Palestrante Sérgio Dal Sasso

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lições de um administrador - Empreenda mais em 2011!

Lições de um Administrador
Frases e Reflexões para empreender mais em 2011!
(Frases e reflexões selecionadas dos artigos escritos pelo Palestrante Sérgio Dal Sasso durante o ano de 2010. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

“O maior capital que podemos ter nos dias de hoje está em conseguir despoluir a palavra conhecimento, garimpando-a pela procura de coisas uteis a sua evolução.”

“Se tivesse que ensinar algo a alguém, diria para andar por aí aprendendo com os outros, para se chegar com firmeza em algo que te deixe feliz e seguro por acreditar e escutar a si mesmo.”

“O momento certo das mudanças depende da maturidade e experiências para que se organizem os créditos, sem distanciar dos débitos. Mudar faz parte e nisso até um simples corte de cabelo já influencia o seu espírito.”

“Empreender é estar bem preparado para fazer algo que oferte boas possibilidades de se dar bem, no mais, devemos ter ritmo, pois é difícil subir, mas muito fácil descer e ser esquecido!”

“A pró-atividade é um remédio que o faz soltar a franga. A receita vem com a dedicação e evolução da sua qualidade rumo à obtenção dos diplomas da utilidade e popularidade.”

“O mundo continuará sendo seletivo pela busca dos qualificados. O que se espera de cada um de nós é um fôlego adicionado de razões para que possamos vencer em cima do que está sempre se transformando.”

“É pensando nas próprias insatisfações como consumidor, que devemos partir para pesquisar, apontar e corrigir os pontos comuns que fazem com que os outros nos evitem.”

“Negócios de sucesso são feitos de detalhes para que o enriquecimento te traga a visão contemporânea do conjunto, seu entendimento e contribuição para as ações.”

“De um líder espera-se que o resultado das escaladas produzam grandes negociadores. Toda iniciativa deve incluir componentes que de fato terminem em acabativas.”

“Carreiras bem sucedidas dependem do equilíbrio entre o que se faz e o quanto se gosta de fazer. Algo como, um combinar de prazeres repletos de coisas tangíveis para o bolso e intangíveis para um bater saudável do coração.”

“Quando se tem um projeto, seja qual for o seu objetivo, deve-se em primeiro lugar identificar, aprender e saber conviver com as regras do jogo que hoje fazem a condução positiva dos que já atuam no meio.”

“Seja qual for a sua geração, aprenda que para se chegar ao sucesso temos que ser a média ponderada dos que pensam juntos!”

“As informações são importantes, mas seu trunfo está na capacidade de utilizá-las no fortalecimento das direções por onde pretendemos trilhar.”

“A gente só muda quando deixa de ficar surdo, partindo de um tímido mudo pelas buscas que a vida poderá nos ofertar com novos ensinamentos e modificações.”

“Não fique achando que as coisinhas estão definidas, pois nunca estarão e a sua evolução não depende somente do que os outros esperam de você, mas de um conjunto de valores que reúnam a sua melhor condição pelo fazer.”

“To aqui com meus 50 anos, e sempre dou uma paradinha para pensar no como trilhar a minha estrada, e ai vale tudo para fazer o futuro, das ruas que já criei aos buracos que vão me ensinar a tapar.”

“As pessoas são diferentes, pintam quadros diferentes e por muitas vezes isso é um incômodo a ser superado, pois o mundo pede pela capacidade de saber lidar com as diversas tribos.”

“Nossas atenções devem estar na procura dos diferentes, pelos ambientes e inclusões que justifiquem as trocas pela produção das novidades e inovações.”

“Na rota pelo empreendedorismo e competitividade temos que atentar pelas formas do como conduzir nossos desejos transformando as atitudes em algo que resulte a favor, pois as decisões mesmo quando sábias sempre dependem das melhorias e aceitação.”

“Para que o marinheiro não seja de uma só viagem, toda empolgação deve ter base para decisão, enquanto um lado brinda os resultados, o outro se antena com as investigações contínuas, visões gerenciais e financeiras.”

“O segredo de tudo é deter o todo acompanhado de um jeitão que nos transforme em seres comunicadores, aptos para uma gestão frente à construção dos relacionamentos, sua integração e aceitação.”

“A empatia significa que antes de se obter a quantidade e qualidade que se espera, é necessário ter mais harmonia e prazer nos contatos com quem temos que manter e conquistar.”

“Em 2011, não fique de cabeça baixa e nem empinada. Levante a poeira ou desça do céu. Saia pelo encontro das coisas que faltam. Seja doador, quando de algo bom a oferecer.” (Sérgio Dal Sasso)

Sérgio Dal Sasso
Palestras, workshops e treinamentos empresariais
Portal: www.sergiodalsasso.com.br

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Gestão no Varejo - Liquidações 2011

(Entrevista concedida por Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em administração, empreendedorismo, vendas, carreiras e educação acadêmica. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

1- Qual a melhor época para o varejo liquidar as coleções de verão? Por quê?

Liquidações em sua amplitude são oportunidades para se reduzir estoques (do lojista, da indústria), capitalizar recursos, reter e conquistar novos clientes.

Quando liquidamos, estamos visualizando as reposições, pensando nas novas coleções e em recursos adicionais para garantir os planos e as boas negociações. Tudo isso é decorrente das decisões provindas de um bom planejamento comercial-financeiro que deverá definir o período e todos os detalhes necessários para uma boa campanha.

É fato histórico e comum das reações e decisões dos mercados varejistas, que a partir das festas de final de ano sempre nos deparamos com uma drástica redução em vendas, impulsionada por um consumidor mais descapitalizado pelos gastos de final de ano e atento aos desembolsos previstos com custos adicionais para se iniciar o ano. A partir de então o mercado tende a se ajustar para um período onde os motivos para se comprar realmente devem envolver mais necessidades, mais preços e prazos, num conjunto onde a palavra oportunidade deve ser trabalhada para um despertar frente a um mercado onde os orçamentos pessoais estão necessariamente mais controlados.

É nesse período de baixas expectativas, que se inicia com o findar do ano e que se estende até fins de fevereiro, que sem muitas ações naturalmente levaria o comercio a uma significativa descapitalização, onde se fazem necessários o planejamento de estímulos via liquidações visualizando substituição de estoques, equilíbrio financeiro e potencial captação de novos clientes.


2- O excesso de liquidações é prejudicial? Grandes redes liquidam após datas como o Dia das Mães, por exemplo. Qual o ideal?

Penso que liquidações são formas de se atrair novos clientes e uma ótima oportunidade para medir a capacidade da equipe em reter e fidelizar sua carteira de clientes. A questão das grandes redes e seu planejamento com liquidações está muito ligada a sua aproximação com a indústria e campanhas integradas por objetivos comuns de capitalização, o que de alguma forma acabam por resultar em uma quantidade maior de liquidações.

O ideal é dominar bem a sua empresa e mercado tendo um planejamento que reúna informações qualificadas para prever adequadamente os períodos futuros integrados com as movimentações necessárias para se produzir recursos da forma mais ajustada possível. Liquidação significa renovação, algo como se perde um pouco aqui para se antecipar diante dos benefícios da capitalização e diante disso, o que sai na frente sempre pode ditar mais as regras e formas para uma boa campanha.

3- Como deve ser feita a divulgação?

Ao empresário lojista é sempre bom lembrar-se do tempo em que iniciou sua atividade, muitas vezes através de uma representação autônoma, com clientes visitados inicialmente no porta a porta até que a evolução o obrigasse a sofisticar seu modelo de comunicação e relacionamento com os clientes (CRM). Uma boa divulgação inicia-se pela prata da casa, pelos clientes que fazem freqüência ao seu negócio e pela qualidade do como gerenciamos nossas relações. A liquidação de uma loja é muito aguardada pelo mercado e deve ser vista como oportunidade para se sustentar o crescimento, criando um marketing que sinalize em agrados aos cativos e com surpresas para o novo, que se estreite em formas de convites e atrativos para que destaquem seus produtos e sua forma de atender bem em qualquer situação. A divulgação deve estar atenta a visão ao que está sendo medido como forma de resultados, para que seus custos sejam compatíveis com o esperado.

Quando você tem algo bom a ofertar a alguém, os primeiros a serem diferenciadamente lembrados são aqueles que têm freqüência na sua loja, sempre reserve algo especial a eles. Na seqüência do plano, estabeleça uma comunicação dirigida aos segmentos que se enquadram como potenciais, dentro da sua percepção de novos clientes, e ai vale tudo em relação aos canais e a criatividade para despertar e ativar o cliente.

4- É preciso ter cuidado com etiquetas e cartazes que anunciam a liquidação, preços, prazos etc? O que deve ser considerado?

Sem duvida é preciso ser organizado entre o que se pensa e o que escreve. Na outra ponta temos consumidores atentos no sentido de exigirem seus direitos entre o que está sendo informado e o que de fato vêm sendo aplicado. Numa liquidação devemos, em acordo com seus atrativos reais, esperar por um expressivo publico, e, portanto, ter mais motivos para se preparar e agir organizadamente, pois os detalhes e os controles, tanto no físico como nos sistemas devem estar devidamente testados, evitando que o tempo não seja adicionado de insatisfações, mas de um conjunto que reúna atendimento com objetividade e elogios.


5- Como deve ser a disposição dos produtos em liquidação? E na vitrine?

Vai depender muito do segmento a ser atendido. Mas quando se propõe a realização de uma liquidação bem sucedida deve-se ter uma idéia de poder estimular as vendas pensando em volume, preparando dentro a loja (vitrine e disposição interna) um cenário, que não tire a personalidade dos produtos, mas que estimule os clientes pela oportunidade de se encontrar em um ambiente que facilite a sua visão pela diversificação diante das vantagens oferecidas, ofertando mais subsídios para que a equipe comercial atenda adequadamente valorizando a compra por impulso adicional.

6- Em relação a 2011 devemos ter alguns cuidados?

Sem duvida que sim, pois o ano se inicia com um novo governo, onde vários ajustes se fazem necessários partindo de um equilibrar as contas do governo a equações que permitam dar continuidade e sustentação ao crescimento. Questões importantes como segurar a inflação, redução de gastos públicos, maior qualificação para créditos e soluções “impostas” para o aumento de receitas serão parte das medidas não populares a serem objetos de atenção por parte do mercado. O que podemos esperar é que temos um ano que certamente dependerá muito mais das informações, dos controles e de pessoal qualificado para garantia das decisões, seus resultados e rentabilidade.

CONSULTOR SÉRGIO DAL SASSO

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Expectativa de vida maior leva terceira idade à faculdade

Autor : Marina Gaspar
Fonte: Canal RH

Uma nova turma invadiu as salas de aula e não são universitários ou profissionais do mercado buscando maior qualificação. São senhores e senhoras que, ávidos por informação e atualização, resolveram sentar nos bancos das universidades outra vez e adquirir conhecimento nas faculdades da terceira idade, programas de estudo preparados muitas vezes por instituições renomadas, como a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo, o Centro Universitário Santana, também em São Paulo, a Universidade de São Paulo (USP), por meio de algumas unidades como as de Comunicação (ECA) e Economia (FEA), além da Universidade Gama Filho (RJ), e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

“A criação desses cursos é consequência da realidade estabelecida na França no fim dos anos 60, quando se precisou encontrar um caminho melhor para a vida da população de maior idade, uma vez que se percebeu uma modificação na pirâmide etária dos países desenvolvidos”, explica Fauze Saadi, coordenador da Faculdade Aberta à Maturidade da PUC de São Paulo.

O programa está prestes a completar 20 anos na instituição e foi pioneiro na capital paulista. Com cerca de 700 alunos, o curso tem 18 turmas em andamento em três diferentes campi. Existe a possibilidade de serem criadas mais seis no próximo ano. “A evolução e o interesse pelo curso tem sido de tal sorte que, com os alunos exigindo continuísmo e o interesse de pessoas mais novas, abaixo dos 60 anos, deixamos de chamar faculdade da terceira idade para ser Universidade Aberta à Maturidade”, conta Fauze.

A maior procura tem ligação direta com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, que passou para 73 anos. Além disso, dados prévios do censo realizado este ano indicam que mais da metade da população tem mais de 30 anos e evidenciam o alargamento da pirâmide etária na faixa que abrange a população acima de 80 anos.

O sucesso dos cursos para alunos de cabeça branca está relacionado também a uma nova cultura em relação à qualidade de vida de quem já avançou na idade. “No Japão, desde cedo a população é educada para ter uma vida longeva. Aqui, agora torna-se uma importante aprender a sobreviver na maturidade”, diz o coordenador da PUC. Os cursos, segundo ele, mudam a concepção do que seria bem estar quando se chega à terceira idade. “A mídia, quando fala em qualidade de vida para idosos, mostra casais pulando e dançando. Não tenho nada contra, muito pelo contrário, mas o curso não é clube. É um programa de renovação do conhecimento e extensão cultural ampla”, explica.

Disposição

O objetivo dos cursos não é manter o pessoal da terceira idade ocupada, mas promover uma reciclagem do conhecimento. Na maioria das instituições, não há pré-requisitos para alguém ingressar nas aulas e os professores são os mesmos que dão aulas para as turmas de graduação e pós-graduação. O diploma recebido, no entanto, é o de um curso de extensão. “É preciso que as faculdades para a terceira idade tenham um corpo docente estruturado, capaz de formar. Nossos alunos, mesmo alguns com mais de 90 anos, têm muito mais disposição que jovens. São totalmente lúcidos, capazes e, por serem pessoas vividas, muitas vezes trazem boas experiências que agregam na hora da aula”, diz Fauze.

Entre os temas estudados pelos alunos, há um amplo leque de mais de cem disciplinas – seis estudadas a cada um dos quatro semestres do curso regular, ensinadas em cinco aulas de três horas ao longo desse período. Entre os temas aplicados em sala de aula estão desde filosofia, história e painel econômico até vitalidade e saúde cerebral.

Há também um programa de matérias eletivas que inclui música, teatro, informática e língua estrangeira. Ao final, todos os que tiverem frequência de 75% recebem um certificado atestando a conclusão, mas pode sempre voltar para aprender disciplinas que ainda não tiverem cursado. “Estudar ajuda os idosos a se integrar mais com a sociedade atual, na medida em que eles podem inteirar-se dos novos conhecimentos”, explica Fauze. “As pessoas hoje vivem mais e devem sobreviver com dignidade física e mental. Costumo dizer que nossos cursos roubam a clientela dos médicos”, conclui.

Representante de turma aplicada

Estudar na terceira idade é coisa séria. Para Rosa Oguri, de 73 anos, aluna da PUC desde 1992, seriíssima. “Nossa turma é a mais antiga e temos pessoas de todas as idades, o mais velho com 96 anos. Mas nossa disposição para as aulas é maior de quem está em uma graduação, nós tiramos proveito das aulas, prestamos mais atenção, achamos até ruim se um professor falta”, conta.

Casada e mãe de um filho de 43 anos, ela resolveu que era a hora de aproveitar o tempo com programas que a estimulassem mais que cursos de artesanato dos quais já havia participado. “As aulas promovem uma reciclagem em várias áreas”, diz, ao enumerar os motivos pelos quais entrou na faculdade. Representante da turma em que estuda duas vezes por semana, ela ainda se ocupa de participar de reuniões com a coordenadoria e fazer a ponte entre o Departamento e o grupo de alunos em que estuda.

O principal motivo, segundo ela, é que o curso é essencial para dar um novo ânimo ao dia a dia. “Eu não era sociável, mas consegui me ambientar. Além das aulas, fazemos passeios e viagens e hoje fico à vontade”, diz ela, que garante: “Só saio se me mandarem embora”.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

2000 com mais onze motivos!

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br


E um:
De novo, o novo, e mais uma vez tudo que poderia ser nada terá apenas o seu desejo para ser tudo.

E dois:
Lute pela coragem e permita a si mesmo que os sonhos sejam parte de um combinar entre coisas e vidas.

E três:
Respeite e aprecie os mínimos muito antes de se imaginar chegando ao máximo. Aprenda a viver com cada pequeno pedacinho capaz de te fazer feliz!

E quatro:
Estude matemática, mas não despreze a filosofia, pois o mundo é um conjugar de culturas onde para se vencer temos que desbloquear o que nos limita, pois o segredo está no lado oculto que pede para ser usado.

E cinco:
Sendo a vida um continuo adicionar e excluir de coisas. Nossa história dependerá do resgate do saldo positivo rumo a um querer ser e fazer melhor.

E seis:
Que suas criações sejam iluminadas rumo a um encontro com as cores dos seus sonhos e que seus sonhos produzam sorrisos abrindo os dias quando do nascer de todas as manhãs.

E sete:
Que você não se cobre por não entender de tudo, porque nem tudo na vida precisa ser explicado, mas tudo da vida deve ser sentido e valorizado.

E oito:
Que das diferenças prevaleçam o enriquecimento pelos encontros e que isso tudo te adicione com provocações, argumentos, modificações e motivações.

E nove:
Que o novo ano te complete sem apagar o que te fez chegar.

E dez:
A vida é assim, recheada de motivos para que continuemos nos encontrando.

E onze:
Um brinde a nós e só porque valemos à pena!

2000 + 11 motivos = Eu e você recheando com novos condimentos para dar mais sabor e gostinho às realizações.

Sérgio Dal Sasso
Palestras, Workshops e Treinamentos Empresariais e Acadêmicos
www.sergiodalsasso.com.br

Bancos e dívida pública botam para correr a Tropa de Elite

Autor: Édison Freitas de Siqueira
Fonte: www.direitosdocontribuinte.com.br

Quem assistiu há poucos dias a expulsão de criminosos do conjunto de favelas da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão pensou que estivesse presenciando, a partir do Rio de Janeiro, o início de uma política governamental preocupada com a segurança e a sobrevivência do povo brasileiro.

Ledo engano ... “Circo para o povo!”

Diariamente, 200 milhões de brasileiros estão sujeitos a outra forma mais cruel de violência, a qual gera o desemprego e o subdesenvolvimento que alimenta a criminalidade. Falo da experiência que vivem os cidadãos que assiduamente utilizam os serviços dos conhecidos “Bancos 24h” visando sacar valores em moeda para uso com suas famílias e atividades. Estes, quando inserem seus cartões de crédito na “dourada maquininha de dinheiro” veem estampado na tela: ”o banco e o cartão de crédito do qual estão sacando o dinheiro lhes cobrará , no caso, por exemplo, dos bancos Itaú/Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Federal, juros anuais que vão da taxa de 240,09% a 360% ao ano”. Ou seja, uma taxa de juros de quase 1% ao dia, enquanto nossa inflação não chega a 4% ao ano.

Estes números são de dar inveja até aos traficantes. Afinal, os criminosos devem se sentir ridículos quando descobrem que estão levando bala e aterrorizando a sociedade só para ganhar o lucro das drogas ou do assalto a mão armada, enquanto que, com o apoio governamental, os bancos enchem seus cofres com o dinheiro do povo e das empresas, gozando até de proteção policial.

Em contrapartida, o Presidente Lula, cuja política permitiu aos bancos que cobrassem juros e taxas bancárias mais caras do que as praticadas durante os Governos Sarney, Collor, Itamar Franco e FHC, alardeia ao povo brasileiro que nosso sistema financeiro não tem medo sequer de Crises Internacionais. Não é por menos! Em países europeus, os juros cobrados do cidadão pelas instituições financeiras não chega a 10% ao ano, algo assim como 30 vezes menos do que é praticado em nosso território. Nos EUA e no Canadá, a taxa cobrada é de pouco menos de 8% ao ano.

No Brasil, o valor médio cobrado pelos bancos corresponde a juros de 300% ao ano, variando conforme a necessidade e cadastro de cada cidadão ou empresa brasileira. No caso de Cheque Especial, por exemplo, os juros cobrados são na média de 8% ao mês; cartões de crédito, não menos do que 11% ao mês. Descontos de cheques ou duplicatas, mesmo que o dinheiro emprestado seja para pagar impostos, a taxa cobrada é de 5% a 8% ao mês. É uma verdadeira “megasena”, uma espécie de “Cassino à moda brasileira”, onde ganhadores são exclusivamente os bancos que operam no Brasil.

Por esta razão que sequer uma Crise Internacional ou a “Tropa de Elite”, a verdadeira ou até mesmo aquela exibida no cinema, desalojam ou põem medo em tão poderosa facção que sangra a raiz da geração de empregos e do desenvolvimento nacional.

Nem o Governo brasileiro está livre. O serviço da “Dívida Pública” corresponde a um desembolso de R$ 16,5 bilhões ao mês só de juros, ou melhor, R$ 550 milhões de juros ao dia. Esta fortuna transferida diariamente ao bancos vem do dinheiro que os cidadãos e empresas brasileiras pagam de impostos. Não por outra razão que o governo clama pelo retorno da CPMF.

Conforme informações oficiais do site do Banco Central do Brasil, em 2002, nossa Dívida Pública total somava R$ 851 bilhões, sendo R$ 212 bilhões de “dívida externa” e R$ 640 bilhões de “dívida interna”. Em 2010, às vésperas da posse da Presidente Dilma Rousseff, embora ainda estejamos sem estradas, aeroportos, portos, segurança pública e saúde pública, nossa dívida corresponde a R$ 1.890 trilhão, equivalendo, em dinheiro, a tudo o que o Brasil produz em um ano e mais um pouco, isto sem descontar sequer o “cachorro quente ou espetinho” vendidos na esquina. São R$ 240 bilhões de “Dívida Externa”, ou seja U$ 142,85 bilhões e R$ 1.650 trilhão de “Dívida Interna”, representada, na maior parte, por títulos em mãos de nossos bancos. Números assim põem para correr todos os marginais do Brasil!

Viva a política financeira e fiscal brasileira, pois nela nem a “Crise Mundial” e nem a “Tropa de Elite” botam medo! O que preocupa é saber ... o porquê?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gestão de Resultados no mundo moderno!

Autor: Desconhecido

Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres
que tinham o mesmo nome: Flávia.

Uma era Freira e a outra Taxista.
Quis o destino, que morressem no mesmo dia.
Quando chegaram ao céu, São Pedro as esperava:

- O teu nome?
- Flávia
- A freira?
- Não, a taxista.
São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica com "fios de ouro".
Pode entrar.
A seguir...
- O teu nome?
- Flávia
- A freira?
- Sim, eu mesma.
- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de "linho".
Pode entrar.
A religiosa diz:
- Desculpe, mas deve haver algum engano. Eu sou Flávia, a freira!
- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho...
- Não pode ser! Eu conheço a outra, Senhor. Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre!
Subia as calçadas, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas.
Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais.
E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia.
Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?
- Não há nenhum engano - diz São Pedro.
É que, aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional do que a de vocês lá na Terra...
- Não entendo!
- Eu explico: Já ouviu falar de GESTÃO DE RESULTADOS?
Agora nos orientamos por objetivos, e observamos que nos últimos anos
cada vez que tu pregavas, as pessoas ao ouví-la, dormiam.
E cada vez que ela conduzia o táxi,as pessoas rezavam!!!

Resultado é o que importa!!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hora de pensar grande

Autor: Daniela Lessa
Fonte: Canal RH

Com uma previsão de elevação de 7% no PIB de 2010 em relação a 2009, o Brasil chega a ser identificado por economistas e analistas de conjuntura internacional como a China do Ocidente. Tornar-se comparável ao mais espetacular dos emergentes é, sem dúvida, um sinal do sucesso da economia brasileira, mas a semelhança com o dragão chinês também suscita desafios para as corporações nacionais, o que implica em preparação para vencê-los. O problema é que depois de anos de penúria econômica nem todos os executivos estão adaptados a gerir prosperidade.

O coordenador da escola de negócios de pós-graduação e MBA da Trevisan – Escola de Negócios, Olavo Henrique Furtado, acredita que poderá haver algumas dificuldades nessa nova fase do País, mas as vê como parte de um processo natural de aprendizado, que acompanha a evolução de qualquer economia. Ele admite que é diferente administrar uma empresa em uma situação de inflação de dois dígitos por mês, como acontecia nos anos 1980, e administrá-la com um cenário de crescimento de 6% a 7%. “No entanto, esse é um bom problema; prefiro me preocupar com o crescimento que com a falta dele”, alega.

O especialista ressalta que o crescimento elevado provoca impacto sobre sistemas de treinamento, alcance de fornecedores, necessidade de certificações, cuidados com a sustentabilidade etc. e é preciso estar preparado para essa situação. “Ser bom em planejamento estratégico é a característica essencial do perfil de um bom gestor para este momento de crescimento”, avalia. Ele diz que as grandes corporações, com acesso a uma gama de informação, sabem que a competição vai aumentar; enquanto o pequeno empreendedor ainda não tem a clara noção de que precisa tomar atitudes para garantir sua competitividade, embora também sinta os efeitos de crescimento.

Uma questão que está afligindo as companhias é a qualificação dos profissionais. “Fui a um evento recentemente e havia empresários dispostos a recontratar funcionários que já haviam sido aposentados, outros analisando a possibilidade de importar mão de obra e outros criando universidades corporativas para treinar seus talentos.” Esse, para ele, é um aspecto estratégico, que, se não for resolvido, pode resultar em problemas sérios.

O receio do apagão de mão de obra é sentido pelo mercado. Na Total Express, especializada em logística de e-commerce, responsável por 28% do mercado de entregas de produtos comprados por meio da internet no Brasil, a estratégia para se preparar para o crescimento foi a profissionalização do RH, objetivando desenvolver um pacote de benefícios eficaz e garantir contratações adequadas e céleres. Segundo o diretor Financeiro da empresa, Edgar Valesin, o maior desafio corporativo para não perder oportunidades decorrentes do crescimento é a atração e retenção de talentos. “Recentemente, contratamos uma psicóloga para dirigir a área de RH e estamos admitindo quase todos os dias; só no mês passado recrutamos 100 pessoas e continuamos com oportunidades em aberto”, afirma.

O executivo explica ainda que o profissional mais requisitado neste momento de alta produtividade tem perfil de liderança, é dinâmico e capaz de realizar, de forma organizada, duas ou três tarefas simultaneamente, além de ter facilidade para trabalhar em grupo. “No nosso ramo, familiarizar-se com o negócio é relativamente fácil, mas tudo é para ‘ontem’, e quem não sabe trabalhar em equipe acaba trazendo dificuldades”, diz ele.

As expectativas da Total Express a respeito do balanço anual são de que o faturamento de 2010 supere os R$ 130 milhões, com um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Uma prova de que os negócios vão bem é a abertura de oito filiais, apenas durante o segundo semestre de 2010, sendo uma delas em Miami, nos Estados Unidos.

Na Brookfield Incorporações, resultante da fusão entre a Brascan Residential Properties, Company S/A e a MB Engenharia, o desafio do crescimento é semelhante: encontrar e reter bons funcionários para fazer a máquina girar, enquanto a empresa dobra de tamanho. No primeiro semestre deste ano, a receita líquida da Brookfield foi de R$ 1,7 bilhão; o crescimento em relação ao mesmo período de 2009 é de 111%.

Para manter seus profissionais, a incorporadora aposta na formação interna e está criando uma universidade corporativa, além de priorizar a contratação dos próprios estagiários colaboradores, conforme eles se formam. Para a superintendente de RH da companhia, Lygia Villar, as ações do RH da Brookfield são pautadas por uma política de crescimento sustentável, visando ao longo prazo. No entanto, a executiva admite não estão dando conta de acompanhar o momento, nesse sentido: “Algumas áreas estão crescendo tão rápido que nem dá tempo para formar os estagiários”, afirma.

Segundo ela, apenas neste ano, cerca de 1.600 novos trabalhadores foram contratados, fazendo o contingente de pessoal saltar dos 2.400, em dezembro de 2009, para os atuais cerca de 4 mil. A empresa tem perspectiva de chegar a dezembro de 2010 com 5 mil contratados.

Planejamento é tudo

As dificuldades de Valesin e Lygia para encontrar funcionários corroboram o resultado da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revela que o Brasil alcançou, em setembro, a menor taxa de desemprego desde 2002, quando a série começou a ser produzida. Atualmente, 6,2% da população economicamente ativa brasileira está desempregada, perfazendo um total de 1,5 milhão pessoas. O recuo em relação a setembro de 2009 é de 17,7%. Com menos gente disponível no mercado, também é mais difícil encontrar profissionais, principalmente quando, de todo o conjunto de trabalhadores disponíveis, é preciso extrair um perfil específico.

Ao analisar as características do gestor ideal para levar as organizações a aproveitarem as oportunidades, a consultora de Desenvolvimento Corporativo do Grupo Soma, Juliana Saldanha, destaca aspectos fundamentais, tais como visão de longo prazo, saber ouvir, não ser autoritário e acreditar, realmente, que o colaborador é o diferencial da empresa. “O profissional adequado para acompanhar e facilitar o crescimento das corporações é aquele que quer que os funcionários cresçam junto com ele”, resume.

Juliana afirma que o momento requer uma visão extremamente estratégica por parte dos departamentos de RH, o que envolve avaliação das políticas de cargos e salários, do clima organizacional e da performance das áreas, visando colocar em prática ações que resultem em melhorias, dentro de um amplo panorama de planejamento corporativo. “Para aproveitar o crescimento econômico, os gestores devem evitar situações repentinas e, para isso, planejar é tudo”, acredita. Na avaliação de Juliana, a estratégia para o crescimento requer foco na expansão, no RH, nas finanças e na integração das áreas.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), Walter Machado de Barros, diz que os executivos ideais para a gestão do crescimento são os diretores de finanças, uma vez que são os que têm o perfil mais estratégico, com visão sobre o funcionamento de diversas áreas da companhia.

De acordo com ele, a opção por executivos com esse perfil faz parte do processo evolutivo da economia brasileira. “Em 1980, os presidentes das empresas eram oriundos das fábricas; em 1990, das áreas de marketing e, a partir dos anos 2000, vêm do setor de finanças”, resume e acrescenta: “Essa tendência pode ser observada na prática, com a ascensão de Enéas Pestana, que era CFO, à presidência do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo”.

Para Barros, os executivos brasileiros têm plenas condições de gerir o crescimento. “Os que estão no mercado se reciclaram e aqueles que só pensam em custos e cortes estão fora do ambiente corporativo há muito tempo.” Na sua avaliação, desde que o Plano Real eliminou a inflação de 20% ao mês e acabou com o ganho fácil financeiro, as companhias já vinham se transformado.

O momento da virada

A estabilidade monetária, segundo Barros, obrigou os executivos a racionalizarem despesas, controlarem custos e, assim, eles aprenderam a preservar a saúde das corporações perante qualquer cenário ou mesmo uma eventual crise, como aconteceu em 2008/2009.

A robustez da economia nacional, de fato, mostrou-se invejável ante as dificuldades enfrentadas pela maioria das nações. No entanto, mais do que o ano da crise, 2008 é definido pelo presidente da franquia de idiomas Yázigi, Alexandre Giambiasio, como “o ano da virada”. “Foi o ano em que o País se consolidou como nação que queria crescer; 2009 foi um teste pelo qual o Brasil passou bem e 2010 o ano da consolidação, voltando a ser um bom ano”, resume. Para ele, já havia a convicção de que essa recuperação aconteceria e, por isso, o Yázigi investiu em capacitação. “Numa franquia, o que faz a diferença são as pessoas”, diz.

Valesin, da Total Express, que foi gestor do setor bancário nos anos 1980, quando legiões de trabalhadores eram demitidas todos os meses, é ainda mais enfático. Ele observa que o ambiente de hoje é absolutamente oposto ao daquela época e ressalta: “Em 40 anos de experiência profissional, nas áreas de finanças, locação e setor logístico, não me lembro de um momento tão promissor como este que estamos vivendo”.

E o melhor é que, pelo jeito, o crescimento segue uma trajetória de continuidade. Giambiasio, do Yázigi, por exemplo, prevê crescimento de 12% a 15% nos próximos anos sobre o faturamento anual atual, de cerca de R$ 230 milhões. Ele ressalta que o mercado de idiomas tem, atualmente, duas grandes frentes de expansão. Um delas é o próprio desenvolvimento do mercado, que motiva o aprimoramento em idiomas; a outra advém dos eventos esportivos da Copa e das Olimpíadas, devido ao seu apelo turístico.

Giambiasio é mais um a afirmar que “o crescimento só pode ser aproveitado se a pessoa, a instituição ou o negócio estiverem preparados” e – de olho nos eventos esportivos de 2014 e 2016 –, o Yázigi criou três cursos específicos: um de 300 horas, destinado profissionais que trabalham ou trabalharão em setores relacionados com a Copa e as Olimpíadas e precisam aprender inglês rapidamente; outro, de 200 horas, destinado àqueles que precisam falar com turistas nos eventos, mas não com tanta fluência; e um terceiro, de 100 horas, destinado a suprir as necessidades básicas de conhecimentos de inglês e direcionado principalmente a taxistas, camareiros, policiais etc.

A gestão para o crescimento, portanto, é um desafio que se impõe às empresas brasileiras. Elas precisam planejar, prever e se preparar para a competitividade que tende a ser mais intensa à medida que o crescimento da economia nacional se consolida.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

VIDA ACADÊMICA, FORMAÇÃO DE TALENTOS E RESULTADOS

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte:www.sergiodalsasso.com.br


Entrevista concedida por Sérgio Dal Sasso, educador, consultor organizacional, escritor e palestrante.

Atualmente, quais os principais desafios para que o jovem consiga entrar no mercado de trabalho?

Nas fases iniciais duas coisas vão pesar como fatores de relevância. A primeira é reunir um conjunto de conhecimentos que estejam próximos das necessidades do mercado de trabalho para que este possa se interessar e apostar no talento a investir. A segunda em importância está no aprender a se relacionar construindo sua rede de contatos, que acima da harmonia pessoal, seja construída com base no conjugar de pessoas que detenham pontos comuns integrando o lado pessoal, objetivos e meios facilitadores. As relações facilitam a entrada no mercado de trabalho, pois a maioria das empresas, independentemente dos processos de recrutamento, apreciam indicações, principalmente quando ofertadas pelos seus já reconhecidos talentos internos.

Qual a importância da graduação na busca por melhores oportunidades de trabalho? E qual a importância da educação continuada (como a pós-graduação) neste mesmo contexto?

Uma boa formação acadêmica será cobrada em todos os estágios do mercado frente à evolução das carreiras. O mundo é um conjugar entre ofertas e procuras, e no caso profissional, cada vez mais teremos poucas grandes ofertas de trabalho, o que por um lado justifica as exigências que o futuro empregador pode propor para selecionar e formar sua equipe de trabalho. Nesse sentido quanto mais formação, cursos e envolvimentos que detenham como foco o mercado pretendido, mais diferenciação teremos para vender e poder se destacar entre os selecionáveis.

Para garantir sustentação e crescimento das carreiras, é como se estivéssemos escalando montanhas, a cada passo um obstáculo maior e mais exigências. Num paralelo onde sabemos que o conhecimento virá de todas as fontes, desde que sejam confiáveis, não dá para se desligar da visão conceitual e acadêmica como meio para melhores entendimentos em relação ao que estamos fazendo, diante das bases e regras que formam as estruturações do negócio e suas novidades para a sustentação dos próximos passos.

A vida será uma eterna troca entre seu lado professor e aluno e nestas idas e vindas, além de novas informações, estaremos sempre consolidando nossas seguranças através de uma rica oportunidade de estar com outros que buscam as mesmas adições para crescer.


O que o senhor considera fator preponderante para a obtenção de melhores salários, no que diz respeito à qualificação profissional (em ordem de importância): graduação; cursos de idiomas; pós-graduação; sólida experiência profissional ou há outros que o senhor considera ainda mais importante?

Toda formação deve-se ser convertida em vivências e todo investimento deve estar em acordo com as possibilidades de um crescimento que some em quantidade e qualidade. As empresas valorizam muito os profissionais que tomam por iniciativa própria, a identificação e negociação de cursos que possam contribuir na qualidade do se fazer melhor. Cargos e salários são resultados de avaliações de desempenho, e por tanto, estar disposto há doar seu tempo se dedicando ao aprimoramento da técnica é sempre algo a ser registrado, que quando em confronto com o próprio cumprimento de metas, serão de peso para a evolução das responsabilidades e funções.

Uma carreira bem sucedida depende muito da velocidade do como conseguimos visualizar o todo, e nesse sentido a riqueza da experiência se combina com um debulhar do conhecimento e estar dotado de condições para poder ser lembrado para pensar, decidir e agir.

O senhor acredita que a graduação é o primeiro degrau para o crescimento profissional? Por quê?

Não seremos exatamente o que gostaríamos, mas o que o mercado quer, vê e exige. As qualificações para uma carreira de sucesso se iniciam bem antes da graduação, pela formação dos valores que contribuam nas escolhas diante das opções reunindo gosto, aptidão e talento. Tudo vai se somar quando se pensa que um jovem talento pode ser rapidamente absorvido a níveis organizacionais de responsabilidade decisórias. Acredito que antes de pensarmos em crescimento profissional precisamos estar dotados de equilíbrio emocional, que permita-nos concluir nossas etapas acadêmicas não somente por mais um diploma ou mais promoções, mas pelo prazer de se sentir conhecedor e cada vez mais útil aos processos que dependerão dos nossos feitos.

Qual a importância das relações pessoais no ambiente de trabalho e o quanto elas podem beneficiar ou prejudicar o funcionário?

Não se pode vivenciar o mundo corporativo sem saber conviver em equipe, sem saber pensar, projetar e agir em conjunto. Pensemos que no mínimo doaremos a maior parte do nosso tempo dedicando-o ao trabalho, e que para que tenhamos sucesso, devemos ter prazer pela convivência, mas aprender a usá-las em acordo com as necessidades e momentos, destacando o entendimento dos propósitos, e sua natureza de relevância, seja profissional ou pessoal.

No mundo corporativo a evolução rumo ao ser competente, vem da somatória de fatos que integram o uso do conhecimento com a arte de saber negociá-los. Entre erros e acertos devemos evoluir frente a um saber doar e receber decifrando e aprendendo sobre os segredos das pessoas, convivendo com novas “tribos” e lidando renovadamente com as gerações (x, y e z...) que compõem os times da organização.

Quais as qualidades mais admiradas em um profissional, em sua opinião?

- Ter direção: Saber o que se quer junto com um projetar de caminhos possíveis para se chegar.

- Competência: Saber utilizar sua qualificação no servir a empresa para que a mesma possa reconhecê-lo pela capacidade pessoal e coletiva de vendê-la.

- Persistência: Para se conseguir um sim, é preciso se adaptar a cada situação, aprender com os erros.

- Conhecimento Aplicável: O tempo é dinâmico, portanto saiba selecionar o que é importante para se investir em adição a carreira. Priorize sempre o dia seguinte das necessidades!

- Relacionamento: Construir uma base de relações pensando em reunir a experiência dos mais velhos com a energia dos mais novos.

- Pró-Atividade: Os benefícios de saber expor suas idéias, de se antecipar frente aos demais.

- Itinerância: Esteja sempre onde às coisas estão acontecendo, seja um grande especialista do seu mercado.

- Comprometimento: Vista a camisa em todos os meios que optar para o seu crescimento. Forme suas referências, pois serão à base do seu futuro!

Quais qualidades na vida pessoal podem se tornar um diferencial negativo na vida profissional (excesso de confiança, muita sinceridade etc.)?

As empresas apresentam culturas diferentes e de acordo com elas formam modelos personalizados para gerir seus climas e convivências. Diria que não existe um modelo especifico que valorize mais ou menos um perfil comportamental. O que vai pesar é a nossa capacidade de perceber o “jeitão” para um conduzir integrando os valores pessoais como a forma ideal de se participar organizacionalmente, e em todos os seus níveis hierárquicos, aprendendo sobre as peculiaridades e particularidades de cada um.

Conseguir sucesso profissional depende de uma série de fatores, e dentro destes, esforço, qualificação e muitas vezes sorte. Quais dicas o senhor daria para um jovem em início de carreira (que acaba de se graduar) que sonha em conseguir sucesso em sua profissão?

A sorte só aparece quando nos dedicamos para que ela apareça. A evolução num mercado onde para cada vaga dispomos de centenas de candidatos potenciais, não depende tanto da sorte, mas da disposição por um contínuo fazer, aprender e fazer. Quanto mais acreditamos em nós, mais nos apresentamos para demonstrar essa utilidade e mais chances teremos pela insistência em estar presente e assim termos o nosso nome estampado na frente da empresa que representamos. Como ser alguém sem se fazer conhecido?

Em um mercado de trabalho tão competitivo, o que fazer para se destacar?

O grande segredo é ser hábil em trocar informações, buscar conhecimentos, se aprofundar e partir para ser evidência, procurando sempre clarear a visão pelo entendimento do conjunto que envolve as atividades de negócios. Na verdade o mercado procura por aquele que consegue se mostrar pela sua capacidade de compor soluções e tomar decisões, e não se cria muita coisa conhecendo pouco ou mesmo sendo apenas um especialista. O mercado procura por gente ampliada e conectada com a profundidade, com foco nos movimentos internos que movimentam a empresa e nas suas ramificações com os meios externos. Pensar, correr e agir é a regra do jogo que deve ser adotada para sermos evidência em uma atividade que para se vender, necessita da produção de coisas que sejam rentáveis e de interesse para o consumo.

Em meio às novas tecnologias e à flexibilização das relações de trabalho (muitas empresas dão ao funcionário a opção de escolherem seu horário de expediente, por exemplo), quais as principais características que os profissionais devem possuir para se destacar?

Primeiro entender que a flexibilização é aplicada no sentido de poder aproveitar mais do potencial de cada um, mas que tudo isso tem o valor de troca, tipo oferecer e receber. Quanto à tecnologia, ela sempre será um processo facilitador para que possamos assegurar qualidade e velocidade diante das melhorias do tempo operacional. Com a flexibização e maior tecnologia nos processos espera-se que o profissional possa desenvolver seu espaço para contribuir, se renovar, ofertando em contribuição as respostas que a empresa pretende obter dos seus mercados.

O profissional que pretende se destacar deve priorizar seu aprimoramento comportamental na arte do saber sonhar visualizando objetivos, atitudes, percepções e se motivar sempre para estimular a capacitação e formação de competência, aprimorando assim sua capacidade estratégica e de planejamento rumo a uma prática que resulte em se superar frente às metas e as adversidades do próprio mercado.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Virtualização no Brasil: qual o tamanho do mercado a ser explorado

Fonte: Meta Análise
Autor: Renato Porta

A virtualização ficará com uma boa fatia dos investimentos em TI para 2011, à medida que crescer o amadurecimento e a confiança quanto à instalação da tecnologia.

Não há dúvidas de que, globalmente, a tecnologia de virtualização, capaz de potencializar a capacidade de processamento dos servidores de rede, já se popularizou no ambiente corporativo, tendo ainda muito a crescer nos mais diversos perfis e tamanhos de empresas. Previsões do Gartner apontam que 55% de toda a nova carga de trabalho no mundo será feita em servidores virtuais neste ano, contra 40% em 2009. Em relação às cifras, a consultoria calcula que o mercado mundial de virtualização vai chegar a US$ 4,2 bilhões em 2013 e se, as projeções se confirmarem, a movimentação em 2010 será de US$ 2,1 bilhões.

Mas e o Brasil, como está caminhando na adoção desta tendência que, globalmente, tem se mostrado irreversível? Bem, felizmente já podemos afirmar que por aqui a virtualização está cada vez mais perdendo o status de tendência para ser vista como realidade.

Obviamente, essa movimentação tem mais força entre as grandes corporações, mas já se percebem avanços também no segmento PME. A disponibilidade de produtos gratuitos, como o VMware Server e XEN (open source), entre outros, mesmo que com funcionalidades limitadas em comparação às versões pagas, facilitam a experimentação da tecnologia e ajudam a quebrar as resistências.

Promover o conhecimento sobre a virtualização e seus benefícios talvez seja o maior desafio a ser superado no mercado nacional. O suporte de mais de 90% de servidores em uma solução virtualizada é outro fato que tem contribuído significativamente para alavancar a tecnologia.

Para se ter uma ideia, o Brasil já representa atualmente aproximadamente 55% do volume de vendas da VMWare na América Latina. Empresas dos segmentos de Finanças, Governo, Telecomunicações e Data Centers são as que mais têm puxado esse movimento, mas, conforme dito anteriormente, a adoção vem gradativamente se espalhando para outras indústrias, inclusive entre as PMEs. Dados de mercado indicam que o volume de vendas da VMWare na América Latina corresponde a cerca de 5% do montante mundial, revelando o quanto ainda há de espaço para crescimento da tecnologia entre as empresas brasileiras.

Ou seja, a virtualização ficará com uma boa fatia dos investimentos em TI para 2011, à medida que forem crescendo o amadurecimento e a confiança quanto à instalação da tecnologia. Hoje já se nota no mercado que a aceitação aos servidores virtualizados vem crescendo inclusive para aplicações críticas, como as de ERP. O amadurecimento da tecnologia de virtualização dá garantia às empresas de que o nível de proteção é alto.

E por que, afinal, a virtualização é tão atrativa assim? Quais os benefícios concretos? Economia de recursos é, possivelmente, a resposta mais completa para a questão. Não podemos nos esquecer de que cada servidor possui sua fonte de alimentação própria. Num ambiente de virtualização, o número de servidores de uma companhia cai incrivelmente, uma vez que a tecnologia consolida e centraliza aplicações, tirando o máximo de aproveitamento dos recursos existentes.

Assim, economiza-se com aquisições futuras de hardware, refrigeração e energia elétrica. A forma de se fazer back up, algo sempre preocupante e custoso para a área de TI, também é otimizada em um ambiente virtualizado.

E então, é ou não um bom negócio apostar na tecnologia de virtualização? As empresas que optaram por essa iniciativa não se arrependem...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mundo Corporativo: Tubarões Juniores

Fonte: Canal RH
Autor: Julio Caldeira


O Perfil dos Valores dos Brasileiros (PVB), realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), levantou quais as maiores preocupações que rondam a cabeça dos brasileiros, representados por 4 mil entrevistados em todo o País. Os tipos motivacionais propostos como parte da metodologia do estudo – entre eles benevolência, conformidade, tradição, segurança, poder, realização, hedonismo, estimulação, autodeterminação e universalismo – teriam de ser classificados com uma nota, de um a dez, que corresponderia a sua importância na vida de cada um. A boa notícia foi constatar que a benevolência – entendida na pesquisa como “honestidade, sinceridade, disposição de perdoar aos outros, ajuda, não-rancoroso, amizade, responsabilidade e lealdade” – recebeu nota 8,8; enquanto que o e o universalismo – compreendido como “tolerância, igualdade, proteção ao meio-ambiente, justiça social, mente aberta, harmonia interior, preocupação com os mais fracos, não à guerra e aos conflitos, e sabedoria” – tirou 8,5.

No entanto, quando divididos por gênero e faixas etárias, os diferentes grupos apresentaram suas particularidades. Uma delas está relacionada aos homens mais jovens que, diferentemente das mulheres e das pessoas mais velhas, são, segundo a pesquisa, “os menos autotranscendentes, isto é, são os indivíduos para os quais os valores de benevolência e universalismo importam menos nas suas vidas.”

Diante desse resultado, o Canal Rh fez a seguinte pergunta: Por que a maioria dos cargos de liderança e gestão é ocupada por homens jovens se, segundo mostrou a pesquisa do PNUD, são eles os que tendem a pôr seus objetivos pessoais (autopromoção) na frente do bem-estar geral (universalismo)? Procurados pela reportagem, psicólogos e especialistas em administração de empresas analisaram essa relação.

Egotrip juvenil

O primeiro aspecto levantado foi que, talvez, o ponto de reflexão não diga respeito às prioridades dos jovens – independentemente do gênero –, mas sim o imediatismo da juventude ocupando posições, no mundo corporativo, onde deveriam prevalecer a experiência e a sabedoria. “Dos 21 aos 35 anos, mais ou menos, o jovem está num momento em que a sua personalidade precisa se pôr no mundo”, analisa a psicóloga Andréa Mele de Mello Peixoto, consultora empresarial e professora da Escola de Negócios e Direito da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. “As perguntas que o indivíduo se faz nesse período são: ‘Como eu vivencio o mundo?’ ‘Como eu organizo o mundo?’ Isso é esperado para essa faixa etária. Daí a busca por esse prazer egoísta, por apreender a viver em si mesmo.”

A especialista acrescenta ainda que, no caso dos rapazes, essas características ganham contornos ainda mais fortes. “Eu entendo que exista uma predominância masculina [entre os que citaram a autopromoção na pesquisa] porque isso é próprio do masculino”, afirma. “A força é viril. O arquétipo masculino é usar a força. E, embora algumas mulheres acolham também esse perfil, ele não é próprio delas. E, em minha opinião, [quando fazem isso] elas acabam perdendo que têm de melhor, ou seja, o feminino, o jogo de cintura, a flexibilidade e a composição, no lugar da reação.”

Preço alto

De acordo com a visão da psicóloga, o gerente de Marketing e Produtos da Lewa Bombas Ltda. – multinacional alemã fabricante de bombas hidráulicas – Anderson Cruz, 27 anos, está em consonância com seu momento de vida. Embora não se considere exatamente um individualista, o jovem confessa que sua principal preocupação no momento é alcançar uma condição melhor de vida em termos financeiros. “Não que eu abra mão de questões como família ou até mesmo de temas ligados à responsabilidade social, como o meio ambiente”, explica o rapaz. “Mas meu foco é na construção de uma base sólida para um futuro melhor para mim e para as pessoas que me cercam.” Solteiro e dividindo seu tempo entre o trabalho e os estudos, Anderson conta que não sobra muito espaço na agenda para incluir o mundo no seu rol de preocupações. “Eu trabalho de 10 a 12 horas por dia e depois vou para a pós-graduação à noite. E estou nesse ritmo desde a época da faculdade.”

No entanto, para o coaching e professor da escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV) João Baptista Brandão, é preciso cuidado antes de optar pelo futuro em detrimento do presente. “Daqui a dez, 15 anos, a fatura chega”, alerta Brandão. “Ou seja: coisas como a depressão, o uso de drogas, enfim, aquele executivo que está com a vida arrebentada.” O professor conta que costuma ouvir de alunos alunos planos de trabalhar incessantemente agora a fim de ter tempo no futuro. “Eu perguntei para um deles: Ter tempo para quê?”, conta o professor. “Ele me respondeu: Para cuidar da minha namorada, para ter filhos. Eu lhe disse que naquela altura ele não teria mais a namorada para ter os filhos.”

Rinha de galo

Segundo Brandão, porém, o furacão individualista no qual o homem se vê nessa fase da vida pode não ser exatamente uma escolha. “O que essa pesquisa pode estar sinalizando é que o jovem, o homem jovem, está falando que busca autopromoção, mas isso não quer dizer que ele não tenha outras demandas”, avalia. “É que essas, num ambiente corporativo, parecem revelar características desse jovem que não são muito valorizadas lá dentro.” Para o professor, é como se às vezes uma empresa contratasse “somente uma ou duas facetas de uma pessoa”, diz referindo-se a características como um perfil competitivo e uma agenda permanentemente disponível. “E com o resto ela que se vire, deixe lá fora”, comenta. “Logo, para se adaptar, ele passa por esse funil e mostra só que a empresa quer.”

Seria preciso, então, ficar alerta ao fato de que essa “geração da autopromoção” tem ocupado cada vez mais os cargos de liderança ou aos modelos de gestão das organizações, que acabam criando esses tubarões? “O grande problema é que as empresas estão transformando o jovem em líder”, responde professor. “E aí está o equívoco. Ele ainda não tem tempo nem preparo suficientes para isso. E eu vejo que as consequências disso são perigosas, porque essas pessoas passam a ser cobradas a apresentarem resultados de curto prazo. De modo que é difícil imaginar que, nesse ambiente, sejam contempladas coisas como alegria e compartilhamento.”

Brandão dá como exemplo, uma situação que ele considera caricata. “A empresa diz para o seu gerente que ele precisa dar mais retorno para sua equipe. Mas, na verdade, essa mesma empresa não o remunera por isso, e sim pelas metas atingidas. E depois de atingir uma, ele continua cobrado para continuar.”

A psicóloga acrescenta: “As empresas estão extremamente competitivas. Costumo dizer aos alunos que elas trouxeram para suas dependências a rinha de galo: só termina quando um vence – só que para isso o outro tem de morrer.” Segundo Andréa, sendo assim, “como um gestor consegue pensar no outro [numa outra pessoa] – ou seja, cuidar, confiar, desenvolver – se a todo o momento ele sofre uma pressão descabida para gerar um lucro que não tem fim?”.

Poder e controle

Thiago Fernandes, de 28 anos, gerente de Gestão e Planejamento do Instituto Confúcio, não tem reclamações a fazer sobre seu trabalho, mas admite que, de fato, o ritmo do seu dia a dia é acelerado. “Não raro temos que trabalhar em casa ou nos finais de semana”, conta o jovem. A instituição é resultado de um convênio entre a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e o governo chinês, e é voltada ao ensino da língua chinesa, à divulgação da cultura e da história da China e ao fortalecimento do intercâmbio cultural e acadêmico entre os dois países.

Apesar das muitas funções, a estrutura, segundo Thiago, é enxuta. “Ou seja, falta tempo de pensar nessas questões mais sociais”, argumenta o jovem. “Então, na medida do possível, eu tento ajudar aqueles que estão próximos de mim, aqui no trabalho, os amigos. Mas eu ainda estou precisando me ajudar muito.” O rapaz conta que se esforça para manter o ambiente no escritório o mais descontraído possível. Para ele, essa é uma forma de humanizar as relações no trabalho. “Até por conta de ser jovem, eu não imponho barreiras”, diz. “Não me ponho numa posição diferente. Então, a gente conversa, inclusive sobre bobagens, em momentos de descontração. E tem as horas sérias também, quando eu preciso vestir a armadura e assumir o papel de quem representa pensamento da empresa.”

Sobre os valores que assinalaria se tivesse sido procurado pela pesquisa do PNUD, o jovem gerente admite: “Autopromoção, realização e poder são importantes para mim. Não seria hipócrita de dizer que não. Poder é uma coisa que enche os olhos de todo mundo. Poder é controle.”

Promoção e Ideias: Peixe Urbano bate recorde com oferta do Big X Picanha

Fonte: Redação Meta Analise

Promoção que ofereceu 71% de desconto em Sanduíche + Petit Gâteau, de R$ 26,80 por R$ 7,90, atraiu mais de 30.500 clientes para a rede em apenas 24 horas.

O Peixe Urbano (www.peixeurbano.com), site brasileiro de compras coletivas, bateu o recorde de vendas entre todas as ofertas realizadas desde a primeira promoção, em março deste ano.

A oferta do dia 29 de outubro, de 71% de desconto em Sanduíche + Petit Gâteau de até R$ 26,80 por R$ 7,90, atraiu mais de 30.500 clientes para a rede Big X Picanha em apenas 24 horas, e proporcionou uma economia de cerca de R$ 570 mil para os usuários do Peixe Urbano na capital paulista.

“Estamos muito contentes com o enorme sucesso da promoção e ansiosos para receber a nova clientela. A nossa expectativa é conseguir fidelizar grande parte desses novos clientes”, comemora Hélio Poli, um dos sócios do Big X Picanha, rede que foi inaugurada em 2000, atende mais de 130 mil pessoas por mês em São Paulo e se prepara para expandir sua atuação em outros estados.

Segundo Julio Vasconcellos, sócio fundador do Peixe Urbano, "esse número demonstra a grande receptividade dos consumidores brasileiros ao conceito de compras coletivas e o poder que esta ferramenta tem como forma de divulgação e marketing para os estabelecimentos locais".

Outros exemplos de promoções de sucesso incluem ofertas com a BlockBuster Online, que conquistou mais de seis mil novos clientes em quatro cidades; com o restaurante Era uma vez um Chalezinho..., que atraiu cerca de sete mil pessoas e gerou uma economia de aproximadamente R$700 mil para os consumidores paulistanos em 24 horas, e com a rede Yoggi, no Rio de Janeiro, que vendeu mais de de 23 mil frozen yogurts em apenas 24 horas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

VAREJO - ECOMMERCE: Balanço do 1º semestre de 2010

Fonte: Universo Varejo
Jornalista: Roberta Reis

Resumo do cenário do comércio eletrônico no 1º semestre de 2010.

• O e-commerce brasileiro cresceu 40% no 1º semestre se comparado ao mesmo período de 2009, atingindo faturamento de R$ 6,7 bilhões e tíquete médio de R$ 379. Para o fechamento de 2010, a expectativa é que o faturamento deva chegar a R$ 14,3 bilhões.

• Até o primeiro semestre de 2010, foram 20 milhões de pessoas que compraram pela internet ao menos uma vez. Até o final do ano, esse número deverá alcançar 23 milhões.

• As categorias de produtos mais vendidas no 1º semestre do e-commerce em 2010 foram: Livros e Assinaturas de Revistas e Jornais, Eletrodomésticos, Saúde, Beleza e Medicamentos, Informática e Eletrônicos.

• A Copa do Mundo alavancou o faturamento no 1º semestre de 2010 com a venda de TVs de tela plana e Artigos Esportivos.

• O e-consumidor está cada vez mais seguro e confiante em realizar compras via web. O índice de satisfação dos consumidores brasileiros com o comércio virtual atingiu 86% no primeiro semestre.

• Cerca de 55% dos e-consumidores que fizeram uma compra pela internet proveniente de uma rede social são mulheres.

• Quando se diz respeito à idade, os compradores provenientes de redes sociais são, em média, 7 anos mais jovens que os compradores do mercado: 34 contra 41 anos.

• Quando analisamos as categorias preferidas dos e-consumidores provenientes de redes sociais, Moda e Acessórios aparece como destaque, com cerca de 20% do volume transacional.

• De acordo com dados levantados na Pesquisa de Resistência a Compra, dos e-consumidores que visitaram sites e decidiram não comprar nenhum produto, 62% disseram ter consultado preço, valor do frete ou o custo total do produto, além de ter procurado por promoções e descontos.

• Dos entrevistados, 86% disseram que apenas olharam alguns itens e saíram da loja, não chegando a começar o processo compra. Já 14% disseram que deram início ao processo de compra, mas acabaram não concluindo o procedimento.

A força dos Modelos Mentais

Autor: Nelson Tanuma
Fonte: www.nelsontanuma.com.br

Embora os modelos mentais possam parecer abstratos e inconseqüentes, e, freqüentemente sejam deixados de lado como se fossem meras ilusões de ótica, shows de mágicas ou meras curiosidades acadêmicas; a bem da verdade, nossos modelos determinam a qualidade e o rumo de nossas vidas gerando implicações de lucros e perdas financeiras, e até mesmo de vida e morte.

Os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001, levados a efeito por jovens e brilhantes profissionais de classe média, com futuros promissores, que muito embora não se encaixassem no estereótipo dos jovens terroristas de olhos esbugalhados e aterrorizantes que se tornam homem-bomba, certamente foram doutrinados e levados a acreditar que após morrerem pela “nobre causa”, receberiam como prêmio, as 72 virgens que são prometidas aos homens-bomba que vivem no Oriente Médio.

A expressão modelos mentais são os pressupostos usados para descrever os processos cerebrais que usamos para dar sentido ao mundo que percebemos através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Trata-se de nossas percepções acerca da forma como percebemos o mundo que nos cerca. O conjunto de paradigmas associados forma os nossos Mapas ou Modelos Mentais. E importante que saibamos, porém, que o mapa não é o território.

Cada ser humano possui dentro de sua mente vários mapas, que podem ser de dois tipos: mapas do modo como as coisas são e mapas de como as coisas deveriam ser .

É importante ressaltar que a maneira como vemos o mundo resultam em nossa forma de pensar e agir. Existe uma grande diferença entre a visão e a percepção e a maior parte do que vemos está apenas em nossa mente.

Isso ocorre, especialmente, nas organizações emperradas e corroídas pela ferrugem da mentalidade da era industrial, onde o processo de deterioração começa na parte mais alta da pirâmide, os tomadores de decisões. .

John Gardner afirmou com acerto que: "A maioria das organizações com problemas desenvolveu uma cegueira funcional em relação a seus defeitos. Elas sofrem não porque não sejam capazes de resolver seus problemas, mas porque não podem vê-los”.

Os modelos mentais funcionam como, a argila que antes de sofrer o processo de secagem pode ser transformada em uma bela e valiosa obra de arte, ou apenas um amontoado de massa feia e disforme. Assim, os modelos mentais possuem a capacidade de moldar todos os aspectos de nossa vida; de forma que se sua carreira encontra-se emperrada e estagnada como se fosse um lago de água parada e salobra, e não consegue deslanchar, ou, se sua empresa ou organização não cresce, existem ai dois motivos que podem estar impedindo o avanço: - ou existe um modelo preexistente que está impedindo o avanço - ou o modelo existente já está ultrapassado e enferrujado, precisando de um novo modelo ou uma nova porta que possa proporcionar oportunidade para o crescimento e desenvolvimento contínuos.

Se não conseguirmos quebrar os paradigmas paralisantes e ultrapassados, não poderemos jamais achar esses novos caminhos; de nada adianta ficarmos copiando ou perseguindo a concorrência, contagiados pela “síndrome do bombeiro” que vive diuturnamente apagando pequenos incêndios nas suas vidas. Daí a importância de darmos asas à criatividade.

O uso da criatividade pode você à descoberta de novos caminho. Sabemos que quando usando a criatividade a acabamos por fazer novas descobertas; e tudo que é novo nos assusta. Pesquisas realizadas por psicólogos mostram que as pessoas têm mais medo de encarar o novo do que o próprio medo da morte. Daí vem a lição do escritor Robert Frost quando fala das escolhas da vida: “Duas estradas bifurcavam-se a certo ponto, em uma floresta e eu, eu resolvi tomar a menos trilhada e isso... isso fez toda a diferença!”.

A criatividade é o caminho que pode levar à soluções inovadoras, que nos livra dos riscos de ficarmos atolado no lamaçal da vida ou de cairmos dentro da areia movediça, Einstein já dizia que insanidade nada mais é do que, fazer diariamente a mesma coisa da mesma maneira e ensejar obter resultado diferente.

As pessoas estão confusas, perplexas e paralisadas diante do excesso de informações, que nos chega em tempo real, e que são disponibilizados a todo instante pelos meios de comunicação de massa, especialmente pela Internet. É provável que essa confusão mental e estagnação se deva ao uso de modelos que não servem mais para entender e solucionar os problemas que surgem neste mundo rico em informações.

Se você necessita resolver qualquer problema físico que lhe incomoda, ou se os seus relacionamentos interpessoais não estão caminhando bem, lembre-se que os seus modelos mentais, bem como os do outros, podem ser a causa principal. Se você deseja contribuir para mudança da sociedade como um todo, você precisa, em primeiro lugar, começar a olhar para dentro de si, precisa se conhecer melhor, e dar o primeiro passo que é conhecer e mudar o seu modelo mental, procurando entender como funcionam os modelos mentais das pessoas que o cercam. Essa busca de entendimento fará desenvolver sua empatia, que é a competência mestra das relações humanas interpessoais.

Para realizar qualquer mudança positiva em sua vida ou organização, você precisa entender que os modelos mentais são o ponto chave de todas as questões; você deve questioná-los a todo instante.

O problema reside no fato dos modelos mentais serem coisas impalpáveis e invisíveis, como a gordura que se fixa nas paredes das artérias provocando o infarto que pode te levar à morte súbita, via de regra, temos pouca consciência do que são nossos modelos mentais e de como eles moldam a forma como vemos as pessoas, coisas e fatos, e de que maneira elas consolidam nossos hábitos, formam o nosso caráter e moldam os nossos destinos.

O importante é que você tenha a percepção de que toda mudança começa a partir de você, a partir da mudança de sua maneira de pensar, e que não existe outra de mudança positiva.

Quebre os paradigma que se fundamentam em preconceitos. Quebre os paradigmas capazes de paralisar seu crescimento como profissional e ser humano. Deixe de viver em função das expectativas do outros.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Gestão: Os DEZ desafios do Varejo Brasileiro para os próximos anos

Autor: Daniel Zanco
Fonte: Universo Varejo


O último trimestre de 2010 marca os dois anos da mais recente crise econômica global. Os efeitos desta crise (a pior desde 29 para o mercado americano) parecem ter sido pequenos no varejo brasileiro, o que nos possibilita olhar para frente, projetando um cenário otimista - porém com ressalvas. Ao analisarmos nossas peculiares características e os acontecimentos e tendências desse mundo cada vez mais globalizado, DEZ desafios surgem:

1. Entrada de competidores internacionais – com as modestas (quando positivas) taxas de crescimento dos países desenvolvidos e as dificuldades de operar em alguns dos países em crescimento, que possuem culturas fechadas e economias desorganizadas, o Brasil cada vez mais aparece como a bola da vez. Muitos olham para o Brasil como a “nova America”, com uma população grande e disposta a consumir. Estes competidores chegam ao Brasil com potencial de investimento, força de marca, gestão profissional e sede de resultado. O desafio para o varejista brasileiro é fazer o fato de “jogar em casa” pesar a seu favor nesse momento.

2. Formalização – a nítida evolução dos sistemas de arrecadação e fiscalização do fisco brasileiro estão abrindo um caminho sem volta para a formalização de todas as operações varejistas. A ineficiência operacional não mais poderá ser compensada com pagamento reduzido de impostos e o empresário varejista que demorar para compreender isto será atropelado pelos mais rápidos e eficientes.

3. Cobertura Nacional – a crescente competitividade e busca pela eficiência fará com que as economias de escala sejam fundamentais para que os varejistas tornem-se mais fortes. Num cenário em que as maiores taxas de crescimento encontram-se em regiões do Brasil até ontem desconhecidas para muitos, a corrida para o atendimento nacional será inevitável. Como em qualquer corrida, quem largar na frente tem vantagem.

4. O apagão de mão de obra – a informalidade das operações, a ausência de planos definidos de carreira, as jornadas de trabalho desgastantes e as fracas (quando existentes) políticas de recursos humanos dos varejistas brasileiros criaram uma imagem em muitos empregados, de que o varejo é quase um sub-emprego ou uma ocupação temporária. Mudar essa imagem é fundamental para atrair novos talentos, reter os atuais e sustentar o crescimento.

5. A sucessão nas empresas familiares - O forte crescimento econômico das décadas de 50 (média de 7,1%), 60 (media de 6,1%) e 70 (média de 8,9%) deu oportunidade a inúmeros audaciosos empreendedores, que construíram impérios familiares na indústria e no varejo e que hoje, com idade elevada, enfrentam o desafio da sucessão. As novas gerações, por muitas vezes, apesar de mais tecnicamente preparadas não possuem a vivência do negócio, a visão dos riscos e a confiança de seus liderados. E isso pode ser um (grande) problema.

6. Preparação para o fornecimento global - Como dito por Thomas Friedman, o mundo é plano. E está ficando cada vez mais plano e menor. Nos próximos anos tornar-se-á impossível buscar novos fornecedores sem avaliar as possibilidades fora das fronteiras nacionais. A China será cada vez mais a “fábrica do mundo” como dito por Kotler e o varejista que não perceber isso, será engolido por seus concorrentes. As marcas próprias serão estratégicas para muitos negócios e o fornecimento internacional, em muitos casos, a única opção.

7. Uso intensivo da tecnologia – seja para monitorar os padrões de consumo dos clientes, para controlar a operação logística, para reduzir as filas no PDV, para analisar melhor o crédito, para comprar com mais precisão ou para reduzir gastos operacionais, a tecnologia, tanto em forma de sistemas ou equipamentos, será figura de destaque nos varejistas de sucesso nos próximos anos. O emprego eficiente da tecnologia será condição obrigatória para a obtenção da eficiência.

8. A agregação de valor – seja pela experiência de compra, pela comunicação, pelo entretenimento, pelos serviços ofertados ou pela força de marca, o varejista deverá buscar diferenciação para sobreviver no cenário competitivo dos próximos anos. Conveniência e produto tendem a ser diferenciais cada vez menos relevantes, num mundo globalizado de produtos tecnologicamente similares, vendidos em operações multicanais.

9. A concentração na indústria – O Brasil passa por um processo de consolidação em diversos setores da indústria, desde as de produtos financeiros às de bens de consumo. A menor quantidade de fornecedores dará a eles (indústria) aumento no poder de negociação (que hoje está muito mais com os varejistas) e oprimirá aqueles que não desenvolveram marcas próprias fortes, fornecedores globais e parcerias estratégicas.

10. Atuação multicanal – pode-se imaginar que a internet no Brasil já está muito difundida, mas o fato é que há ainda muito o que evoluir. Apesar de muitos navegantes, temos ainda poucos compradores, se nos compararmos com países desenvolvidos. Vender na web será, em algum tempo, pré requisito para sobreviver. Explorar bem todas as formas de contato com este novo consumidor extremamente dinâmico, informado, acessado e infiel, e estar onde ele quiser, da forma que ele quiser será indispensável.

Colocados os desafios, cabe a você - varejista brasileiro - usar essa enorme criatividade e capacidade de adaptação, para continuar crescendo e vencendo, neste varejo brasileiro ainda em maturação e cheio de oportunidades.

Pense nisso e boas vendas!

Perdedores honrados

Autor: Luciano Pires
Fonte: www.lucianopires.com.br

No final de 2006 a coisa estava preta nos EUA para a matriz da multinacional na qual eu trabalhava. Um aviso global foi disparado para que todas as operações apertassem os cintos. Um dos diretores brasileiros colocou em questão a comemoração de final de ano que havíamos cuidadosamente planejado para nossos 5 mil funcionários. Afinal, se era para apertar o cinto não poderia haver festa, não é?

Fui a voz dissonante na diretoria, a “oposição”. Meu argumento era que estávamos terminando um ano em que nossas equipes foram duramente exigidas e reverteram um cenário ruim, obtendo resultados excelentes. Era hora de celebração e não de anti-clímax. Para mim, o preço da festa era infinitamente menor que o valor negativo do cancelamento. Não adiantou, “eles” venceram e a festa dançou. Quando o presidente anunciou o cancelamento, uma voz interior me gritou: “Não aceita! Não aceita!”. Mas a decisão da maioria fora tomada e eu tinha que aceitá-la. Mais que isso: a partir daquele momento eu – como diretor da empresa – teria que defender a decisão diante dos funcionários. Coube a mim, como Diretor de Comunicação, redigir o comunicado explicando o cancelamento. Tive que me desdobrar numa ginástica verbal para tentar transformar a decisão negativa num ato positivo e necessário.

Lembrei-me dessa história assim que foi anunciado o resultado da eleição presidencial de 2010 no Brasil. Mais uma vez fui voto vencido. Não gostei do resultado, tenho preocupações com o futuro, mas... vivemos num regime democrático no qual é normal que as pessoas façam escolhas entre um lado e outro. É assim que funciona e, como bom soldado, aceitarei o resultado e contribuirei para a harmonia do grupo. O que não pode ser aceito – sob nenhuma hipótese - é a perspectiva de que um lado elimine o outro. E essa intenção foi demonstrada – até mesmo verbalizada – várias vezes durante a campanha.

Vencer é democrático. Exterminar, não é.

Num regime democrático os perdedores honrados aceitam a derrota e fazem sua parte para manter a harmonia do grupo. Mas jamais devem abdicar de sua existência. Muito menos resignar-se. Os perdedores honrados precisam cumprir o papel fundamental de fiscalizar, de apontar os erros e excessos. Isso se chama “oposição” e é exatamente o que legitima a democracia.

Um regime sem oposição para lhe encher o saco, não é uma democracia.

Aos vencedores honrados cabe ouvir os “nãos” dos opositores e contrapor seus argumentos. A convivência entre vencedores honrados e perdedores honrados é necessária e – mais que isso - benéfica para o país.

E é isso o que sinceramente espero, embora nunca antes na história deste país a palavra “honra” tenha estado tão por baixo...

Só pra terminar a história: os brasileiros – sempre mais realistas que o rei - foram os únicos que cancelaram a comemoração de final de ano. E o nosso cancelamento não teve qualquer repercussão junto aos “chefes” lá de fora. É claro que não perdi a chance de soltar um: “eu não disse?” na primeira reunião.

Não adiantou nada, mas pelo menos enchi o saco deles.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Novo player de compra coletiva chega ao mercado

Fonte: Redação Metanalise

O site Magote trabalhará com empresas dos mais diversos segmentos e oferecerá descontos de 50% a 90%. Meta do portal é dentro de cinco meses ser um dos cinco maiores deste setor.

Baseado no rápido crescimento do mercado de compras coletivas que a cada dia ganha novos adeptos, foi lançado o site Magote (magote.com), novo player deste segmento. Com uma forte estratégia, a meta é dentro de cinco meses ser uma das cinco maiores marcas deste setor.

Para cumprir com os objetivos traçados, o site trabalhará com empresas dos mais diversos segmentos e oferecerá descontos variando de 50% a 90%. Parte da estratégia, por outro lado, também está em estreitar o relacionamento com os seus parceiros, garantindo o repasse mais rápido e ágil do valor gerado pelas vendas.

Segundo Márcio Pascal, diretor executivo do Magote, o site deverá receber de 20 mil a 30 mil visitas diárias neste primeiro momento, sendo que, com este objetivo alcançado, a marca deverá expandir sua atuação para Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Salvador e Recife. Nesta primeira etapa o novo player atuará em São Paulo, Alphaville e ABC.

Ainda de acordo com Pascal, um dos motivos que levou a criação do site foi a rápida adoção do mercado por este modelo de compras virtuais. Segundo dados da consultoria IT4CIO, até o final de 2010 este segmento deverá reunir de sete a oito milhões de usuários, o que significa que em pouco mais de seis meses – desde quando o modelo de negócios chegou ao Brasil - aproximadamente 11% do total de 67,5 milhões de internautas brasileiros serão consumidores potenciais dos sites de compra online.

Num olhar mais amplo, considerando apenas o número de pessoas que acessam a internet diariamente - aproximadamente 36 milhões de internautas - esta estimativa sobe para 22%.

“Baseada nesta rápida expansão, uma de nossas metas é fechar novembro com 50 mil usuários cadastrados em nossa base de dados, sendo que em dezembro deveremos triplicar este número”, garante o executivo.

Efeito Dilma deve incentivar uma maior participação feminina nos postos de comando das empresas

Autor: Marina Gaspar e Lucas Toyama
Fonte: Canal RH


“Eu gostaria muito que os pais e mães de meninas pudessem olhar hoje nos olhos delas e dizer: ‘Sim, a mulher pode’”. A frase faz parte do primeiro discurso da ex-ministra Dilma Rousseff após a confirmação de sua eleição como a primeira mulher presidente da República no Brasil, ocasião na qual se comprometeu a honrar as mulheres do País para que o fato pudesse se repetir e ampliar em empresas e na sociedade como um todo. Segundo ela, “a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um princípio fundamental da democracia”, disse a presidente eleita.

A eleição histórica de uma mulher para o posto máximo do País pode ser um sinal de que os avanços das mulheres em posição de liderança estão cada vez mais consolidados, mas também é o momento para que as representantes do sexo feminino avancem ainda mais na carreira.“A eleição de uma mulher naturalmente vai refletir sobre questão das mulheres em posição de liderança, principalmente porque iremos conversar mais vezes sobre o tema. Mas é necessário que ela confirme a capacidade de gestão para tangibilizar o valor agregado”, diz Marlene Ortega, diretora da Universo Qualidade, entidade especializada em treinamentos e eventos corporativos.

Para ela, é importante acompanhar se durante a gestão da nova presidente a situação da mulher no mercado de trabalho vai realmente mudar. “Hoje ainda temos apenas 11 mulheres ocupando o cargo máximo em grandes companhias nacionais e elas ainda recebem 70% do salário dos homens. Precisamos acompanhar esses dados”, diz.

Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching e especialista em treinamento para a liderança, acredita que é possível, sim, que a sociedade passe a ver as mulheres de maneira diferente, mas tudo depende dos resultados que vão surgir. “Na sociedade como um todo, sobretudo no mundo corporativo, há falta de referência de mulheres ocupando altos cargos. Sem dúvida nenhuma, o País ter uma presidente pode alavancar o número de mulheres assumindo grandes postos nas esferas pública ou privada, mas isso também dependerá dos resultados que forem demonstrados por essas mulheres”, diz a especialista.

Laerte Cordeiro, da consultoria em recursos humanos que tem seu nome, concorda: “Dilma leva com ela esse peso da representação feminina no Brasil e todos nós, homens e mulheres, veremos o que ela fará como líder desta nação”. Ele acredita que, se a ex-ministra for uma boa presidente, a sociedade abrirá mais portas para as mulheres em diversas atividades, tanto humanas quanto profissionais. “O mercado de trabalho, que hoje já reconhece, o crescimento das mulheres no universo corporativo, certamente ampliará esse crédito de confiança a partir do exemplo que virá de cima. Porém, se seu governo não for o sucesso que gostaríamos que fosse, é possível que o contingente feminino sofra com isso no futuro, mesmo sabendo que as mulheres profissionais no Brasil merecem louvores pelo que tem sido sua contribuição em décadas recentes”.

Pelo mundo

Com a eleição, Dilma Rousseff se integra a um seleto, porém crescente, time de mulheres poderosas mundo afora, junto de Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, Cristina Kirchner, presidente da Argentina. Ainda no continente americano, Laura Chinchilla se prepara para assumir a Costa Rica. Na África, a única mulher no comando é Ellen Johnson Sirleaf, que preside o governo da Libéria.

Dilma encara, no entanto, um desafio proporcional aos mais de 185 milhões de brasileiros que vai comandar nos próximos quatro anos, o que confere a ela o título de mulher mais poderosa do planeta, como citou o jornal britânico The Independent: dar continuidade a um momento de crescimento econômico no qual o país está sob os holofotes do mundo. “A eleição representa um grande desafio; para qualquer pessoa que assumisse esse cargo já seria um desafio, mas para a primeira mulher a ser presidente do Brasil, muito mais”, diz Flora Victoria

Quebra de paradigma

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching classifica a chegada de Dilma Rousseff à Presidência como uma quebra de paradigma. “Ela mostra que não existe justificativa para as mulheres não conquistarem altos postos. Muitas vezes, as mulheres justificam seu baixo índice de desempenho com frases típicas como: ‘É porque sou mulher’. Agora, ficou evidente que a sociedade como um todo não se interessa mais sobre essa questão de gêneros, desde que a pessoa seja competente e gere resultados”, explica.

E resultados são exatamente o que vão fazer toda a diferença para que o fato de uma mulher ser a autoridade máxima do Brasil impactar positivamente sobre a sociedade. “Quem ganhou foi a Dilma, que quebrou paradigmas e tem méritos próprios para assumir o comando do País. A nova presidente precisará, no entanto, implantar seu estilo de governo e enfrentar o enorme desafio de dar continuidade ao que o Lula fez, com a diferença de que ela não representa essa figura mitológica do Lula. As pessoas hesitarão menos em criticá-la”, explica Marlene.

A especialista considera que o estilo mais duro da nova presidente pode, sim, ser um trunfo na hora de manter o País nos trilhos. “Dizer que uma mulher poderosa durona imita homem não tem fundamento”, diz a consultora. “Ela precisa ser assertiva. Para comandar, seja a presidência ou no ambiente corporativo, a pessoa tem de ser firme. Ao mesmo tempo, precisa ser sensível a determinadas questões, como as mazelas sociais”, completa.

Atenção à trajetória

Para as mulheres que querem crescer e assumir altos postos, a eleição da nova presidente serve principalmente de exemplo. Formada em economia, Dilma Rousseff fez carreira primeiro como assessora de políticos no Rio Grande do Sul. Depois transitou por secretarias municipais e de Estado, até ser alçada ao cargo de ministra de Minas e Energia do governo Lula. Depois, assumiu a Casa Civil. “As mulheres precisam ter consciência de que uma carreira é construída por conhecimento, esforço dedicação e, sobretudo, por meio da minimização das perdas que ocorrem durante o processo”, diz Flora Victoria.

Ela explica que uma mulher que busca ter uma carreira brilhante e se tornar uma alta executiva deve se preparar fortemente e saber lidar com a autossabotagem. “Vimos que uma mulher pode, sim, chegar ao cargo máximo. Mas é preciso mostrar capacidade, o que independe do cargo. O Obama, por exemplo, não está em alta”, completa Marlene.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Segmento de serviços lidera ranking de criação de empregos

Fonte: Valor Economico


Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged):

Nos primeiros oito meses de 2004 de cada 100 empregos criados no País, 31 foram na indústria de transformação e 26 no setor de serviços.

Agora em 2010, no mesmo período, a indústria respondeu por apenas 26% das vagas; já o setor de serviços, por 35% do total. Segundo economistas,as principais razões da perda proporcional na indústria, que cresceu 11% em termos absolutos, relacionam-se ao câmbio, fator que afeta sua competitividade e os ganhos de produtividade.

No setor de serviços houve o impacto da maior formalização do emprego em razão do crescimento econômico. Entretanto, há uma questão importante no que diz respeito ao tipo de emprego criado: No Brasil quase dois terços das vagas em serviços vieram das áreas de alojamento,alimentação, manutenção e administração de imóveis; já na Índia, por exemplo, há o peso da criação de tecnologia nos serviços. E o segmento imobiliário gerou outra importante mudança na composição do emprego no Brasil – a construção civil pulou de 6% para 16% do total das vagas em razão das políticas públicas para habitação.

NETWORKING - Definição conforme Max Gehringer

Existem cinco estágios em uma carreira profissional de sucesso

No primeiro estágio
É aquele em que o funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio
O funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha.
Por exemplo, Alexandre de Contas a Pagar.

No terceiro estágio
O funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome:
Alexandre do Banco Tal.

No quarto estágio
É acrescentado um título hierárquico ao nome dele:
Alexandre , Gerente do Banco Tal.

Finalmente, no quinto estágio
Vem a distinção definitiva.
Pessoas que mal conhecem o Alexandre passam a se referir a ele como "meu amigo Alexandre, Gerente do Banco Tal'.
Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, um 'amigo profissional'.

Aí existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão numa planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais.
É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional.
Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.

Amigos profissionais são necessários.

Amigos de verdade são indispensáveis.

Algum dia - e esse dia chega rápido... - os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos, quando amizade era coisa de amadores, e não de profissionais.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Liderança servidora não é o mesmo que liderança “fazedora”

Autor: Professor Paulo Sérgio Buhrer
Fonte: www.professorpaulosergio.com.br

Existe certa confusão entre liderança servidora com a liderança fazedora. Primeiramente, quem precisa fazer o trabalho dos colaboradores, tendo em vista que estes não o realizam a contento, não é um bom líder. No máximo, seria um bom capataz, chefe, gerente.

Há autores, palestrantes, renomados no mercado, que mantêm a opinião de que a liderança de servir não gera resultados às organizações, o que é, uma grande inverdade. Há muita discussão sobre o tema liderança e, certamente, temos que respeitar as mais variadas opiniões, pelo fato de que, se onde estivermos, seja no campo das ideias ou da aplicação prática dessas ideias, estamos sempre aprendendo, evoluindo. Contudo, em assuntos como motivação, vendas, liderança, carreira, não há AXIOMAS, mas sim, caminhos em busca da excelência, poucos deles, consolidados ou imutáveis.

O que não se pode fazer é negar um conceito difundido há anos e que se mostra, pelas mais renomadas pesquisas, estatísticas, que gera resultados incomparáveis às empresas, equipes.

A liderança servidora não, necessariamente, faz com o que o líder execute qualquer tipo de trabalho. Aliás, há líderes (e esse é o papel deles) que não executam qualquer trabalho de operacionalização, mas são tão capazes de alocar pessoas e recursos certos nos lugares certos, que este é o GRANDE DIFERENCIAL: eles geram resultados no campo das ideias, das estratégias, da motivação de pessoas.

Não podemos subtrair os valores da liderança servidora, tampouco negar os resultados da LIDERANÇA RECÍPROCA, que tenho difundido sempre, por ser um conceito próprio, mas, sobretudo, porque fica fácil a percepção de que gera enormes resultados, é claro, desde que esteja alinhada aos objetivos, missão, visão e valores da empresa.

Temos que tomar cuidado para não gerarmos uma grande confusão entre a liderança que serve, e a que executa. A liderança que serve, quando o colaborador não consegue executar seu trabalho, diz: “Olha só, você me parece com um potencial muito maior do que o que vem nos apresentando. Você sabe que vivemos de resultados e, principalmente, positivos. É isso que queremos de você. Como é que podemos lhe ajudar para que você nos apresente o melhor que pode? Onde estamos errando com você, ou você e vice-versa?” Note que é uma conversa franca. O líder mostra que não está contente com os resultados, mas, que acredita no potencial do indivíduo e pede ajuda para que consigam encontrar a melhor solução.

A liderança “fazedora”, possivelmente, diria: “Bem, você não está conseguindo realizar o seu trabalho direito. Vamos chamar outra pessoa ou, eu mesmo realizo esse trabalho que me parece tão simples”. Note que não há encorajamento algum do colaborador. A liderança fazedora não treina, não promove a evolução, apenas faz e, a longo prazo, impede o crescimento da empresas, pois não promove o desenvolvimento de pessoas para que tarefas possam ser delegadas.
Servir não é no sentido de se tornar escravo dos colaboradores, aceitar a improdutividade, o descaso. A liderança do servir é treinar, dar oportunidades para que a pessoa encontre significado no trabalho e para que perceba o quanto é importante para a geração dos resultados, que precisa entregar seu potencial maior à empresa e à equipe da qual faz parte.

Numa empresa de construção civil, o líder fazedor pergunta ao seu colaborador: “o que você está fazendo?”, e este diz: “Poxa chefe, não está vendo, estou assentando tijolos”. Na liderança que serve, o líder faz a mesma pergunta e eis o que o colaborador responde: “Amigo, estou ajudando a construir o sonho de uma pessoa”.

Um belo ditado chinês diz o seguinte: dois homens caminhando por uma estrada, cada um com um pedaço de pão, quando se cruzam pela estrada e trocam os pedaços de pão, cada um vai embora com um pedaço de pão; dois homens, caminhando por uma estrada, cada um com uma ideia, quando se cruzam pela estrada e trocam as ideias, cada um vai com duas ideias embora. É fantástico, e liderança servidora não tem nada a ver com FAZER O PÃO, mas sim, em dar ideias, treinamentos, maneiras de fazê-lo, para que todos tenham pão.

Outro ponto é negar os exemplos de pessoas notórias, que deram uma enorme contribuição à liderança servidora. O fato é que, especialmente, pessoas como Gandhi, Madre Tereza, Jesus Cristo tinham outros propósitos que não a acumulação de riquezas e, certamente, é isso que aborrece a muitos o estilo de liderança que pregaram. Não meramente falando no aspecto religioso, até porque nenhum deles disse que a pobreza salva, que a pobreza faz bem, que ela enobrece o ser humano. É outro erro de interpretação. O que eles diziam é que não é interessante que UM seja bilhardário, enquanto UM BILHÃO são miseráveis, o que é plausível. O JEITO de liderar desses respeitáveis nomes não coaduna com o princípio do “POUCOS NO LUXO e MUITOS NO LIXO”.

A forma de liderança servidora e recíproca pode ser aplicada a toda e qualquer organização ou pessoa que se alinhem aos princípios destas. Obviamente que, se o único e gélido objetivo é o lucro para poucos, tais aspectos e princípios dessa liderança podem não surtir os resultados particulares esperados.

Enquanto muitos de nós ainda estudamos maneiras de promover a motivação, o interesse, de dar vida à OBRA de cada colaborador, mostrando que são peças fundamentais de uma engrenagem, esses GRANDES LÍDERES apontados, há séculos, já sabiam e faziam isso.

Um forte abraço, sucesso e felicidades, sempre!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poesia da vida!

Autor: Paulo Sérgio Buhrer
Fonte: www.professorpaulosergio.com.br



A vida é uma bela sinfonia tocada a quatro mãos
duas delas são humanas, duas delas são Divinas
a música que se ouve, promove bem-estar ao coração
ainda que muitos não ouçam tamanha obra prima

As mãos humanas se concentram no que é possível
pena que o homem reluta em acreditar na possibilidade
a Deus se reserva tudo aquilo que nos parece impossível
ainda que o homem quase não creia nesse grande verdade

A vida é um grande jardim, florido com lindas rosas vermelhas
muitos não aproveitam o perfume exalado, com medo dos espinhos
desistem, sem rumo, com medo, receio, não encontram maneiras
não se acertam, se machucam, insistem em caminhar sozinhos

O trabalho é visto com desprezo, sacrifício, sofrimento
mesmo que muitos não tenham sequer o que comer e beber
outros não agradecem por tudo que têm e são, nem pelo alimento
é uma pena que o homem quase não aprende a viver

Viver em harmonia, dando o melhor de si, o melhor para os outros
fazem o mínimo, mesmo quando dois bilhões de irmãos sofrem
a vida é sim uma bela sinfonia, pena que nossos ouvidos não prontos
ignoram a beleza das harmoniosas notas que tocam, então, morrem

Morrem ainda vivos, vegetam e não vivem, querem ter e não ser
vestem-se com as vestes da arrogância, se julgam melhores
a vida é uma bela sinfonia, que o Criador nos oferece com prazer
ainda que, talvez, chore, por perceber que muitos se tornam piores

Ruminamos o passado e temos medo do futuro
não vivemos, pelos tormentos que mais estão em nossa mente
não há no mundo lugar mais tranquilo e seguro
do que quando percebemos que esse lugar é o presente

Reclamamos de tudo, da vida, das pessoas, da falta de tempo
porém, abandonamos filhos, filhas, esposa, enfim, a família
trocamos nossa qualidade de vida por um efêmero aumento
perdemos a melhor parte da vida, isolados como numa ilha

Lutamos, brigamos, batemos e apanhamos por conquistas materiais
por elas, vendemos, sujamos, maltratamos até quem amamos
por elas, gritamos, ofendemos, nos assolamos, negociamos ideais
enquanto isso, a vida passa, ainda que muitos nem percebamos

Vemos como sucesso, quase que unicamente as abastanças
elas são boas, mas nem sempre significam felicidade
a arte de ser feliz é ser uma eterna e inocente criança
ah, como muitos torceriam para retornar a essa idade

Ainda há tempo de se alegrar, sorrir, encantar, ser solidário e não selvagem
ter o brilho nos olhos ao falar, andar, sentir, amar de verdade
fazer da vida da gente e dos demais a mais bela imagem
que faz tudo valer à pena, aprendendo a SER mais pela Eternidade

Fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!

Cabeças Criativas: Coisas de profissionais modernos!

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br

A gente só muda quando deixa de ficar surdo, partindo de um tímido mudo pelas buscas que a vida poderá nos ofertar com novos ensinamentos e modificações. O evoluir é a parte da atitude a ser combinada com a compreensão e aceitação, incluindo as pequenas e importantes coisas, para que continuemos pelos sonhos e algumas conquistas de melhorias.

Quando se tem um projeto, seja qual for o seu objetivo, deve-se em primeiro lugar identificar, aprender e saber conviver com as regras do jogo que hoje fazem a condução positiva dos que já atuam no meio. Em tudo tem seu tempo, já que não existe nada de novo que não tenha sido originado pelo velho e nada de velho que um dia não foi considerado como novo, mas o novo que dá certo é gerido por pessoas que ponderam os valores das origens com os da criação.

To aqui com meus 50 anos, e sempre dou uma paradinha para pensar no como trilhar a minha estrada, e ai vale tudo para fazer o futuro, ruas que tive que criar, buracos que desviei somados com os que me ensinaram a tapar e os muitos que ainda estarão pela frente. A vida é um desafio, e por isso não tenha dúvida que toda experiência somente traz volume para o bolso, quando tiver convergência como item facilitador para se vencer buracos. A capacidade para soluções e decisões serão sempre os valores a serem enriquecidos, para que possamos garantir continuidade nas carreiras e profissões.

As pessoas são diferentes, pintam quadros diferentes e por muitas vezes isso é um incômodo a ser superado, pois o mundo pede pela capacidade de saber lidar com as diversas tribos. Almas gêmeas só têm conflitos pelo egoísmo e vaidade, quase nunca por novidades. Nossa dedicação em cima dessas diferenças é que vão ampliar as próprias bases, construindo os ambientes reais de trocas de conhecimento, atualização e por tabela condições de produzir novidades, sejam inovações ou renovações.

Depois de tudo isso, mesmo que queira, não posso pensar nos meus “cinquentinha”, nem do tempo dos vinte e tão pouco se vou chegar ou não aos oitenta, pois nossas idades são o fruto da nossa rentabilidade, das formas como compomos nossas relações e o seu aproveitamento com o oferecer para poder receber quando da inclusão dos novos parceiros.

A você meu leitor, jovem em formação, jovem na execução e jovem pela sabedoria, enquanto a cabeça fluir, o futuro está ai para ser planejado, negociado e alcançado. No mais espero poder justificar ao som de um chuveiro o eterno calouro interpretando as canções dos meus ídolos.

Sérgio Dal Sasso: Palestras, Treinamentos e Consultoria
Conteúdo, Idéias e Palestras
Portal: www.sergiodalsasso.com.br
Escritórios: São Paulo/SP e Aracaju/SE