Portal Sérgio Dal Sasso

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Seres especiais: gente, equilíbrio e sucesso (Por Sérgio Dal Sasso)


Ser especial é nunca desistir quando em tempestade, e nem pensar que tudo acaba em datas pré-fixadas tipo: início, meio e fim.

 Datas simbolizam o encerrar dos ciclos, mas o que são ciclos se não sinais de que as coisas voltam e devem ser acompanhadas por mudanças e renovações.

 Nessas horas, as quais doutrinaram como anos, é que d...evemos analisar se os feitos equivaleram ao que pretendíamos e se valeu à pena.

O que passamos já se foi, mas, mal ou bem, pedirá por uma revisão do comportamento, que sempre será o principal estimulador das ações, pois é no dia seguinte que a execução deve ser recheada pelos segredos das evoluções.

Muitas coisas que fizemos, ficaram sem os efeitos esperados, enquanto outras, que não eram os planos traçados, aconteceram e trouxeram novidades positivas.

Mas é isso é que faz da vida, um orquestrar que compõe a própria sinfonia...

Que quando com medo, diz para fazer.
Que na indecisão pede para tentar acima do sonhar.
Chorar, pelos momentos que valeram.
Sorrir, mesmo se for para disfarçar o que deu errado.

Ser especial não é somente aplausos ou reconhecimentos.

Ser especial é estar dotado de algo interior que te faça sentir que buscou.

 E é dentro dessas doações pelas buscas que às vezes superamos nossos limites, antes tidos como impossíveis.

 É por ai que temos que trilhar pelas evoluções, pelo que podemos e tentamos, e pelo acreditar que ainda vamos mais longe.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Passos para o sucesso nos empreendimentos

Acho que todos deveriam ter o direito de se ausentar, sair do meio em que vivem para poder criar espaços para reavaliações.

Quando mudanças são pedidas, logo pensamos em um plano de investimento, dos materiais faltantes aos respectivos estudos de viabilidade.
...
O fato é que tudo que temos e usamos não pode ser bem aproveitado por falta de tempo, ou seja, o mercado tende a transformar o inútil em útil, convencendo-nos a não ficar de fora daquilo que os outros já possuem, mesmo quando isso não caminha junto da capacidade real de absorção e uso.

Reinvenções, muitas vezes, não significam coisas novas, mas a recuperação de valores perdidos, que nem sempre serão identificados pelo que está acontecendo no mundo, mas pelo que pode ajudar você e sua vontade para enfrentar transformações, diante dos objetivos, obstáculos e cobranças.

É preciso entender que, normalmente, não se constrói muita coisa no ambiente das obrigações, além daquelas que alongam os vícios e vírus do dia anterior. Muitas vezes, as razões pelo não acontecer serão encontradas em um passado distante, apagado pela rotina ou mesmo no futuro, que pode passar batido por culpa da nossa ignorância.

Não conseguimos mudanças apenas pensando nelas, para tudo chegará o dia em que teremos de enfrentar os medos para descobrir o que falta.

O que soma no seu crescimento, como pessoa que sonha ter realizações, é a capacidade de perceber o quanto e quando estamos errando junto da formação da energia pela vontade de acertar. Não se faz nada pelo que já tem, deve-se buscar o novo convidando e impondo o resto à adaptação. Quebre seus muros, com convicção e coragem, pois, por mais conselhos que aceitemos ouvir, apenas estaremos prontos quando nossas decisões superarem a dependência de alguém.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Que é Administração Por Ação Postergada?

Autor: Prof. Julio Cesar S.Santos
Fonte: http://profigestao.blogspot.com


O Que Podemos Aprender Com Fábio – Cônsul Romano do Século III a.C.?

Mark Twain – pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens – foi um escritor, humorista e romancista americano que viveu na Flórida entre 1835 e 1910.
Tornou-se a celebridade mais conhecida na sua época, não apenas pela sua fina ironia quanto sua visão sobre as tomadas de decisões dos governantes. Analisando decisões de vários líderes da sua época ele observou que “jamais deveríamos fazer antes de amanhã o que podemos fazer depois de amanhã tão bem quanto hoje”.
Esse sentimento jamais substituirá o famoso slogan – tempo é dinheiro – do mundo dos negócios atual, mas há ocasiões em que a decisão bem pensada de retardar uma iniciativa pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso dos líderes empresariais.
A história de Fábio – cônsul romano do século III a.C. – é um exemplo clássico de administração por ação postergada. Ele teve a infelicidade de ser um dos governantes romanos quando Aníbal avançava em direção ao coração da Itália. Conforme Plutarco, poucos colegas do cônsul acreditavam que ele estava altura do desafio.
Fábio podia ser lento, mas não era simplório. Os romanos, em pânico diante de eminente ataque de Aníbal, exigiam de Fábio uma rápida decisão de ação imediata.
O general Flamínio avançou para o norte, tentando bloquear o avanço de Aníbal em direção ao Sul do Itália, mas, os cartagineses se desviaram e romperam as linhas romanas através de uma passagem desprotegida nos Montes Apeninos.
Flamínio se viu cercado e sua impulsividade o derrotara. Trinta mil dos seus soldados foram mortos ou aprisionados. Por sua vez, Fabio sabia que as linhas de suprimento de Aníbal estavam esticadas ao limite e decidiu interrompê-la de vez, devastando as terras circunvizinhas.
Não pretendia arriscar seu exército e preferiu acompanhar de perto Aníbal, enquanto este seguia para o sul, retirando-se da Itália com seus guerreiros morrendo de fome.
Pelo menos dois mestres dos dias de hoje concordam com essa tese. Peter Drucker salienta que a prática de tomada imediata de decisões deve ser encorajada e, Alan Cox, afirma que o principal problema dos administradores é a sua tendência em tomar decisões rapidamente.
Platão – juntamente com seu mestre Sócrates e seu aluno Aristóteles – estabeleceu os fundamentos filosóficos da cultura ocidental. Platão desenvolveu um sistema perspicaz e abrangente de pensamento que era, ao mesmo tempo, ético, místico e racional, revelando-se numa verdadeira inovação educacional e num triunfo empresarial que durou mais de 500 anos.
Ao escrever “A República”, Platão nos mostrou o primeiro relatório de consultoria da história para os líderes de uma organização, a qual estava sendo fragorosamente derrotada pelos competidores.
A “Administração Democrática” é uma idéia extremamente atraente, aliada à política filosófica igualitária do Ocidente e vem sendo defendida por professores de Economia de todo o mundo, além de aplicada aos programas de treinamento. Seu maior seguidor foi o cientista comportamental Douglas McGregor.
Em “A República”, Platão nos fornece uma segunda opinião estimulante, pois ele exasperou-se com a não moderação da democracia ateniense radical. Observou seus líderes sendo conduzidos a darem ao povo o que quer que este desejasse.
Atenas estava caminhando para uma situação em que o bem estar do povo era garantido pelo governo e não pelas instituições privadas. Observou enorme número de jurados, conselheiros e funcionários mais e menos graduados, ganhando a vida a partir dos cofres públicos.
Platão criticou a “Administração Democrática” temendo a liderança de amadores sobre os profissionais e temeroso que a “Democracia Radical” levasse à consagração de líderes mais preocupados em agradar às massas do que em fazer o que era certo.
O “navio” de Platão é semelhante à qualquer empresa atual que esteja naufragando pelo “divisionismo”. As pessoas ficam rondando ao acaso, esperando que alguém assuma a responsabilidade da decisão, freqüentemente escolhendo o sujeito mais popular – não o mais qualificado – entre eles para ser o seu Líder.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Aposentadoria cede espaço ao plano de carreira

Autor: Fernado Caldeira
Fonte: Canal RH


A chegada da geração Y ao mercado de trabalho tem sido assunto recorrente no universo de Recursos Humanos. Mas outro movimento também vem ganhando corpo à medida que aumenta a escassez de profissionais qualificados para capitanear grandes projetos: o adiamento da aposentadoria de profissionais por volta dos 60 anos. Levantamento feito pelo escritório brasileiro da consultoria internacional Hays Recruiting Experts Worldwide, divisão especializada em recrutamento para cargos de média e alta gerência, indica que 20% das empresas têm contratado profissionais já aposentados para ocupar, principalmente, cargos técnicos. O principal motivo: falta de experiência dos candidatos mais jovens.
Setores como construção civil, óleo e gás, e energia, que experimentam crescimento vertiginoso, são também mais sensíveis à ausência de um perfil que alie conhecimento técnico apurado e sólidas habilidades de gestão. É aí que os baby boomers ganham espaço. Por conta do movimento, muitos executivos estão vislumbrando um plano de carreira além da aposentadoria.
De acordo com a diretora da Hays Recruiting, Alexia Franco, o período de hibernação pelo qual passaram os projetos de infraestrutura no Brasil – sobretudo, na era pré-crescimento econômico – esvaziou as salas de aula de cursos como engenharia, por exemplo. Com isso, a retomada, que já chega em caráter de urgência, pegou o mercado desprevenido, carente de profissionais com a experiência necessária para o gerenciamento de uma obra de grande porte, como uma hidrelétrica ou uma plataforma de petróleo. “Isso aumentou a demanda por executivos que já saibam lidar com esse perfil de projeto”, comenta Alexia.
A pesquisa da Hays tem caráter informal, feita entre os clientes da consultoria no Brasil, mas os números não são desprezíveis: cerca de 70% das contratações de profissionais mais velhos são feitas por grandes empresas, com faturamento entre R$ 90 milhões e R$ 300 milhões. Os setores que mais contratam esse perfil são serviços (25%), bens de consumo (10%), telecomunicações (8%) e farmacêutico (7%). E 72% dos contratados ocupam cargos técnicos. A sondagem foi motivada pelo estudo Creating Jobs In A Global Economy (Criando Empregos em uma Economia Global, em inglês), realizado pela Hays em 25 países, em parceria com a consultoria em previsão econômica Oxford Economics. A pesquisa – essa sim, aplicada com métodos científicos - , projeta que, em 2030, os profissionais com mais de 65 anos representarão quase 20% da força de trabalho brasileira. A estimativa coloca o país em quarto lugar no ranking das nações com previsão de maior crescimento da população idosa nos próximos 20 anos, atrás de China, da Índia e dos Estados Unidos.
O valor da experiência
Contratado em 2008, aos 54 anos, pela Sig Engenharia, o engenheiro civil carioca Luiz Fernando Moreira Cardoso afirma ter percebido que o mercado de trabalho estava favorável para o seu perfil desde que se aposentou, também há quatro anos, poucos meses antes de decidir mudar de emprego. “Eu já estava sendo solicitado ainda no meu emprego anterior, onde eu também poderia ter ficado”, conta Cardoso. “Depois que me aposentei, foi rápido conseguir outro trabalho, nem cheguei a ficar parado”. O engenheiro afirma ter confirmado, na prática, o que as análises mostram: “Empresas com muito trabalho, necessitando de profissionais com experiência”, define. “A construção civil não teve como dar experiência aos mais jovens. Os profissionais se formam sem muita experiência, e mesmo os que têm um pouco mais de vivência não estão entregando o resultado que os mais velhos entregam.”
Cardoso não está sozinho no time dos veteranos da empresa. Segundo a gerente de Recursos Humanos da Sig Engenharia, Lucimeri Fragoso, o movimento já se reflete na própria política de seleção da Sig. “É precisa atender a uma demanda de curto prazo”, explica, referindo-se ao aumento do número de projetos. “Por isso, principalmente nas áreas técnicas, é preciso buscar a qualificação necessária em profissionais que já estão para se aposentar.” Para essas contratações, a diretora explica que empresa se viu diante da necessidade de ajustar também suas práticas salariais, pois um profissional sênior já ingressa na empresa em estágio adiantado no plano de carreira, e ganhando mais.
O investimento é compensado pela redução dos gastos com treinamento. Outro aspecto diz respeito à integração deste recém contratado, pois é possível que haja choques de geração entre o novo velho líder e um jovem liderado – sobretudo se ambos tiverem a mesma formação. Por isso, a executiva aconselha as empresas que cogitarem essa estratégia a prepararem seus RHs. “Fazemos uma reunião mensal com todos os gerentes e engenheiros abordando temas ligados ao assunto”, exemplifica, citando também a realização de treinamentos de liderança, exatamente para trabalhar os aspectos de gestão junto às gerências. A estratégia busca transformar conflito geracional em troca de experiências