência em contraponto à sólida formação; mas isso não significa baixo desempenho; muito pelo contrário”, diz Patrícia.
 
No caso da Anglo American não há uma capacitação específica para essa categoria profissional, mas todos os líderes recebem treinamentos de gestão, com o objetivo de fazer com que as diferenças entre a “entrega individual”, que era esperada antes, e a “entrega por meio da colaboração em equipe” sejam percebidas. Além disso, há coaching interno para ajudar na performance individual e, em alguns casos, externo, para pessoas que estão assumindo a posição pela primeira vez, por exemplo. A Schneider-Eletric também não desenvolve treinamentos específicos para os mais jovens, mas tem ferramentas de avaliação de performance e competências que começam pela autoavaliação do profissional e, posteriormente, pela avaliação de seu gestor e de pessoas que atuaram com ele durante o período analisado.
 
Internet e redes sociais
 
Se, para alguns da geração analógica, a internet pode apresentar alguma dificuldade, para as novas gerações, navegar na web é tão comum quanto tomar um refrigerante. E seu uso no local de trabalho é uma das grandes discussões nas companhias. Os jovens de hoje convivem desde muito cedo com o mundo digital e contam com acesso a múltiplas plataformas de conhecimento, o que proporciona uma maior exposição ao mundo e influencia as competências comportamentais. Para a consultora Deborah Carceles, as redes sociais contribuem positivamente com a “afiliação” e com o sentido de “pertencimento”, necessários à formação da personalidade. Também eliminam as barreiras geográficas e ampliam as oportunidades de inclusão no mercado de trabalho e no mundo.
 
 
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