Palestrante Sérgio Dal Sasso

domingo, 30 de dezembro de 2012

Felicidade?Dinheiro?- O que pesa mais na sua vida?

Quando o assunto é “felicidade no trabalho”, as opiniões tendem a se polarizar entre vocação e dinheiro. Quem é mais feliz? Aquele que faz o que gosta ou o que ganha um gordo salário no final do mês? A resposta é ainda mais difícil quando envolve uma sociedade consumista, na qual a posse de bens materiais se confunde com felicidade para muita gente.
 
A discussão é filosófica, mas é legítima na visão do professor do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho (PST) da
Fonte: Canal RH
Autoria: Julio Caldeira
 
 
Universidade do Estado de São Paulo (USP), Marcelo Afonso Ribeiro. Longe de apontar uma resposta, ele introduz outro elemento ao debate: a capacidade de escolha. E a equação é simples: quem pode escolher tende a encontrar a “felicidade profissional” mais facilmente. “Eu diria que algumas pessoas têm mais possibilidade de decidir [se querem ganhar mais ou fazer o que gostam] e outras menos”, analisa. “Se eu sou de uma classe mais humilde, não estudei tanto, tenho possibilidades de trabalho mais restritas”, afirma o professor, emendando que, por outro lado, alguém cujo contexto financeiro é mais favorável tende a ter maior poder de escolha.
 
Já o presidente da consultoria Caliper, José Geraldo Recchia, acredita que não há retorno financeiro que perdure sem que o profissional faça o que goste. “Obviamente que mesmo aquele que está no emprego pelo salário deve gerar resultados, se não ele não estaria ali e nem teria sido promovido ao longo do tempo”, pondera. “Mas a minha pergunta é: será que o profissional não poderia ser brilhante em outra carreira?”. Mas a dúvida que persiste é se adianta ser um profissional brilhante com um contracheque fosco. “Tem gente que claramente vai optar pelo trabalho que paga mais”, afirma o professor Ribeiro. “Só que o dinheiro, em determinados espaços, fica sendo um assunto meio tabu. Há uma série de valores associados a ele. Aquela história de que fulano ‘se vendeu para o capital’, enfim, questões ideológicas também.”
 
 
 
Para outros, o retorno financeiro pode trazer, sim, motivação profissional. “Não sei se o dinheiro compra a felicidade, mas tem até aquela piada de que ele não traz, mas manda buscar (risos)”, brinca Recchia. “O fato é não é fácil arrumar um argumento contra o dinheiro, porque para muitas pessoas ter coisas é igual a ser feliz.” Recchia analisa que, muitas vezes, o poder aquisitivo que o dinheiro traz acaba se misturando com a realização pessoal do indivíduo no trabalho. Embora não perca o romantismo e afirme que “a gente nunca pode deixar de considerar o brilho nos olhos na hora que a pessoa fala de trabalho. É ele que mostra o que uma pessoa gosta de fazer profissionalmente.” Na visão do psicólogo do trabalho da USP, há de se considerar também que o dinheiro não proporciona apenas bens materiais. Há muito de intangível nesse jogo. “Quem ganha muito bem não está no jogo só pelo dinheiro em si”, afirma. “Tem a posição, o prestígio, o status social, uma série de coisas que vêm junto com ele.”
 
Job match
 
Não há dúvida que o melhor dos mundos é quando o profissional consegue encontrar sua vocação justamente no emprego que paga bem. “É o que chamamos de job match, ou seja, o encontro entre as duas coisas”, explica Recchia. “E eu acredito que as pessoas bem sucedidas em suas carreiras são aquelas que conseguem fazer esse casamento.” É o caso da diretora-executiva da DQS do Brasil Ltda, Dezée Mineiro. Ela garante que, depois de muito refletir, pode responder um sonoro sim quando lhe perguntam se é feliz no trabalho – tanto pelo retorno financeiro quanto pela satisfação pessoal. Porém, afirma que, sozinha, a motivação financeira não daria conta dessa felicidade. “Não sei como pode se sustentar o sucesso profissional de uma pessoa que trabalha só por dinheiro”, avalia. “Existem outros pilares que sustentam uma motivação”, diz.
 

Mas Dezée está longe do desapego material, pois, na sua matemática, ser um profissional de destaque é também um dos caminhos para um bom salário. E nenhum problema quanto a isso. “Se a sua companhia está satisfeita com você, gosta do seu trabalho, sabe que você dá resultado, por que motivo ela não olharia o seu salário?”, questiona a executiva. O conselho de Dezée é o foco na excelência de cada tarefa, sem se deixar obcecar por onde quer estar amanhã ou quanto quer ganhar no futuro. “A diferença é você fazer mais do que o possível”, aponta.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

FELICIDADE E COMEMORAÇÕES 2012-2013...


FELICIDADE E GRANDES COMEMORAÇÕES PARA TODOS!

As coisas começam a surgir quando a sensibilidade te faz perceber o que antes não via, pois sua cabeça estava centrada somente na gestão das preocupações, afastando-se assim dos valores, dos simples valores, tão necessários para o alimento da razão, tão necessários para justificar que a tua visão seja acompanhada de passos progressistas. Enquanto todos pensam na reinvenção frente às passagens dos anos, digo que as datas são das pessoas, não das convenções e que todo dia, é um dia para que o teu comece, desde que, consiga nadar na frente dos jacarés. (Sérgio Dal Sasso)

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O repensar nos processos de canais de distribuição

Fonte: GS&MD
Autoria: Alexandre Horta
 
Zenão foi um filósofo grego, da escola pré-socrática, que elaborou uma série de observações sobre situações originalmente contraditórias. A forma inteligente com que estruturava a argumentação manteve gerações de estudiosos na busca de argumentos que comprovassem que os paradoxos desse filósofo fossem falsos.
 
Um dos mais famosos desses paradoxos foi o de Aquiles e a Tartaruga, onde Zenão argumentava que o herói grego Aquiles, por mais rápido que fosse, nunca conseguiria vencer a tartaruga em uma corrida, contanto que se desse a ela uma pequena vantagem, pois quando Aquiles chegasse à posição original de onde partira a tartaruga, essa já teria se deslocado um pouco mais a frente em uma nova posição (B). Quando, por sua vez, Aquiles alcançasse essa posição (B), a tartaruga teria se deslocado um pouco mais a frente a uma posição (C) e assim sucessivamente, ad infinitum.
 
Durante muito tempo, algumas redes de varejo acreditaram que a mera observação e adaptação do que acontecia nos mercados dos países mais desenvolvidos, era suficiente para lhes garantir uma larga vantagem em relação aos seus competidores e, principalmente, na capacidade de cativar os seus clientes, posicionando-se como inovador.
 
Essa situação confortável vem sofrendo uma rápida erosão, uma vez que a barreira que impedia aos consumidores brasileiros de tomar para si próprios a responsabilidade de experimentar os padrões desenvolvidos pelos benchmarkings do varejo internacional vem caindo vertiginosamente.
 
Mais e mais brasileiros têm viajado ao exterior e criado coragem de realizar o seu shop tour pelas principais marcas do varejo mundial. Do outro lado, algumas dessas marcas eleitas como favoritas passaram a se utilizar do universo digital como instrumentos para estabelecer vínculos diretos com o consumidor brasileiro (mesmo aqueles que não podem viajar ao estrangeiro) e poder avaliar as reações do nosso mercado, dentro de um contexto de menor risco e com exposição controlada. Adicionalmente, um certo contingente de consumidores brasileiros já se valia de realizar compras em sites internacionais (Amazon, B&H, Sephora, GAP, etc.), alguns dos quais se animaram a criar páginas exclusivas para se comunicar com o consumidor brasileiro.
 
Essa situação, fruto da melhoria econômica e também cultural de uma parcela significativa da população brasileira, impõe um desafio não desprezível de mudança no modelo mental de muitas empresas, de se preocupar apenas com a superfície das inovações propostas (e que leva inapelavelmente a mera imitação), pois isso não será mais suficiente para impressionar um contingente cada vez maior de consumidores.
 
Os filósofos e matemáticos levaram um tempo impressionante para conseguirem descobrir a fórmula precisa para demonstrar a imprecisão do paradoxo formulado por Zenão, porém isso chegou ao fim após avanços no desenvolvimento da lógica e da matemática. As empresas que acreditam que o consumidor é como Aquiles e que nunca irá alcançar a tartaruga, poderão se surpreender, negativamente.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ampliando a criatividade e inovação

Fonte: Canal RH
Autoria: Clarisse Medeiros
 
Na maioria das empresas encontramos aquelas figuras reconhecidas como mais “criativas”. Subliminarmente, os demais estariam fora deste grupo “especial”. A mesma situação se repete nas agências de comunicação, onde há o departamento de Criação, supostamente cheio de gente antenada. Afinal, a criatividade é um dom atribuído a poucos ou pode ser desenvolvida?
Diante da presente crise sistêmica, que envolve depressão econômica nos países ricos; falta de confiança nas instituições; aumento do preço dos alimentos e da pobreza nas nações subdesenvolvidas; escalada de violência e desequilíbrio ambiental, empreendedores de todo o mundo são pressionados para descobrir modelos mais sustentáveis de produção e consumo.
 
O enfrentamento dessas importantes questões requer mentes criativas em ação, mas estamos vivendo numa época paradoxal: a capacidade da sociedade se reinventar nunca foi tão valorizada e necessária, porém, a todo o momento empresários queixam-se da falta de criatividade dos colaboradores, e profissionais reclamam estarem limitados em sua capacidade de escolha, condicionados por um modus operandi que oferece poucas possibilidades.
 
De modo geral, muitas pessoas gostariam de encontrar formas diferentes para ganhar e viver a vida. O paradigma predominante, no entanto, é um estilo de vida enraizado em hábitos condicionados – fazer quase tudo igual, todos os dias, e buscar satisfação no consumo, quase que exclusivamente. Em boa parte da mídia, predomina a mesmice - programas e matérias que trazem banalidades, sensacionalismo e negatividade para os momentos de pretenso descanso.
 
Como matar esta charada trazendo mais criatividade para nossa vida individual e coletiva? Para Amit Goswami, sumidade em estudos que buscam conciliar ciência e consciência e autor de Criatividade para o Século XXI, a capacidade criativa pode e deve ser desenvolvida por qualquer um, ao combater o comportamento condicionado. Ele propõe que a raiz do condicionamento está numa falsa concepção: fomos levados a acreditar que o ser humano seria uma máquina e que tudo o mais seria mero objeto. Para este cientista inovador, a consciência é a base de tudo o que conhecemos, e é fundamental aceitar as emoções como parte do que somos e da vida diária.
 
Goswami explica que a criatividade é um fenômeno que pode brotar espontaneamente, diante de certas condições para que se manifeste. E isso pode ser bem prazeroso! A receita é fazer as coisas de um modo diferente, sair da rotina, permitir-se um novo caminho, novas cores e sabores, momentos de descanso, abrir espaço para a meditação - que favorece a ocorrência de insights. Essa é a forma mais efetiva de evitar o tédio na carreira e na vida cotidiana, que costuma bloquear a capacidade criativa e a satisfação.
 
De acordo com esta concepção, as descobertas nascem de insights descontínuos, e não de um processo racional, por isso é importante reduzir o ritmo de tempos em tempos, e deixar as ideias fluírem. O processo acontece em fases: “preparação” – a mente se torna aberta para o novo, reconhece que não sabe tudo; “incubação” – etapa inconsciente que envolve memórias ligadas ao tema em questão; “insight” – o certeiro “A-Ha”, quando uma luz vem ao pensamento e, finalmente, a “manifestação”, quando a criatividade interior é colocada em prática.
 
Assim, a criatividade é gerada pela exploração de novos significados e permite nos transformarmos como pessoas, e assim mudarmos o mundo, gerando progresso e coisas que trazem felicidade, por meio de novas formas de promover a educação, de pensar os negócios, a psicologia, a medicina e muitos outros sistemas sociais. E - por que não - de uma forma sustentável? Temos esta capacidade, pois todos são dotados de uma mente capaz de processar e atribuir significados. A criatividade gera evolução e é catalisada nos momentos de crise, quando um número mais expressivo de pessoas é engajado para transformar problemas em soluções. Um ano novinho em folha vem por aí. Que tal rever velhos conceitos?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Case Bolsas Nó de Pano: pequenos negócios, brasilidade, criatividade e inovação



Case Bolsas Nó de Pano: pequenos negócios, brasilidade, criatividade e inovação

"Na vida temos que fazer de tudo, mas dentro do tempo possível. Ler, escrever, falar e produzir fazem as sequências da evolução e construção daqueles que passam por aqui e pensam algo do tipo: eu fiz a minha parte dentro dessa história!" (Por Sérgio Dal Sasso)

Qual seria o limite de uma mente para suportar a dinâmica necessária e continua demandada pelo raciocínio criativo e inventivo? Bom, eu podia até ter a resposta para hoje, mas amanhã e logo cedo haverá outros mais especializados para responder a essa questão, mas não esqueça que mudar é uma necessidade às vezes até para garantir o seu jeito, aquele que sempre gostou de ser e sentir.

Todos os caminhos são iniciados pelo aprendizado junto aos melhores, e assim fica claro que a primeira lição é saber identificar quem de fato vale a pena como referencia para nossos projetos, e nessa fase o que vai definir sua criatividade é a velocidade e capacidade de adaptar as ideias seminovas para que formem uma cara agradável e comunicativa à base que depende ou pretende.

Conquistar clientes é algo coligado com a percepção do futuro, dos hábitos e dos gostos ainda faltantes para que sejam transformados em coisas que completem vidas. Desenvolver negócios exige a união das adequações com tecnologias de ponta, sem que se deixe de lado a vontade de se deslocar e escutar as pessoas que o auxiliem na formação dos futuros compradores, e assim enriquecer suas estratégias, testando e ajustando seus planos até que cheguem a uma equação razoável entre os esforços e os resultados.
Sem querer usar esse texto para propaganda gratuita, mas tentando demonstrar que em poucos meses de dedicação podemos transformar negócios regionais em grandes marcas, formando empresas representativas no cenário nacional, recentemente adquiri participação em uma indústria de confecções de bolsas e acessórios femininos desenvolvidos a base de tecidos e couros. Nossos resultados, digo nossos, pois eles sempre são dependentes da qualidade do grupo por onde estamos inseridos, já demonstrando um cenário que permite uma visão consistente de que todo o esforço e dedicação andam próximos dos objetivos qualitativos e quantitativos, entre o que prevemos e pretendemos, o que não significa que os projetos originais cheguem ou que sejam exatamente o que originalmente planejamos, pois a própria evolução é determinante de mudanças e ajustes e da construção de equipes, sua integração e visão aprofundada do mercado alvo do negócio.
 
 
Vídeo Nó Pano - Instituição e Conceitos 2013

(Clique abaixo)

Resumindo: a proposta de um negócio de sucesso deve inserir continuísmo entre o que se pensa com o que se faz e fala e que tudo isso tenha por finalidade encantar e despertar atenção dos respectivos mercados.

A primeira coisa a se pensar antes de uma aquisição ou desenvolvimento de um negócio é verificar de fato se existe talento agregado para fazê-lo girar. A segunda é ter que tirar da sua mente que você é o tal do "sabe tudo gostosão", pois a integração de um negócio depende tanto da gestão como da criação, e nesse caso todo o sucesso é dependente do esforço pela adequação para que perfis de naturezas diferentes consigam se juntar para o desenvolvimento do que tá faltando, investindo via base de trocas de experiências pela melhor capacitação e entendimento rumo à formação de equipes competentes. A terceira é conseguir juntar tudo isso e integrar o grupo para criar melhorias das precisões e velocidades das tomadas de decisões, e que estas reflitam efeitos práticos que estejam sempre na frente dos mercados similares.

Da colheita de informações ao êxito das adaptações, começa-se a preparar um ambiente propicio ao desenvolvimento, mas só com o exercício e determinação chega-se à competência, que sempre dependerá da troca para a geração qualitativa das informações. O índice da inovação pesa na medida em que vamos criando condições de independência dos valores praticados pela concorrência, em conjunto com o aumento do conhecimento obtido diretamente da fonte geradora das atividades.

Seu negócio pode atingir um estágio impar, mas as transformações dos meios sempre pedirão que seja avançadinho em ideias e propostas. Aprenda a substituir os processos que somam por uma capacidade maior de diálogo e troca.

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