Palestrante Sérgio Dal Sasso

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Palestra SustentHABILIDADE com Luciano Pires (18 de Maio em Sampa)

Nosso colunista Luciano Pires realizará a palestra "SustentHABILIDADE" no dia 18 de maio no espaço Hakka em São Paulo. É imperdível e gratuita!

As Inscrições deverão ser feitas no www.istoelider.com.br . Corra, pois já são mais de 670 inscritos!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A insustentável qualidade do abastecimento

Autor: Alexandre Horta
Fonte: GS&MD

Em recentes encontros com varejistas, as conversas têm se concentrado invariavelmente nos problemas enfrentados por suas empresas devido a uma sensível piora na qualidade das entregas de diversos fornecedores. Prazos que não são cumpridos, entregas que não correspondem aos pedidos, atendimento aos pedidos de forma fracionada e em um número crescente de etapas, etc.

As consequências desse estado de coisas para o varejo são bastante conhecidas: rupturas nas lojas, perdas de vendas, entregas programadas a clientes e que não são cumpridas. Em tempos de legislação que exige o cumprimento de elevados padrões de entrega ao consumidor, isso pode representar mais do que clientes insatisfeitos e moral abalada.

Parte dessa deterioração do nível de serviço da indústria está associada à velocidade com que o consumo se recuperou desde o terceiro trimestre do ano passado. Como parte da indústria tomou decisões “conservadoras” (redução de quadros, postergação de investimentos, etc.) no momento em que a crise aportou por terras brasileiras (a tal marolinha), a capacidade delas em reagir à mudança de humor do mercado tem sido limitada. É importante registrar que, por conta das apostas conduzidas por tais indústrias, houve falta de alguns produtos de consumo já no ano passado.

No caso dos produtos que dependem de componentes importados, então, essa situação é ainda mais critica, pois os gargalos na infraestrutura de portos, aeroportos e terminais aduaneiros têm causado às empresas atrasos frequentes na liberação desses componentes e comprometido o desempenho das plantas produtivas.

A forma como o varejo tem reagido a tal situação tem variado do “choro e ranger de dentes” ao famoso “efeito chicote”, em que, por conta do desabastecimento causado por alguma circunstância, “dobra a aposta” e pode se ver em algum momento com excesso de estoque e mercadoria parada.

Situações como essas, em que o padrão da demanda se altera (e não só em termos de volume, mas também na sua característica e origens) e a qualidade com que os fornecedores abastecem decresce, são um prato cheio para decisões que podem ser excelentes no curto prazo, porém são comprometedoras no médio e longo prazo: ampliar estoques, comprar diretamente do exterior, etc.

A primeira das medidas necessárias é realizar mudanças na relação com a indústria, compartilhando problemas e expectativas e antecipando as decisões de compras, ainda que com entrega escalonada. Mesmo que tomar tais decisões possa ser entendido, em condições normais de temperatura e pressão, como algo “de risco”, maior risco é, em verdade, manter o modelo tradicional de relacionamento (todo final de mês um mistério em relação à emissão do pedido), considerando que, em momentos de relativa escassez de produtos, o poder cresce na ponta da indústria e que esta pode decidir “privilegiar” alguns em detrimento de outros.

Paradoxalmente, a forma de minimizar esse tipo de risco para as empresas de varejo passa por reforçar os procedimentos relacionados a qualificar e avaliar seus fornecedores. Ter critérios de avaliação pré-estabelecidos (um balanced scorecard de fornecedores), instrumentos de controle rígidos e estatísticas confiáveis ajuda uma empresa a “mudar de status” na visão dos fornecedores. Tipicamente, no momento em que um fornecedor tem que privilegiar alguém, por alguma circunstância, ele sempre opta por aquele que é “mais chato e exigente”, mais do que por aquele que é considerado “bonzinho e flexível”.

Do lado da demanda, por sua vez, considerando que esse panorama está aí e é preciso manter a boa relação com o consumidor (aquele senhor ou senhora que paga nossas contas), pode ser uma boa oportunidade para o varejo simplificar sua oferta e ter em conta que, em muitas das categorias de produtos existentes, o consumidor estará em busca de uma solução para sua necessidade, entre as alternativas que ele encontrar na loja (o mundo da concorrência perfeita vale relativamente pouco para determinados grupos de produtos). Dessa forma, cabe ao varejista garantir um número mínimo dessas alternativas em suas lojas. Isso equivale a dizer que a determinação do nível de serviço desejado pode ser realizada no nível categoria e não no nível produto (SKU), o que faz uma bela diferença nos processos de abastecimento; na gestão dos estoques; na maneira de expor os produtos na loja; e mesmo na forma com que os vendedores precisam apresentar e salientar as qualidades desses produtos alternativos.

Por último, como reflexão, nesses momentos em que a indústria não está atendendo adequadamente às expectativas do varejo no que se refere ao abastecimento cresce a oportunidade para reforçar (ou mesmo criar) suas próprias marcas.

De olho nos negócios do futuro

Fonte: Sebrae/SP
Autores: Sérgio Dal Sasso e João Paulo Lara de Oliveira (Fac. Trevisan/sp)

O avanço das novas tecnologias - como o uso cada vez maior de celulares, computadores e até de redes sociais - está mudando o comportamento dos consumidores e o perfil das micro e pequenas empresas (MPEs). "Os consumidores estão cada vez mais exigentes e práticos. "Com a globalização e a vida cada vez mais corrida, ganha dinheiro quem resolver os problemas e conseguir atender as necessidades do cliente. É preciso identificar oportunidades e a melhor forma de fazer isso é se capacitando", afirma Sérgio Dal Sasso, consultor, palestrante e autor do livro "Gente, Gestores e Empreendedores", da Editora ThreeC Comunicação Empresarial.

Para ele, independentemente do negócio e do ramo em que atua, o empreendedor tem de estar preparado para a chamada "era da prática do servir", que está focada mais no ser humano e em suas ambições e desejos. "Não existe negócio revolucionário. O que vivemos hoje é uma mudança de hábitos e costumes. Por isso, o empreendedor não deve se preocupar apenas com o preço, mas com a qualidade do produto e em manter um bom relacionamento com o cliente."

De acordo com o estudo do Sebrae-SP Cenários para as MPEs: 2009 a 2015, o número de MPEs no Estado de São Paulo vem se expandido a uma taxa de 5,3% ao ano. Especificamente para o setor de serviços, a taxa de crescimento do número de estabelecimentos é da ordem de 6,6% ao ano. "Entre os fatores que podem explicar esse crescimento estão a sofisticação da demanda à medida que a renda cresce, a modernização da sociedade - por exemplo, o uso da informática - e a terceirização de atividades", explica Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP.

A pesquisa indica ainda que, mantido o ritmo de crescimento para os próximos 10 anos, as MPEs do setor de serviços representarão 47% das MPEs ante 44% das do comércio e 9% da indústria. "E interessante observar que o crescimento do número de MPEs de serviços na Região Metropolitana de São Paulo é ainda mais intenso que na média paulista", destaca Gonçalves.

Oportunidades
O professor de Marketing da Trevisan Escola de Negócios João Paulo Lara de Siqueira aponta algumas áreas em expansão: mercado para idosos e solteiros, ensino à distância e sustentabilidade. "Quem oferta produto ou serviço tem de estar atento e acompanhar de perto a evolução das necessidades de seus clientes. São os consumidores que pagam a conta de toda a cadeia produtiva e que apontam as tendências de mercado."

Já a pesquisa Cenários para as MPEs: 2009 a 2015, do Sebrae-SP, indica algumas atividades de serviços com tendência a um crescimento mais expressivo nos próximos anos. Facilidade e comodidade são alguns dos motivos do crescimento de 14% ao ano dos estabelecimentos de aluguel de objetos pessoais e domésticos (como DVDs), veículos, máquinas e equipamentos, ônibus e reboques.

O setor de informática - que envolve consultoria em hardware, processamento de dados, softwares sob encomenda e manutenção de máquinas de escritório e informática - aparece em seguida com expectativa de crescimento de 12,5% ao ano no número de estabelecimentos.

Em terceiro lugar aparece o setor de transportes terrestres - rodoviário de cargas, rodoviário não-urbano, táxis, transporte escolar e serviços de excursão -, com crescimento de 9,6% ao ano. Com base no estudo, as atividades auxiliares de transporte, incluindo agências de viagem, estacionamentos, armazenamento, depósito e organização de cargas, também serão beneficiadas e possuem previsão de crescimento de 7,1% por ano.

"Diante do avanço da tecnologia e das novas tendências de consumo, os proprietários de micro e pequenas empresas têm, ao mesmo tempo, um desafio para os próximos anos: investir em inovação e aproveitar as oportunidades, conclui Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Filhos - Franquia

Autor: Mauro Schaan
Fonte: GS&MD

Greg Nathan é um dos sábios da ciência das redes de negócios. No 1o Fórum Internacional de Gestão de Franquias e Redes de Negócios, na semana passada em São Paulo, resumiu suas principais teorias de comportamentos sustentáveis entre franqueadores e franqueados. Contou histórias de sucesso e de fracasso, ilustrou os principais fatores de desenvolvimento de várias redes internacionais e deu um show de bom humor e sotaque australianos.

O que o Greg não pode imaginar são as relações e associações que podem ser tecidas em cima de suas teorias.

E aqui vai uma: os filhos da nossa geração podem ser administrados como Franquias!

Faz sentido, não? “Emprestamos” a nossos filhos, por um período determinado de tempo, nossa MARCA e nosso KNOW-HOW para que eles possam se desenvolver, partindo de uma base mais consistente da que teriam se fossem caminhar sozinhos. Recebemos amor, através de royalties permanentes, como meio de pagamento por nossos “serviços” como pais. É exatamente o princípio do processo de franchising!

Pois vejamos a prova da hipótese, segundo Greg Nathan, baseada nas sete tendências que levam ao sucesso uma relação do franqueador com seus parceiros franqueados.

1 – O Recrutamento tinha foco em Vendas. Agora o foco é em Qualidade da Seleção.

OK essa é fácil. Darwin já provou esse ponto. É comum que um casal se escolha buscando sinais de que a relação produzirá uma ninhada saudável e com os melhores pontos genéticos combinados. Os filhos de nossa geração têm muito mais acesso a informação. Têm uma maior oportunidade de fazer boas escolhas. Usamos tudo isso como apoio à sua educação.

2 – O Apoio de Campo sai da postura Policial e passa a adotar um caráter Treinador.

Outra comprovação da hipótese. Nós todos não reclamamos que a geração de nossos pais era mais repressiva? E que nós gostaríamos de educar nossos filhos ensinando e não policiando? Fácil. É uma tendência que pais modernos participem mais do processo educativo como conselheiros do que como controladores.

3 – Comunicação: migra de mão única para uma comunicação em via de mão dupla.

Outra barbada. Repetimos a explicação anterior. Queremos mais diálogo com nossos filhos e que eles também tenham a liberdade de contar tudo para nós. (ok, essa segunda parte é para que fiquemos tranquilos que eles não estão fazendo nada de errado e não porque queremos ouvir todo aquele blablablá adolescente, mas não invalida a justificativa)

4 – Marketing – antigamente Propaganda, atualmente: Engajamento na Comunidade.

Acabamos encampando as associações de pais e mestres, eventos chatos na escola, recolhimento de lixo reciclável e outras campanhas de responsabilidade social como acessórios na educação de boas práticas a nossos filhos. O fato de participarmos disso dá o exemplo que gostaríamos que eles seguissem. Ponto para a hipótese, de novo.

5 – Gerenciando Conflitos – no passado Litígio, presentemente Mediação.

Ah, essa nem tem graça. Ler as explicações 2 e 3.

6 – Liderança: da Repressão a Colaboração

Parece livro de ajuda para a boa criação de filhos. Claro que concordamos que não queremos uma relação baseada em repressão e sim que nossos filhos façam parte de uma ambiente de cooperação!

E, por fim o último e derradeiro teste de que a teoria funciona...

7 – Financeiro: foco no Lucro e não na Receita.

Hmmmm. Filhos, lucro. Como? Com a fortuna que gastamos com eles? Nunca dá lucro, é prejuízo na certa! Ok, do ponto de vista emotivo poderia ser explicado. Não. Isso não é lucro, isso é receita Já sei! Criar os filhos é bom um lucro para o ego! Não, também não. Outra: o amor que temos por nossos filhos é um lucro imenso. Papo furado Também não funciona. Filhos e Lucro: definitivamente duas palavras que não combinam.

Que pena! Lá se vai a hipótese por água abaixo!

Mas, enfim, o que interessam são as tendências. Greg Nathan demonstra que as melhores práticas de gestão estão diretamente ligadas a melhores efeitos no desenvolvimento de redes de negócios. Um relacionamento construído com base no respeito mútuo, e não no imediatismo do retorno sobre o investimento, tem mais possibilidades de atingir melhores resultados. Não há licença poética que consiga discutir que isso é um negócio que visa rentabilidade, mas nem por isso valores básicos da sociedade podem ser dispensados.

Viu? Até nisso a teoria dos filhos-franquia é defensável. Só não funciona quando misturamos família e dinheiro.

Mas isso é uma hipótese já provada há muito tempo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Lentidão ou desconcentração no trabalho? Problema pode estar na alimentação

Autor:Gladys Ferraz Magalhães
Fonte:InfoMoney

Lentidão, indisposição, sonolência ou pouca concentração no trabalho para muita gente é reflexo de desmotivação. Porém, segundo a diretora do Sindicato dos Nutricionistas do estado de São Paulo, Madalena Vallenoti, o problema pode estar na má alimentação.

De acordo com ela, indivíduos que não têm o hábito de tomar o café da manhã, por exemplo, são regularmente lentos, indispostos e desconcentrados.

Já aqueles que costumam exagerar no almoço, optando sempre por alimentos gordurosos, costumam ser sonolentos depois deste horário, apresentando forte queda no rendimento.

E o cafezinho?

Diante de tais situações, muitos profissionais acabam recorrendo ao bom e velho cafezinho, contudo, alerta a nutricionista, o excesso de café ou alimentos do tipo cola pode fazer com que o trabalhador tenha mais dificuldade em se concentrar, ou mesmo em manter o humor.

“O nosso organismo necessita de energia e a ilusão de que um cafezinho preto, puro, irá acordar, pode ser realidade, porém por pouco tempo (…) Além disso, se a pessoa tomar mais café do que consegue processar, pode ter mais dificuldade em se concentrar, ou mesmo manter o humor”, diz ela.

Trabalho noturno

Madalena observa ainda que pessoas que trabalham no período noturno devem ter atenção redobrada com a alimentação. Isso porque, durante o dia, este profissional não consegue repor as energias necessárias, tendo maior propensão à fadiga crônica, à queda no desempenho, ao erro e a acidentes de trabalho.

Assim, orienta ela, tais pessoas devem optar por uma alimentação de mais fácil digestão, rica em verduras, carnes brancas, sem frituras, com preferência para assados, cozidos e grelhados, além do arroz e feijão sem o acréscimo de carnes gordas ao seu preparo.

No que diz respeito às sobremesas, a melhor opção são as frutas, pois os doces ou o excesso de açúcar pode causar sonolência, desatenção e ainda colaborar para o aumento dos níveis de glicemia.

“Deve evitar preparações muito gordurosas, pois os trabalhadores noturnos apresentam mais queixas de azia, dores abdominais e constipação, além da maior tendência ao aparecimento de doenças cardiovasculares e coronarianas, por conta do maior consumo de bebidas cafeinadas, alcoólicas e o fato de fumar mais".

Como se alimentar, então?

Independentemente do horário de trabalho do profissional, para se sentir mais disposto e render mais no ambiente de trabalho, é necessária a adoção de uma alimentação saudável, evitando o excesso de industrializados; equilibrada, com carboidratos, proteínas e hortaliças; e colorida, para ter maior oferta de nutrientes ao organismos.

Comer de forma variada e com porções moderadas, não pulando refeições (de 5 a 6 por dia ) também são atitudes importantes, segundo a nutricionista. Na tabela abaixo, um resumo dos alimentos amigos do trabalho e dos inimigos.

Alimentos

Amigos do trabalho:Frutas (as ricas em vitamina C, especialmente) e verduras Excesso de cafeína
Leite e derivados, que são ricos em triptofano Bebidas alcoólicas

Inimigos do trabalho: Nozes e frutas oleaginosas, com moderação pelo alto conteúdo calórico; e gergelim Alimentos e preparações gordurosas
Tofu (queijo de soja) Doces em excesso

Vendas online devem crescer 40% no Dia das Mães

Fonte: Mercado & Consumo

Uma projeção a e-bit indica que as vendas online no Dia das Mães devem chegar a R$ 620 milhões neste ano, 40% mais, em termos nominais, que no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a entrada de novos players no mercado e as promoções que serão feitas pelo varejo deverão alavancar as vendas. As categorias mais vendidas deverão ser Cosméticos e Perfumaria, Eletroportáteis, Eletrodomésticos, Eletrônicos, Telefonia Celular e Flores e Cestas.

A utilidade no desenvolvimento de pessoas

Autor:Daniel Maganha
Fonte: GS&MD

Primeiramente, vamos falar sobre o que todo mundo já sabe...

Ao estruturar um Programa de Desenvolvimento para seus colaboradores, uma empresa deve, em primeiro lugar, planejar sua proposta de aprendizagem. Isso compreende muito mais do que estabelecer os temas e conteúdos de um simples treinamento: a solidez está em transmitir mensagens claras e contar com mecanismos pelos quais o participante pode reter informações e ampliar sua visão, suas habilidades e seus conhecimentos.

O desenho instrucional, ou seja, o detalhamento de conteúdos, formatos e métodos de um Programa de Desenvolvimento de Pessoas, propõe, assim, uma solução corporativa na formação de colaboradores. Essa proposta é formal, devendo seguir trilhas de aprendizagem; proporcionar lógica de conteúdos; possuir sistema de avaliação; e estar atrelada a reconhecimentos organizacionais. Um programa bem estruturado possui, portanto, medição do quanto o colaborador “melhorou” (seu desempenho, seu comportamento, sua visão), controles, indicadores, provas etc. E prevê também resultados, processos, metas e gestão sobre o desenvolvimento do participante.

O mais importante é que toda a estrutura montada para um Programa de Desenvolvimento deve ser gerida e trazer resultados, fazendo com que ele se torne útil à empresa e aos participantes.

Atenção: ÚTIL.

Bem, até agora, nada de novo.

Mas... será que é só isso?

Será que um Programa de Desenvolvimento deve se limitar às suas propostas formais de aprendizagem? Será que apresentar-se como “aprendizado útil” para os colaboradores deve ser sua única preocupação? Ou existe algo além da utilidade?

Bem, não é possível negar aqui que apresentar-se como “útil” faz com que um Programa de Desenvolvimento de Pessoas ganhe credibilidade e relevância dentro de uma proposta de aprendizagem corporativa, além de despertar interesse imediato e genuíno por parte da empresa e dos colaboradores. Christiane Prange (em Aprendizagem organizacional: desesperadamente em busca de teorias) qualifica como “útil” a proposta de aprendizagem corporativa que traz soluções práticas para os problemas do “mundo real”, mas a autora entende que o desenvolvimento de pessoas pode ir muito além desse conceito.

Surge aqui uma nova abordagem no desenvolvimento de pessoas – a “praticabilidade”. Esse novo conceito foge do utilitarismo puro (“só tem valor aquilo que é estritamente útil à organização”) e das respostas únicas para enfrentar os problemas, adotando uma postura socialmente construída para responder às demandas do dia a dia das empresas. É como se esse novo aprendizado se propusesse a ensinar a pensar, interpretar e criar alternativas.

Parece óbvio.

Vamos a um exemplo.

Um importante banco, com atuação nacional, recentemente abriu seus servidores para construção e acesso a blogs pelos seus funcionários. Qualquer um pode escrever sobre o que quiser naquele espaço virtual, dando a todos liberdade para falar de seus hobbies, criar comunidades, contar sobre viagens etc. O interesse dos colaboradores pelos blogs dos seus colegas foi imenso e criou uma revolução na informalidade corporativa – de repente, todos se transformaram em pessoas que podiam compartilhar experiências e criar identidade entre si.

Estrutura-se, aqui, não mais um processo corporativo, mas sim social no desenvolvimento de pessoas. E esse é um grande desafio para muitas propostas de aprendizagem corporativas. Um processo social, por princípio, não é passível de gestão via controles e indicadores tradicionais porque tem na socialização sua grande válvula de aprendizagem. Em uma inversão dos processos corporativos, a informalidade ganha espaço na troca de informações, compartilhamentos, criações, investigações e interações pelos participantes. Não apenas a sala de aula é entendida como ação de desenvolvimento de pessoas – a conversa informal durante o café, uma reunião, a criação de um blog, a rede social, uma viagem, o contato com a família... tudo é oportunidade para aprender. Mais do que isso, nessa realidade o colaborador não é mais receptor de informações e alvo de desenvolvimento – ele se torna o agente da aprendizagem organizacional, ensinando e aprendendo ao mesmo tempo, em um fluxo contínuo de oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

Entram em cena aspectos jamais questionados pelos Programas de Desenvolvimento tradicionais: como fazer a gestão da informalidade? Como estimular aspectos como diversão, prazer, interesses pessoais, conversas de corredor? Como saber se essa informalidade reforça as mensagens que se quer transmitir na proposta de formação de pessoas da empresa?

Antes que uma luz no fim do túnel se acenda, é preciso reforçar: não há como gerir a aprendizagem informal tal como se gere a aprendizagem formal, com números, relatórios, provas e controles. A informalidade reúne em si dimensões menos explícitas dentro das organizações, como confiança, liberdade, satisfação, aprender “sem querer”... Medir essas variáveis demanda análises contínuas de cultura organizacional – o que é bem mais complexo do que construir uma planilha de notas de uma prova formal de retenção. Aqui não há mais processamento de informações, mas sim percepções e constante evolução.

E tudo isso, de alguma forma, a gente já sabe.

Mas, como fazer acontecer?

Não há respostas incorretas para essa pergunta. Há apenas oportunidades de transformar qualquer situação de aprendizagem em um processo social. Por isso, no momento planejar um Programa de Desenvolvimento de Pessoas, é fundamental prever que muito do aprendizado real do participante será informal e que não há como medir isso com números e, muito menos, rejeitar essas oportunidades de aprendizado. Uma boa proposta de aprendizagem é aquela que cria situações em que a informalidade existe e potencializa suas mensagens organizacionais.

sábado, 17 de abril de 2010

Terceiro Setor - Mundo Desigual - Por Planeta Voluntários

Fonte: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.
Autor: Marcio Demari


"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."

Desigualdade Social

21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;

No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.

A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas c ondições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;

A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.

Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibil idade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Inadimplência do consumidor deve crescer no segundo semestre

Fonte: Mercado & Consumo

O segundo semestre de 2010 deverá ser de alta na inadimplência do consumidor, de acordo com uma projeção da Serasa Experian. O Indicador de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor registrou, em fevereiro, uma alta de 1,6% na comparação mensal, a sexta consecutiva, chegando a 101 pontos, o maior nível desde abril do ano passado. O índice projeta com seis meses de antecedência os movimentos cíclicos da inadimplência e o fato de estar acima de 100 pontos indica uma trajetória de ligeira elevação nos índices. Para a Serasa Experian, o crescimento acelerado do endividamento dos consumidores nos últimos trimestres e a perspectiva de elevação da taxa Selic devem elevar a parcela da renda das pessoas físicas comprometida com pagamentos de juros e amortizações de empréstimos, o que tende a contribuir para a elevação da inadimplência.

Vendas: Integrar para promover melhor

Autor:Rodrigo Catani
Fonte: GS&MD

A promoção de vendas é uma das estratégias de incremento de demanda mais utilizadas pelas indústrias e pelo varejo em todo o mundo. De modo geral, tanto compradores de varejo quanto consumidores se sentem tentados a não “perder um bom negócio”. Do ponto de vista do varejo, é um poderoso instrumento para gerar mais tráfego nas lojas, aumentar as vendas por impulso e promover produtos complementares. Do lado da indústria, é uma excelente ferramenta para antecipar pedidos do varejo, gerar vendas adicionais e acelerar a introdução de novos produtos. Muitas vezes, porém, não se considera adequadamente o comportamento do consumidor nessas situações e os impactos das promoções na cadeia de abastecimento.

As promoções geram comportamentos distintos nos consumidores, que variam de acordo com muitos fatores, tais como categoria de produtos, valor agregado do produto, hábitos de consumo, classe sócio-econômica e percepção do quanto é realmente um bom negócio, dentre outras. Estudar continuamente os efeitos gerados pelas promoções na demanda é fundamental para avaliar sua efetividade e dimensionar adequadamente a elasticidade da demanda. Nos casos em que a promoções geram vendas adicionais, o varejista precisa estar pronto para alocar mais produtos para as lojas, ter estoque suficiente para garantir disponibilidade nas áreas de vendas e capacidade de reposição para o período pós-promoção. Nos casos em que as promoções geram simplesmente antecipação de vendas, é necessário entender que o nível de vendas nos períodos subsequentes à vigência da promoção não se manterá. De qualquer modo, em ambos os casos, é preciso entender o incremento previsto nos produtos promocionados e o decréscimo previsto nos produtos substitutos e/ou concorrentes.

Como o objetivo maior de uma promoção de vendas sempre deveria ser gerar mais vendas ao consumidor final, ou seja, aumentar o “sell-out”, as análises mais estruturadas deveriam estar sob responsabilidade dos varejistas. Atualmente, existem muitas ferramentas analíticas que conseguem cruzar gigantescas bases de dados e utilizar algoritmos que permitem aumentar a previsibilidade das ações promocionais. Devidamente modeladas, podem propiciar análises muito interessantes que servem de base para identificar oportunidades de melhorias. Varejistas que compreendem bem esse processo e conseguem trabalhar em conjunto com os fornecedores, além de serem mais efetivos, têm mais facilidade para captar verbas cooperadas.

Geralmente, as promoções de vendas no varejo são definidas pela área Comercial e/ou Marketing. Se as áreas de Logística e Abastecimento forem envolvidas somente no final do processo, aumenta significativamente o risco de falhas. Em uma situação normal, o consumidor já se sente frustrado quando não encontra o que procura em uma loja; em uma promoção, a ruptura de estoques é inaceitável, até mesmo por questões legais garantidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Portanto, um estreito alinhamento entre as áreas, começando pelo planejamento das promoções e metas convergentes e compartilhadas, é um ponto fundamental para garantir a eficácia de todo o processo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Lançamento Audiolivro de Eduardo Shinyashiki (Em Curitiba 27/04)

Pessoas: fundamentais para a Inteligência nos negócios

Autor: Fausto Fernandes
Fonte: metaAnálise


Para Victor Acquaviva, responsável pela área de market intelligence da empresa, implantar a cultura de inteligência nos colaboradores é essencial para que estes colaborem com informações relevantes.

A rede O Boticário tem cerca de 1.700 funcionários, 915 franqueados e mais de 10 mil empregados indiretos. Como fazer para que esta equipe contribuacom a área de Inteligência? Foi essa questão que, Victor Acquaviva, responsável pela área de market intelligence da companhia, discutiu na 11ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva, realizada pelo IBC. No painel “Como utilizar as pessoas como fonte de inteligência?”, o executivo mostrou como o processo é realizado na empresa.

A companhia possui boletins de caráter nacional e regional, análise semanal sobre a concorrência, mapeamento do perfil dos concorrentes (tanto nacionais, quanto internacionais), geomarketing, análise de mídia e monitoramento de preços. “Os colaboradores são peças-chave para o funcionamento da área, porque agregam informações, muitas vezes, de extrema importância”, disse Acquaviva.

A rede possui um sistema de coleta de dados primários no “Radar”, portal para funcionários e fornecedores. Para justificar essa criação, o executivo citou pesquisa da SCIP que aponta que 80% das informações dos concorrentes está dentro da própria empresa. “Procuramos aplicar uma cultura da Inteligência, a importância de se passar informações para o crescimento da companhia”.

Como funciona

Os colaboradores enviam as informações para o sistema (só entram dados primários), depois há um processo de validação dos dados, “vemos principalmente a forma de coleta da informação”. Acquaviva disse que a companhia pensou em dar algum tipo de prêmio aos colaboradores que contribuíssem, porém, viram que não traria bons resultados, já que os funcionários poderiam enviar dados somente pelos prêmios. A solução encontrada foi o envio de um “relatório de retorno”, “com isso, o colaborador se sente mais valorizado”.

O “Radar” tem cerca de seis mil acessos diários de colaboradores e 1500 de fornecedores. “Conseguimos subir cerca de três ou quatro notícias enviadas por nossos colaboradores e apuradas pela área de IC por dia. E os nossos colaboradores são parte fundamental desse sucesso”, finalizou.

Mau uso das redes sociais causa demissões e polêmicas

Autor:Vinicius Costa
Fonte> CanalRH


Com uma leve pressão no mouse, o mundo nos observa com olhos curiosos enquanto nos expomos na grande tribuna global. Facebook, Orkut, Linkedin, twitter, YouTube, Blog, MySpace, MSN… Rede ou mídia social, essas ferramentas virtuais estão definitivamente imersas no nosso cotidiano. Já deixou scraps no Orkut para o amigo de infância que não via há dez anos, paquerou pelo Facebook, procurou trabalho pelo Linkedin, acompanhou, do trabalho, o que o filho fazia em casa pelo Messenger e assistiu à festa de aniversário do irmão pelo YouTube? Se fez uma dessas coisas, sim, você está plugado. E muitos de nós estamos.

É por essa razão que a sociedade começa a chegar ao consenso de que tamanha comunicabilidade deveria exigir responsabilidade à altura, porque a decisão de participar dessa gigante rede de contatos tem impacto sobre a vida das pessoas, principalmente no mundo do trabalho, onde uma informação divulgada de forma deturpada pode causar demissões e estragos financeiros. Uma responsabilidade que nem sempre alguns profissionais conseguem ter.

Como no caso do então diretor Comercial da Locaweb, que, no dia 30 de março, utilizou palavras agressivas no seu twitter para achincalhar o time do São Paulo durante um jogo contra o Corinthians. O curioso é que a empresa estava patrocinando o São Paulo nessa partida do Campeonato Paulista. A situação poderia ter passado despercebida se, no final, ele não tivesse postado o nome da empresa, o que poderia sugerir um comportamento condizente da Locaweb com a declaração do colaborador. A mensagem se espalhou rapidamente e ganhou as páginas de notícias. O resultado foi o desligamento dele do quadro de funcionários em comum acordo com a empresa, segundo informações de Guilherme Mazzolla, gerente de RH da Locaweb e porta-voz sobre o assunto. “O próprio Alex Glikas decidiu desligar-se da empresa após o ocorrido”, afirma.

O que ocorreu na Locaweb foi apenas um caso dentre muitos que sempre despontam na mídia. Entre eles, há o de um brasileiro que se vangloriava em sua página no Orkut de furtar notas fiscais da empresa em que trabalhava. Ele foi demitido por justa causa, entrou com uma ação trabalhista pedindo reintegração ao emprego e indenização por danos morais. A desembargadora Edna Pedroso Romanini, doTribunal Regional do Trabalho, rejeitou os pedidos.

Um outro caso foi de um colaborador do setor têxtil que postou no YouTube um vídeo dando um cavalo de pau com a empilhadeira da empresa. Também foi demitido por justa causa, pediu reintegração ao emprego, mas a juíza Elizabeth Priscila Satake Sato, da 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba, negou o pedido considerando que o colaborador usou a máquina de forma indevida durante o horário de trabalho.

Em todas essas situações, a empresa poderia ser prejudicada, e a demissão por justa causa entra como instrumento de defesa legal, considerando que não existe lei específica no Brasil sobre o uso dos meios virtuais – as mesmas regras contemplam as mesmas ferramentas eletrônicas, como e-mail, twitter, blogs etc. Segundo o advogado trabalhista Alan Sasson, sócio do escritório Valentim, Braga e Balaban Associados, a demissão por justa causa está prevista quando o colaborador descumprir alguma obrigação legal ou contratual.

Nos casos de má utilização de mídias e redes sociais, o argumento para o desligamento do colaborador é o mau procedimento em relação às regras internas da empresa. “O profissional é pego em conduta passível de justa causa”, diz. Sasson defende a criação de leis específicas sobre o assunto, mas que sejam abrangentes, porque as tecnologias passam por evolução de forma ininterrupta e é impossível que a Justiça siga esse ritmo. “Não há código de conduta de direito eletrônico, mas precisamos criá-lo para coibir de forma mais específica cada caso.”

Para o advogado, as empresas ainda caminham a passos lentos quando o assunto é criar formas de se defenderem dessas situações, principalmente porque a maioria não se conscientizou de que seu capital está nos documentos que são repassados por meios eletrônicos. “Esse é o grande valor agregado das empresas atualmente”, diz Sasson, lembrando que há dois tipos de instrumentos que poderiam impedir desgastes das empresas com a Justiça: a criação de cláusulas nos contratos de trabalho e políticas internas para a utilização das mídias sociais. O passo seguinte, segundo ele, seria criar sistemas de monitoramento, para acompanhar o uso desses instrumentos. “Mas o colaborador precisa saber, porque ninguém pode ser espionado”, ressalta.

Política interna

A Locaweb estava formalizando uma política interna de orientação para o uso do ambiente virtual quando ocorreu o fato com Glikas. “Acreditamos que uma política clara, aliada a um compartilhamento adequado com as pessoas, que seja construtiva e educativa, reforçando os valores corporativos, possivelmente ajude os colaboradores a terem uma visão melhor sobre como interagir online de uma maneira madura e profissional”, diz Mazzolla.

O gerente de RH diz que, apesar do ocorrido, a Locaweb continuará a utilizar as mídias e as redes sociais como ferramentas para interagir com os clientes e para uso interno. Ele lembra que as mídias sociais permitem uma maior interação entre os funcionários e suas redes de colegas, trazendo novas idéias, acompanhando o pulso do mercado e abrindo novos canais de comunicação com o cliente. “A Locaweb, por ser uma empresa de internet, jovem e moderna, sempre encorajou seus funcionários a utilizar as redes sociais com bom senso e respeito e acredita que a participação da marca nas redes sociais é de extrema importância.”

Apesar da grande utilização da internet pelos brasileiros (67,5 milhões de usuários, segundo pesquisa Ibope/Nielsen divulgada em dezembro), levantamento da manPower com 34 mil profissionais em 35 países mostra que 55% das empresas brasileiras têm alguma política para restringir o uso das mídias sociais pelos colaboradores.

O número do levantamento, divulgado no início de 2010, é significativo quando comparado à média mundial de 20%. Isso quer dizer que a realidade de uso dessas ferramentas pelos colaboradores da Locaweb é privilégio de poucos.

Contudo, é compreensível que uma parcela considerável das corporações limitem o uso das mídias sociais porque utilizar a plataforma de acesso à internet pode trazer problemas técnicos às empresas, lembra Fábio Tadashi, gerente de RH da operadora Vivo, que libera sua rede para que os colaboradores utilizem mídias sociais (Orkut e Facebook ainda não são acessados, também por questões técnicas, mas já há projeto interno para liberá-los em um futuro próximo).

Segundo ele, para empresas do setor de tecnologia, e que tenham colaboradores com faixa etária jovem, liberar o uso de ferramentas virtuais é mais prático. No caso da Vivo, por ser uma operadora de telefonia celular, parcela considerável dos seus profissionais têm aparelhos que permitem acesso às redes e mídias sociais, como os Smartphones, o que dispensa o uso dessas ferramentas pela plataforma da empresa, mas ninguém é impedido de utilizá-la. O RH até usa o Linnkedin para buscar e contratar profissionais. "Temos encontrado colaboradores com excelentes currículos por essa ferramenta”, revela Katima Minzuni, analista de Recursos Humanos da corporação.

Desde 2008, a operadora vem discutindo internamente seus valores como empresa, e percebendo que seu negócio é conectar pessoas e não apenas vender pulsos. Esse contexto de mudanças corporativas fez com que a empresa se conscientizasse da importância do uso dessas ferramentas e desenvolvesse um planejamento para potencializar esses canais de contato com todos, inclusive criando um comitê com profissionais de vários departamentos, que se reúne mensalmente, para criar estratégias para as mídias.

A Vivo está há menos de um ano consolidando uma política interna de uso das mídias, com a construção de um pequeno manual para nortear seus colaboradores. “Estamos realizando um trabalho para criar uma cultura de responsabilidade e maturidade das pessoas ao utilizarem as mídias, para que percebam os riscos que uma empresa corre ao disponibilizar certas informações”, diz Tadashi. Mesmo sem uma política consolidada, o trabalho interno do RH vem funcionando; nunca houve na empresa um caso como o da Locaweb, segundo o executivo.

A implantação de uma política interna para o assunto pode ser a saída, mas há quem acompanha o ambiente corporativo e duvide que rígidas determinações possam ser suficientes para coibir o mau uso das mídias sociais, principalmente porque as gerações mais novas não entendem as regras da mesma forma que as gerações mais velhas.

Para a consultora Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, o momento histórico faz as pessoas confundirem a noção de ambiente, sem saber se estão aqui ou lá, principalmente quando usam uma ferramenta virtual. Ou seja, ao postarem algo no twitter para um amigo, esquece-se que não é apenas o conhecido que vai ler, mas o mundo inteiro. “Todos esses profissionais, como o da Locaweb, não são burros e sabem o que podem dizer ou não, e criam essas situações constrangedoras porque não têm consciência do limite de lugar onde estão e suas consequências.”

Ela acrescenta que as empresas deveriam realizar um trabalho de discussão profunda sobre as mídias, e não somente determinar o limite de uso, sem permitir uma discussão do mundo atual e todas as suas possibilidades. “Falta consciência do limite de existência do outro.”

Como usar bem as redes sociais

Eis algumas dicas da consultora Eline Kullock para corporações e colaboradores ficarem alertas sobre o comportamento em relação à sua utilização:

Empresa

- Oriente os colaboradores sobre exposição em demasia nas mídias sociais.

- Estabeleça critérios de utilização dessas ferramentas, denominando porta-vozes.

- Crie e mantenha canal aberto para dúvidas para todo tipo de comunicação realizada pelos colaboradores.

- Lembre a todos da necessidade de ser profissional em quaisquer posicionamentos, seja em relação à internet ou a outros veículos.

Colaborador

- Avalie sua opinião no mercado e na empresa antes de postar qualquer declaração; quanto mais alto o cargo, maior a responsabilidade.

- Conscientize-se sobre quem ou o que deverá ser atingido com seus posicionamentos; chefes, subordinados ou clientes podem ler o que você postou.

- Pense que internet é ambiente público e a repercussão é rápida e abrangente;

- Não se comprometa com assuntos que não são de sua responsabilidade; há razões para a empresa ter porta-voz.

- Pense no futuro e como suas opiniões poderão impactar sua profissão.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Concentração de mercado?

Autor: Renato Müller
Fonte: GS&MD

Em 1993, Sylvester Stallone estava em uma fase da carreira em que se dava ao luxo de satirizar a si mesmo. Depois de fazer cinco filmes da série Rocky e três Rambos, consagrado como ator de filmes de ação, ele decidiu não se levar nem um pouco a sério. Nessa fase está um filme bem interessante: “O Demolidor”. Em uma movimentada paródia dos blockbusters que o projetaram, Stallone faz o papel de John Spartan, um policial que, depois de passar 40 anos em uma câmara criogênica, é descongelado para perseguir um criminoso sanguinário (Simon Phoenix / Wesley Snipes) em um mundo em que a polícia está completamente despreparada para lidar com esse tipo de problema, uma vez que Los Angeles tornou-se uma cidade utópica, onde todos vivem em paz e o pensamento politicamente correto chega ao ponto de proibir o consumo de hambúrgueres.

No filme, que arrecadou cerca de US$ 168 milhões nas bilheterias de todo o mundo, há inúmeros momentos espirituosos (como aquele em que Stallone se surpreende ao saber que Schwarzenegger foi eleito presidente) e em uma dada ocasião a personagem de Sandra Bullock convida Spartan para jantar no Taco Bell, explicando que, desde que a empresa venceu a guerra do fast food, todos os restaurantes da cidade têm a mesma marca! Um exagero futurista que vem bem a calhar com toda a discussão recente a respeito do aumento da concentração no varejo brasileiro, em especial no setor eletroeletrônico.

O fato é que desde os tempos de Adam Smith a dinâmica do capitalismo leva a uma acumulação de capital nas mãos de poucos grupos, mais bem preparados e capazes de não apenas compreender, mas antecipar as mudanças tecnológicas, sociais e comportamentais. Das fábricas de tecido na Inglaterra no século XVIII à indústria de alimentos mundial de hoje, passando por todos os segmentos de mercado, existe um constante movimento em que um mercado fragmentado, ao ganhar corpo, começa a ter algumas empresas líderes, que tornam-se mais fortes e crescem mais rápido que os concorrentes, ocupando mais espaços no mercado. Não apenas pelo crescimento orgânico, mas também por fusões e aquisições, esse processo leva à criação de alguns poucos grupos que dominam parcelas expressivas do mercado.

Entretanto, no varejo brasileiro esse processo ainda está em evolução. Se nos supermercados os cinco maiores operadores detêm cerca de 45%, em países como o Reino Unido esse percentual chega aos 75%. Mais próximo daqui, no Chile dois grupos detêm a quase totalidade do varejo supermercadista, três empresas controlam o setor de farmácias e outras três, as lojas de departamentos.

Por conta disso, ao longo do tempo surgiram diversas alternativas para que o pequeno varejo não apenas subsista, mas prospere contra a maré aparentemente irreversível de consolidação. Um exemplo são as franquias. Sob esse modelo, cada pequeno empresário não apenas continua no mercado, como ganha novas ferramentas e todo um arsenal de conhecimento trazido pelo franqueador, para dessa forma crescer, abrir novas lojas, continuar a se expandir. Ou ainda as Centrais de Negócios, em que pequenos operadores independentes assumem uma marca comum e, patrocinados ou não por um player maior (que pode ser um atacadista interessado em manter sua força de mercado ou um varejista que percebe que em certas regiões não possui o entendimento da cultura local ou o formato de negócios mais adequado), unem forças para desenvolver compras, logística, marketing, comunicação e muitas outras atividades.

Essas alternativas de inclusão do pequeno varejo no grande tabuleiro de xadrez das redes cria casos interessantes, em que os pequenos, se considerados sob a bandeira única na qual trabalham, são maiores que muitos “grandes”. Um exemplo é a Euronics, segunda maior varejista de artigos eletrônicos da Europa, com 11.300 pontos de venda em 29 países (todos varejistas independentes) e faturamento conjunto de 14,4 bilhões de euros em 2008. No Brasil, a rede de serviços automotivos DPaschoal buscou operadores independentes ao perceber que não conseguiria levar seu modelo de lojas para cidades menores e, em vez de estabelecer uma concorrência direta, realiza um trabalho de capacitação desses operadores, em um movimento em que a rede, os operadores independentes e os consumidores saem ganhando.

É evidente que as atenções da imprensa se concentram nas grandes fusões e aquisições que envolvem líderes de mercado, devido ao seu impacto no mercado e na sociedade e ao seu potencial midiático. Entretanto, pintar, a partir daí, cenários de monopólio é ignorar não apenas o grau de consolidação da própria indústria, mas principalmente a capacidade de inovação dos pequenos e médios operadores, que não estão dispostos a ficar parados esperando serem engolidos.

Alternativas existem, para todos os gostos: franquias, licenciamento, Centrais de Negócios, sócios-empreendedores. É uma questão de ousar. E usar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Crédito ao consumidor deve diminuir este ano

Fonte: Mercado & Consumo

A oferta de empréstimos ao consumidor deve diminuir neste ano, mas de forma gradativa, segundo o Indicador Serasa Experian de Perspectiva do Crédito ao Consumidor. O índice apresentou em fevereiro uma queda de 0,4%, no terceiro recuo consecutivo, ficando em 103,8 pontos. No entanto, a perspectiva é que a oferta ainda se mantenha alta, com os índices sempre próximos a 100. A retirada dos estímulos fiscais às aquisições de eletroeletrônicos, móveis e veículos - por meio da isenção do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) – tem contribuído para uma diminuição geral na oferta de crédito. A previsão de alta nos juros, por meio da taxa básica, a Selic, também deve ajudar para um crescimento mais moderado dos empréstimos bancários a partir deste trimestre. A oferta de crédito imobiliário neste ano, financiado com recursos direcionados (poupança, FGTS), também irá contribuir para uma desaceleração do crédito com recursos bancários, utilizados basicamente para consumo, segundo a Serasa.

Forum Gestão de Franquias: O amadurecimento da gestão de franquias e redes de negócios

Fonte: GS&MD

Nesta semana, na terça e quarta-feira, fornecedores de serviços, franqueadores e franqueados nacionais e internacionais estarão reunidos para avaliar e comparar modelos, práticas e aprendizados na gestão de franquias e redes de negócios. Será o primeiro encontro internacional no Brasil focado exclusivamente na discussão e avaliação das melhores práticas na gestão de redes de franquias, tema que cresce de importância à medida que mais corporações de varejo e serviços, no cenário global, incorporam esse modelo de negócio como alternativa estratégica de expansão de sua atuação.

Observação. No 1º Fórum Internacional de Gestão de Franquias e Redes de Negócios, organizado pela Bittencourt Consultoria e GS&MD - Gouvêa de Souza, nos dias 13 e 14 de abril, no Hotel Renaissance em São Paulo, a proposta será exatamente expor as melhores práticas internacionais, a serem apresentadas por Greg Nathan, da Austrália, reconhecidamente um dos maiores estudiosos do relacionamento entre franqueadores e franqueados; e por Eduardo Tormo, da Espanha e com operações importantes em Portugal, México, Peru e Colômbia, que, no Brasil, opera junto com a Bittencourt Consultoria. O evento irá contar também com a fundamental presença de executivos e dirigentes de empresas-referência do setor no país, como Boticário, Bob’s, DPaschoal, Marisol, Via Uno, Outback Steakhouse e Portobello, além da própria ABF – Associação Brasileira de Franchising.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Repensar marketing e estratégia: e-commerce

Autor: Alberto Serrentino
Fonte:GS&MD

O fenômeno da digitalização impacta hábitos, formas de se informar, comunicar e comprar. O rápido avanço e a penetração da internet mudam a relação dos consumidores com produtos, marcas e lojas. A perspectiva do celular incorporando conectividade em banda larga amplia alternativas para comparar e comprar onde, como e quando for o desejo. As redes sociais transformam a comunicação unidirecional em diálogo, socializam o processo de compra e colocam consumidores como influenciadores e provedores de aval para as marcas.

As relações entre consumidores e lojas, produtos e marcas estão mudando. O Neoconsumidor, digital, multicanal, multimídia e conectado, demandará um Neovarejo.

A pesquisa Neoconsumidor, realizada pela GS&MD – Gouvêa de Souza a partir de 5.500 entrevistas com internautas de 11 países, revelou um comportamento multicanal disseminado. Dos entrevistados, 52% pesquisam online antes de ir para a loja; 34% se sentiriam desapontados se sua loja preferida não tivesse um site; e, para 40% dos entrevistados, lojas sem site não existirão no futuro. O mais surpreendente foi constatar que os índices dos internautas brasileiros para essas questões foram de 76%, 53% e 57%, respectivamente. Assim, o Brasil tem níveis de adoção da internet superiores a países como EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Dinamarca.

O Brasil é um país jovem, aberto à inovação e tecnologia. As barreiras que limitam a massificação do comércio eletrônico aos poucos são superadas. A venda de 13 milhões de computadores por ano, a disseminação de acesso à internet em banda larga e o aumento de meios de pagamento eletrônicos criam as bases para um varejo eletrônico de massa. O comércio eletrônico brasileiro já movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano.

Mais importante: sua taxa de crescimento é muito superior à do varejo como um todo. Enquanto o varejo cresceu nos últimos três anos 9,7%, 9,1% e 5,9%, o comércio eletrônico se expandiu 45%, 31% e 26%, respectivamente. Ou seja, além dos números absolutos serem expressivos, há ganho de participação nos gastos das famílias brasileiras. Diversas empresas pioneiras e bem estruturadas em seus canais eletrônicos, como Magazine Luiza, Saraiva, Livraria Cultura, Ponto Frio e Fast Shop, têm na internet sua principal “loja”, com volumes significativos e operações rentáveis.

Estudo da Forrester Research nos Estados Unidos constatou que o grau de abertura a novas tecnologias no processo de compra é inversamente proporcional à idade. Enquanto consumidores acima de 56 anos têm índice de 22%, o número sobe para 32% na faixa entre 45 e 55 anos; 41% entre 31 e 44 anos; e 48% para jovens entre 20 e 30 anos. Ou seja, à medida que novos consumidores avançam no mercado, a parcela de Neoconsumidores tende a crescer, desafiando o varejo a se reinventar.

Multicanais - A grande oportunidade para o varejo na ampliação de canais digitais de vendas está na integração sinérgica entre eles. Canais possuem dinâmicas próprias, que devem ser consideradas, porém as marcas têm que ter propostas de valor consistentes e visão única do cliente. Canais diversos ampliam o alcance da marca e o leque de alternativas para que o consumidor compre como quiser. Com isso, cria-se uma dinâmica virtuosa de estímulos cruzados entre os canais, para gerar vendas cruzadas e mais valor na relação com o cliente.

Lojas e internet vêm se integrando progressivamente. Nos Estados Unidos, a Macy’s implantou em seu site a funcionalidade “é fácil encontrar na loja”, com a qual clientes podem verificar em que lojas determinados produtos estão disponíveis. Já a JC Penney vem instalando totens interativos nas lojas, denominados “encontre mais”, para que os clientes consultem e comprem produtos não disponíveis nas lojas. A empresa dá crédito de suas vendas online para as lojas, a partir do CEP do cliente. Ou seja, os canais se integram, complementam e estimulam reciprocamente.

Pesquisa realizada pela e-tailing Group com varejistas americanos constatou que 74% das empresas disponibilizam acesso à internet para os funcionários de loja; 73% podem realizar pedidos online nas lojas; e 21% já possuem quiosques interativos de auto-atendimento com acesso à internet em suas lojas. O Walmart possibilita compra via internet com retirada em loja e compra online a partir da loja, ambos sem cobrança de frete.

O cell phone vira “sell” phone - a próxima fronteira a ser explorada é a do comércio móvel, ou m-commerce. As possibilidades criadas pela internet móvel, aplicativos e sites móveis geram um nível de informação, poder e liberdade de escolha para o consumidor sem precedentes.

A internet móvel leva a pesquisa em tempo real sobre produtos e preços para dentro das lojas e transforma o grau de informação e velocidade dos consumidores. Pesquisa da Forrester Research com consumidores norte-americanos revelou que 42% buscam informação de produtos via celular enquanto compram em lojas físicas; 39% pesquisam preços online dentro das lojas; e 28% compraram produtos usando o celular enquanto estavam em loja. No Brasil, o potencial é maior que o comércio eletrônico, em função da penetração. Há mais de 175 milhões de usuários de celular no país, que, tendo acesso a aparelhos adequados, redes 3G e cartões de crédito, poderão comprar eletronicamente.

A explosão de aplicativos e sites móveis abre oportunidades e estimula novos hábitos de consumo. O eBay possui site móvel desde 2007 e aplicativo para iPhone desde 2008. Mais de 6 milhões de usuários já baixaram o aplicativo e seu site móvel recebe mais de 2 milhões de acessos por dia. Em 2009, as transações realizadas via celular no eBay alcançaram US$ 500 milhões.

O Walmart lançou um aplicativo para iPhone que permite, tirando uma foto de um produto, indicar a loja que o tem disponível. Em outro aplicativo, a loja recomenda o tamanho de TV mais adequado a partir de uma foto do ambiente onde será instalada.

Já se fala em “realidade ampliada”: a disponibilidade de um celular com câmera, serviço de localização (GPS) e serviço de “apontamento” (que reconheça para onde o celular está sendo direcionado) possibilita fotografar uma loja ou restaurante e acessar informações online sobre eles.

Redes sociais - Outra onda de rápido crescimento é a da integração das redes sociais ao negócio de varejo, como instrumento de comunicação, relacionamento e venda. As redes sociais permitem estabelecer diálogo entre a marca e seus clientes; possibilitam também a compra compartilhada e socializada e o acesso a informação de forma mais informal e dinâmica.

Um estudo da IBM com mais de 30 mil consumidores em seis países revelou que um terço tem predisposição a seguir um varejista numa rede social. De outro lado, os consumidores esperam contrapartidas, como amostras, promoções especiais, antecipação de liquidações e a possibilidade de influenciar o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

A Best Buy introduziu um serviço via Twitter, denominado Twelpforce. A empresa designou funcionários especialistas para responder a dúvidas e questões postadas por consumidores no Twitter, socializando o conhecimento. Já a marca de moda Norma Kamali dá a suas clientes a possibilidade de interagir com seus designers via Skype.

Voltada para adolescentes, a marca Pink, da Victoria’s Secret, mantém intensa atividade nas redes sociais como forma de comunicação, relacionamento, interação e também venda, junto a um público alvo receptivo a esse tipo de experiência de compra.

A Saraiva, maior rede de varejo de livros, mídias e entretenimento no Brasil, realiza 35% de suas vendas - que ultrapassam R$ 400 milhões anuais - via internet. A rede lançou um canal pioneiro em parceria com a Microsoft para a venda e aluguel digital de filmes, recentemente disponibilizou aplicativos para compra via celular e sua entrada no Twitter atraiu mais de 46 mil seguidores em apenas cinco meses. Trata-se de uma empresa sintonizada com o mundo digital, integrado à sua origem de varejo físico.



A integração de canais permite a criação de novos modelos de negócio. A Best Buy, por meio de sua subsidiária que opera via internet (Dealtree), adquire dos consumidores produtos usados ainda em bom estado, paga com gift cards da rede e revende os produtos em leilões online no site Cowboom.com. É a “sustentabilidade multicanal”. De forma similar, a Amazon.com, em parceria com CExchange.com, recompra produtos eletrônicos usados pagando com gift card.

O desafio para o varejo continua sendo a integração sinérgica entre os canais. A multiplicação de possibilidades e a ampliação de canais digitais tornam o negócio mais complexo. É importante que os canais de alimentem, “conversem”, ampliem o alcance da marca e estreitem a relação com seus Neoconsumidores. Novos canais devem aproximar o cliente da marca e permitir a ele se informar, dialogar e comprar onde, quando e como quiser.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Inadimplência com cheques cai em março

Fonte: Mercado&Consumo

Números divulgados pela Equifax mostram que em março foram registrados 2,12 milhões de cheques devolvidos, 23,06% menos que no mesmo mês do ano passado, mas 31,84% mais que em fevereiro. Para a empresa, embora a trajetória da inadimplência seja de queda, a possível elevação das taxas de juros e a retirada dos incentivos fiscais oferecidos pelo governo durante a última crise financeira internacional devem contribuir para um aumento dos índices nos próximos meses.

O mercado de coaching

Fonte: Canal RH
Jornalista: Vinicius Prates

O mercado de coaching vem crescendo de forma exponencial nos últimos anos, mas isso provoca riscos de ruptura, que podem ser traduzidos por deficiências de qualidade, de resultados ou nos procedimentos éticos. Essa é a opinião de um dos maiores especialistas mundiais no assunto, David Prior. Ele é master certified coach e professor da Columbia University no Columbia Coaching Certification Program. De acordo com o especialista, existem mais de 30 mil coachs atuando hoje em todo o mundo, número que cresceu de uma base quase nula a partir dos anos 1990. Acompanhe a entrevista exclusiva que Prior concedeu ao Canal Rh.


Canal Rh: O senhor afirma que o coaching vem crescendo rapidamente em todo o mundo. Quais os desafios trazidos por esse crescimento?

David Prior: Realmente o número não para de crescer, e não podemos deixar que isso seja simplesmente um modismo. A questão está em manter a qualidade, o que vem sendo feito por meio de certificações e credenciamentos. A International Coach Federation (ICF) mantém um programa de credenciamentos bastante rígido.


Canal Rh: Como funciona essa certificação?

Prior: São três níveis: associado, profissional e master, que só é obtido após 2.500 horas de coaching pago por um cliente. Tem de ser pago para caracterizar o trabalho. Uma das exigências para os ingressantes é que eles façam pelo menos dez horas de coaching supervisionado por um mentor já qualificado.


Canal Rh: E quais são as vantagens de contar com um coach?

Prior: O coach trabalha com habilidades. No mundo dos esportes, é tornar uma pessoa ou equipe vencedora. Nos negócios, é pegar uma pessoa no ponto onde ela está e levá-la até o ponto para onde ela deseja ir. Coaching é um auxílio para o crescimento profissional, que guia o descobrimento de soluções pelo próprio profissional que contrata o serviço.


Canal Rh: As empresas podem ter problemas para indicar um trabalho de coaching para seus funcionários?

Prior: Sim, isso pode gerar desconfianças se não for feita uma boa comunicação. Tudo depende da cultura da empresa, de líderes que sejam abertos, capazes de dialogar com a equipe. Essa cultura não se muda de uma hora para outra, são valores que representam a própria vida da empresa. Cultura é algo complexo, dinâmico, sutil, que não pode ser adaptada para um trabalho apenas.


Canal Rh: Há trabalhos de coaching individuais e para equipes. Qual o mais usado?

Prior: Sem sombra de dúvida o individual. O trabalho em grupo é uma situação mais específica, que deve ter uma meta e um prazo determinados. Não se deve criar um grupo para isso, mas manter os grupos de trabalho intactos. Pode ser usado nesses casos para que a equipe seja mais colaborativa, tenha confiança e reduza os conflitos, o que se reflete diretamente em desempenho.


Canal Rh: Há uma diferença de práticas e expectativas entre os programas de coaching nos Estados Unidos e na América Latina?

Prior: Pela minha experiência existe sim. A primeira coisa que os americanos querem saber é “o que cada um está buscando”, são muito focados na tarefa e nos objetivos. Nos países latinos, o relacionamento tende a ser mais personalizado. Minha experiência maior nesse caso foi num país europeu latino, a Espanha. Os primeiros 15 minutos são para conversas amenas, mesmo que sejam minutos muito bem-pagos. E isso tem de ser respeitado.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Virtual? Real? Qual é a diferença?

Autor: Renato Müller
Fonte: GS&MD


Existem discursos que vira e mexe aparecem e desaparecem de cena, como se tentassem se readaptar, sem sucesso, a uma nova realidade. É o caso de uma pretensa diferenciação entre o que acontece no mundo “real” e na internet, como se as regras do primeiro não se aplicassem ao segundo.

Há cerca de dois anos, quando as redes sociais (Orkut, Facebook, mySpace) passaram a ganhar notoriedade, diversos veículos de comunicação mostraram que havia pessoas com milhares de “amigos” na rede e não demorou a surgir quem apregoasse uma nova forma de comunicação entre os consumidores (e, por conta disso, das marcas com os consumidores) com base na força da comunicação boca-a-boca, agora transplantada para o mundo virtual e turbinada pela facilidade em fazer amigos no mundo online.

A questão é que pessoas com milhares de amigos são, na verdade, lenda urbana. Nos anos 90, o antropólogo Robin Dunbar ficou famoso com uma pesquisa em que mostrava que o cérebro é capaz de estabelecer círculos de amizade com no máximo 150 indivíduos e que isso é determinante na criação de uma cultura sólida entre grupos de pequeno porte. Parte da razão pela qual um grupo muito numeroso torna-se amorfo decorre dessa incapacidade cognitiva de estabelecer laços com grandes grupos. Nada que os romanos não soubessem intuitivamente há dois mil anos e tivessem aplicado aos seus exércitos, organizados em grupos de 100 soldados (as centúrias).

Robin Dunbar refez recentemente a pesquisa analisando o tráfego nas redes sociais e concluiu que a facilidade de conexão com outros indivíduos não ajuda na expansão da rede de amigos. Não importa quantas pessoas estejam na lista de contatos no Plaxo, LinkedIn, Orkut ou Twitter, normalmente um indivíduo interage com no máximo 150, espelhando o comportamento do mundo real.

Essa conclusão decorre de um fato essencial que costuma ser ignorado: o indivíduo é sempre o mesmo. Mudam as ferramentas, mudam as tecnologias, mas não muda o cérebro humano. O encantamento com as facilidades de uma nova tecnologia, ou de uma nova forma de comunicação, costuma abrir espaço para previsões mirabolantes, que não se sustentam com o passar do tempo. Exemplos não faltam.

Haverá quem lembre dos tempos em que se dizia que a televisão acabaria com o cinema. Ou quando se vaticinava que o computador tornaria o papel obsoleto. Ou ainda que os consumidores deixariam de ir às lojas e só comprariam via internet. Com o tempo, percebeu-se que era preciso considerar uma visão integrada, em que o cinema e a televisão, o computador e o papel, as lojas e a internet, têm papeis complementares, e não excludentes. Isso porque o consumidor é sempre o mesmo e não faz distinção entre os canais ou formatos. Ele busca o que é mais conveniente naquele momento e espera ter todas as opções à sua disposição, para que possa selecionar sua preferida.

Nesses tempos em que muito se fala a respeito de customer centricity (ou de ter o cliente no centro das atenções), é preciso deixar um pouco de lado a empolgação a respeito das novidades tecnológicas, ou das possibilidades de interação que o mundo conectado apresenta, e lembrar que, antropologicamente, não somos tão diferentes de nossos ancestrais. Por conta disso, estabelecemos tipos semelhantes de vínculos sociais e econômicos. E, por conta disso, não existe um “admirável novo mundo da internet, do Twitter e das redes sociais”, e sim um consumidor que incorpora ao seu mundo algumas dessas tecnologias e ferramentas, sem excluir sua bagagem anterior.

Lembrar disso pode fazer a diferença entre o desperdício de dinheiro e o investimento certo, entre o modismo e um negócio consistente.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Crédito: incentivo para incremento da venda

Jornalista/Fonte: Lia Nara Bau/Jornal Exclusivo

Conceder crédito é uma premissa no varejo e também uma forma de conquistar e manter clientes. O lojista corre riscos, mas pode ter retorno satisfatório quando bem administrado. O consultor empresarial, pós-graduado em gestão financeira e MBA em varejo, Sérgio Dal Sasso (São Paulo/SP), frisa que o correto seria evitar o parcelamento, mas, entre as opções disponíveis, contar com uma linha própria de crédito é o que traz mais riscos. “Quando se está respaldado por um terceiro, como uma instituição financeira, a segurança é maior”, afirma.

O problema, segundo ele, é quando a loja assume o crédito por conta própria. Para isso, é preciso contar com um sistema de proteção de crédito, como Serasa, e possuir o maior número possível de informações sobre o cliente. Com cartões de débito e crédito, Sasso salienta que o lojista repassa a responsabilidade a um terceiro, que é a operadora do cartão. No entanto ele ressalta que a loja cresce com o crediário. “A concessão do crédito é um estímulo às compras. Oferecer alternativas para o cliente é o melhor estímulo, pois possibilita que ele continue comprando independentemente da época”, assinala.

Sasso aponta que é preciso estar atento ao comportamento do consumidor. Deve-se usar o bom senso quando um cliente compra acima da sua média usual. “Se o mês de janeiro não foi bom em termos de vendas e entra na loja um cliente que tem um tíquete médio de R$ 300 e compra para R$ 2 mil parcelado, é preciso saber a origem dessa compra e identificar o perfil do cliente”. Possuir o maior número possível de informações sobre os compradores é fundamental. “Essa é uma informação cada vezmais preciosa”, ensina.

Sasso atenta para o fato de novos consumidores estarem entrando no mercado, provenientes das classes C e D. “Eles geralmente têm um limite pequeno de crédito e muita vontade de consumir”, analisa. Mas esse é um cliente do qual as lojas ainda não detêm informações históricas. “É importante cruzar informações com a percepção dos aspectos positivos do consumidor”, afirma. Ele ressalta que a economia se acostunou a vender muito para a camada que já consome. “Somos os próprios culpados pelos índices de inadimplência porque, muitas vezes, forçamos a venda mesmo quando o cliente não quer ou não pode comprar”, frisa. Para conter a inadimplência, ele sugere a ampliação da carteira de clientes.

Reduzir o Trabalho dos Tribunais ou Simplesmente Reduzir os Tribunais?

Autor: Dr. Édison Freitas de Siqueira

Que argumentos podem ser suficientemente bons para justificar o agigantamento do Poder Executivo, que engendra uma ditadura branca, ou como tem sido chamada de “branda”? Que argumentos podem ser tão poderosos ao ponto de justificarem a supressão de direitos e de cláusulas pétreas da Constituição, bem como a anulação do princípio do livre convencimento do julgador?

Sob o argumento de que é necessário dar mais agilidade aos tribunais que estão abarrotados de processos, está sendo apresentado à sociedade um novo projeto de Código de Processo Civil, que quer parecer a solução milagrosa para problemas que não podem ser solucionados com a simples e espúria supressão de direitos.

Os juízes brasileiros estão sobrecarregados não por causa do processo civil, ou por causa da complexidade deste, ou por causa dos prazos processuais - que estão dentro de uma média razoável quando comparados com os prazos em tribunais de outros países. O que definitivamente causa a superlotação processual de nossos tribunais tem origem no mesmo fato que gera a falta de hospitais, de assistência dentária, de estradas, de portos, de infraestrutura do setor elétrico, de metrôs até mesmo na capital federal, entre outros problemas infraestruturais que a população conhece muito bem.

No Congresso Nacional, dentro do Sendo Federal, mentes jurídicas brilhantes estão querendo empulhar a nação a partir dessa lógica encomendada, distante da verdade.

Doutores a exemplo de Adroaldo Furtado Fabrício; Bruno Dantas; Elpídio Donizete Nunes; Humberto Theodoro Junior; Jansen Fialho de Almeida; José Miguel Garcia Medina; José Roberto dos Santos Bedaque; Marcus Vinicius Furtado Coelho; Paulo Cezar Pinheiro Carneiro; Teresa Arruda Alvim Wambier; presididos pelo Excelentíssimo Ministro Luiz Fux, constituem a comissão de notáveis incumbidos de elaborar o novo Código de Processo Civil.

O projeto, que reduz o tamanho e importância do Poder Judiciário, foi entregue no início deste mês ao Ministro do STF Gilmar Mendes, pelo Ministro Luiz Fux do STJ - presidente da Comissão de Juristas.

O discurso equivocado de que o acesso à justiça para a maioria da população será facilitado por meio da supressão de direitos e do encurtamento de prazos, sob o ponto de vista do Estado de Direito, é um argumento absolutamente errôneo.

O que na verdade está acontecendo é a confirmação de uma tendência política de agigantamento do Poder Executivo em detrimento dos outros poderes e do equilíbrio entre os Três Poderes. A intenção deste sutil processo é uma só: concentração de poder no executivo em níveis ditatoriais.

Os entes públicos são os maiores responsáveis pela morosidade do judiciário, os tribunais estão cheios de processos cujas demandas são originadas justamente nas práticas ilegais da administração dos governos, que deveriam se pautar pela legalidade e pelo respeito aos princípios constitucionais, e que, todavia, se pautam por suas prerrogativas políticas.

Mudanças com as já realizadas que retiram o efeito suspensivo e eficácia de defesa de quem sofre cobrança injusta, ou a eliminação dos “embargos infringentes” e outros recursos, agora propostos pelos notáveis, na prática significam retirar direitos do cidadão. As súmulas vinculantes já apontavam para esta tendência de reduzir o tribunal a uma espécie de administrador de processos, o que já é um retrocesso.

A sociedade civil organizada em federações, sindicatos, associações, conselhos de profissionais precisa estar atenta ao que está acontecendo. A democracia, que foi arduamente conquistada pelos movimentos de rua, que mobilizaram centenas de milhares de cidadãos, está ruindo diante da obcecada busca de controle por um grupo menor que desconhece o Estado de Direito e renova leis sob qualquer argumento casuístico.

Não tenho dúvida de que os formadores de opinião de nossa sociedade, e aqueles que representam seus colegas de profissão ou segmentos da economia, devem levantar-se contra o tipo de manipulação maquiavélica ensejada nesta reforma do Código de Processo Civil.

Uma Justiça mais ágil e menos complicada não se constrói retirando dos juízes sua capacidade de julgar, mas sim punindo com mais severidade aquele que é réu na parte mais significativa das ações judiciais que abarrotam o Poder Judiciário, o próprio Poder Executivo, União, Estados, INSS e FGTS.

Nosso Estado de Direito caminha para o desequilíbrio entre os Três Poderes. Será necessário na reforma do Palácio do Planalto o aumento seu prédio e construção 50 andares para que este reflita sua verdadeira relação de poder ante os outros dois prédios ao redor da Praça dos Três Poderes, cuja intenção inicial de Oscar Niemayer era de equilíbrio.

Onde mora a diferença

Autor:Marcos Gouvêa de Souza
Fonte: GS&MD

Em duas semanas irão se reunir em São Paulo franqueadores e empresários de redes de negócios das mais importantes empresas brasileiras para avaliar a gestão no setor, com a análise das melhores práticas nacionais e internacionais.

De todos os aspectos ligados ao negócio de franquias no Brasil, o que mais merece atenção no momento é a evolução dos modelos e práticas de gestão nessa atividade. E isso tem razões históricas.

O primeiro ciclo de desenvolvimento de franquias no país foi marcado pela expansão das redes que foram criadas por indústrias e marcas como estratégias para desenvolvimento de canais exclusivos de distribuição de produtos, como alternativa à falta de capital e recursos próprios na criação de uma rede própria. E isso marcou essa fase em que a preocupação dominante era encontrar alternativas para a distribuição de produtos e a ênfase estava mais em obter esses espaços e compromissos de compras e menos no desenvolvimento das relações com os franqueados.

Esse primeiro ciclo marcou a expansão do setor, com uma ênfase muito maior no desenvolvimento de projetos de franquia, análise de mercado, identificação de potenciais franqueados e comercialização de unidades. As preocupações com o desenvolvimento integrado do negócio, com o amadurecimento das relações, onde a gestão torna-se fator crítico, só foram crescer de importância nos últimos anos, quando aumentou a participação dos serviços no conjunto das atividades de franquias, aproximando-se dos padrões internacionais.

O setor de franquias no Brasil tem mostrado um vigor marcante e crescido significativamente acima da evolução do PIB (14,7% em 2009 em relação a 2008) e alcançou um faturamento consolidado de R$ 63,1 bilhões, com perto de 80 mil unidades franqueadas. Entretanto, só recentemente passou a prestar mais atenção à gestão do negócio e à incorporação de melhores práticas, desenvolvimento de indicadores de desempenho e avaliação integrada e interssetorial dos resultados. Processo natural de um setor em significativo desenvolvimento.

O potencial e o momento do mercado brasileiro têm atraído crescente interesse pelas oportunidades de expansão de negócios nos mais diversos segmentos e o de franquias é um daqueles que têm liderado esse processo, com expansão do número de franqueadores e de unidades franqueadas; novas marcas sendo desenvolvidas no país; e outras tantas vindo do mercado internacional para buscar espaço no crescimento brasileiro.

Ainda tomando como exemplo o mercado americano, o faturamento do setor de franquias evoluiu, no período de 2001-2005, em média 9,7% ao ano, na esteira do boom econômico que viveu aquele mercado, porém essa expansão caiu para 2,8% no período de 2007-2008 e teve desempenho negativo de 0,7% em 2009, como consequência da retração econômica que vive o país.

Os números dos principais países do mundo, com exceção de China, Índia e Austrália não foram muito diferentes, o que fez crescer de importância o desempenho da economia, do consumo e do setor de franquias no Brasil, despertando ainda maior interesse pela expansão de atividades por aqui. E a perspectiva de aumento de oferta de marcas e negócios em busca de franqueados aumenta a importância de acelerar o processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da gestão das franquias no país.

Pesquisa recentemente realizada sobre a gestão no setor de franquias pela Bittencourt Consultoria e GS&MD – Gouvêa de Souza, e que será apresentada durante o Fórum de Gestão de Franquias e Redes de Negócios, envolvendo Franqueadores e empresários de redes de negócios, mostra que existe um gap entre as expectativas de uns e de outros como um traço dominante em todos os setores pesquisados. E essa diferença de percepção está relacionada a praticamente todos os aspectos que envolvem a gestão do negócio.

Essas diferenças de percepção decorrem do grande crescimento experimentado nos últimos anos, que fez baixar o tempo médio de operação tanto de franqueadores como de franqueados; como também do fato de que as franquias de serviços só mais recentemente cresceram de importância no conjunto das atividades, reduzindo a participação daquelas que foram desenvolvidas exclusivamente para criar um canal de distribuição de produtos; e, como tal, dedicaram menor atenção aos elementos ligados à gestão.

No 1º Fórum Internacional de Gestão de Franquias e Redes de Negócios, organizado pela Bittencourt Consultoria e GS&MD - Gouvêa de Souza nos dias 13 e 14 de abril, no Hotel Renaissance em São Paulo, a proposta será exatamente expor as melhores práticas internacionais, a serem apresentadas por Greg Nathan, da Austrália, reconhecidamente um dos maiores estudiosos do relacionamento entre franqueadores e franqueados; e por Eduardo Tormo, da Espanha, mas com operações importantes em Portugal, México, Peru, Colômbia e que, no Brasil, opera em parceria com a Bittencourt Consultoria.

Ao mesmo tempo, algumas das mais importantes operações de franquia e redes de negócios presentes no Brasil, em segmentos diversos, tais como Boticário, Outback, Via Uno, Bob’s, DPaschoal, Portobello e Marisol, irão compartilhar seu aprendizado nas questões ligadas à gestão como uma efetiva contribuição para a busca de excelência do setor.

A diferença na avaliação da maturidade do setor de franquias na comparação entre segmentos, mercados e países não reside apenas nos números do setor ou nos índices de crescimento, mas nas práticas, processos, indicadores de desempenho e no perfil dos profissionais que atuam em cada um.

Discutir, avaliar, medir e compartilhar é a melhor forma de contribuir para o amadurecimento e desenvolvimento na gestão do setor e só as empresas e profissionais mais abertos entendem que o crescimento coletivo é tão ou mais importante que o desenvolvimento individual. O que o setor de franquias tem na gênese do seu processo evolutivo.

Internet cresce no Brasil e chega a 67,5 milhões de pessoas

O acesso à internet no Brasil, considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade, chegou a 67,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2009, com crescimento de 1,7% em relação ao trimestre anterior. O número total de pessoas com acesso no trabalho e em domicílios cresceu 0,4% e chegou a 47 milhões. Do total de pessoas com acesso, 36,7 milhões foram usuários ativos em fevereiro de 2010. Em fevereiro de 2010, a categoria que apresentou o maior crescimento da audiência na comparação com janeiro foi Educação e Carreiras (5,6%). Também cresceram os sites de Finanças e Investimentos (2,9%), Governo e Entidades sem Fins Lucrativos (1,7%) e Notícias e Informação (1,5%).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pesquisa revela que internauta subestima ação dos cibercriminosos

Fonte: Meta Analise

Estudo da Avira analisou mais de cinco mil usuários, sendo que 22% afirmam que não ficariam preocupados se hackers lessem seus e-mails.

Quase 10% dos usuários de computador já foram vítimas de roubo de dados e a tendência é de crescimento dos crimes virtuais. Mas, 22% acreditam que os hackers não possuem interesse em seus dados pessoais. O dado é da Avira, que realizou pesquisa sobre segurança online e revelou que os usuários da Internet subestimam o risco dos criminosos cibernéticos que obtêm acesso ilegal aos dados alheios.

Participaram da pesquisa 5.578 usuários que, embora preocupados com a segurança, estão completamente despreparados para enfrentar os esquemas atuais dos criminosos cibernéticos. Este cenário reforça a necessidade de os usuários de computador e aparelhos móveis aumentarem a vigilância e se protegerem ativamente a partir da utilização de soluções de segurança avançadas em seus equipamentos.

O estudo mostra que a maioria dos usuários é ingênua no que diz respeito à segurança online: 49% dos internautas participantes disseram que ainda não tinham notado nenhuma tentativa de espionagem de dados. No entanto, as chances de se detectar são muito pequenas, a não ser que você tenha uma proteção de segurança altamente eficaz.

Outro ponto é o fato de que muitos internautas acreditam que os invasores não teriam interesse neles, pois eles não têm nada a esconder. No total, 22% dos participantes não ficariam preocupados se hackers lessem seus e-mails ou visualizassem outras informações sobre eles.

Desse modo, a falta de cuidado na manipulação dos dados pode causar problemas com as autoridades, bem como em perdas financeiras frequentes. 4% dos entrevistados estavam cientes disso por experiência própria: eles sofreram perdas concretas e acharam necessário discutir o problema com o banco.

Quase 6% dos participantes foram vítimas de roubo de identidade. Eles descobriram que invasores tinham acessado, por exemplo, suas contas de e-mail, do Facebook e do Ebay. Aproximadamente 10% dos participantes já tinham sido vítimas de roubo de dados digitais.

Como a pesquisa de segurança online da Avira também revela que outros usuários da Internet aprenderam com experiências ruins: 19% têm sido extremamente cuidadosos desde que souberam de um ataque a alguém que conheciam,

Precauções

A companhia defende que os usuários de PC e de dispositivos móveis utilizem programas de proteção com capacidade de filtragem de sites de phishing e de outras ameaças ocultas. Ela também recomendam o acesso a sites importantes diretamente do navegador, sem a utilização de links enviados por emails, por exemplo.

Qualquer pessoa que receber um e-mail de phishing de uma fonte desconhecida deve evitar clicar nos links contidos a todo custo e deve excluir imediatamente da caixa de mensagens. Os usuários também devem verificar se estão usando a versão oficial do seu banco ao usar serviços bancários online. Na dúvida, consultar a instituição financeira é uma medida altamente eficaz. Se encontrar alguma irregularidade, os usuários devem relatá-las por escrito imediatamente para o banco ou para os órgãos do consumidor pertinentes.

Ibope Inteligência aponta os gastos dos brasileiros

Autor:Fausto Fernandes
Fonte: Meta Analise


As maiores diferenças regionais ocorrem no setor de bebidas; em segundo lugar está os gastos com matrículas escolares, o que também envolve a compra de materiais.

O Ibope Inteligência divulgou os resultados de pesquisa que avalia a demanda de diferentes bens de consumo em todo o país, dividido por classe social e região. Foi apontado que as classes A e B, que representam 32% da população, absorvem cerca de 55% do consumo nacional em todas as categorias, exceto alimentação, que em sua maior parte é dominado pela classe C.

Segundo Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, o que se percebe na análise social é que as famílias de produtos mais consumidos pela classe A, por exemplo, são os menos absorvidos pela D e E. “Isso mostra a discrepância entre os níveis socais”, afirma.

O estudo verificou que em 2009 foram gastos, em todo o Brasil, cerca de R$ 226,7 bilhões em alimentação no domicílio, R$37 bilhões em higiene; R$ 94,3 bilhões em eletrodomésticos; R$ 81,4 bilhões em vestuário e R$ 63, 9 bilhões com material de construções.

Um balanço regional também foi feito pelo instituto de pesquisas. Foi constatado que quando se trata de alimentação no domicílio e produtos de higiene, os consumidores gastam valores semelhantes em todas as partes do País.

Já as maiores diferenças ocorrem no setor de bebidas, cujo consumo per capita médio foi de R$ 98. A região que menos consome é o Nordeste (R$ 47,75), e o Sudeste é a região gasta mais (R$ 131,31). Outro item com grandes discrepâncias regionais são os gastos com matrículas escolares, que envolve compra de materiais também. A média brasileira foi R$ 248; no entanto, a região Norte gastou R$ 77, enquanto o Sudeste fechou com R$ 340.