Palestrante Sérgio Dal Sasso

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Pressão, resultados e reconhecimento

"Toda ação por mais objetiva e clara que seja deve estar amparada pelo jogo claro das atitudes necessárias, junto com os estimulos que façam as compensaçoes pela dedicação e envolvimento." (Sérgio Dal Sasso)


Fonte: Canal Rh
Autor:Fernanda de Almeida

Alguns segmentos de negócios são característicos pelos elevados níveis de pressão e cobrança, dadas as metas sempre ascendentes. Nestes casos, o departamento de Recursos Humanos precisa ser um forte aliado dos negócios, sob pena de não obter o comprometimento necessário dos colaboradores. O suporte do RH começa no processo de recrutamento, que precisa identificar os talentos certos para ambiente tão competitivo. “A tensão não está na realização da tarefa, mas como as pessoas encaram o seu trabalho. Os RHs têm função importante nesse processo”, afirma Gutemberg Macedo, consultor da Gutemberg Consultores.

As empresas devem ser honestas e transparentes com seus profissionais. É dever do RH refinar o processo seletivo e falar claro e abertamente sobre a cobrança a que os candidatos serão submetidos. Depois de contratados, os profissionais devem ser recompensados quando necessário e terem consciência de que podem crescer. “Quem se submete a muita pressão geralmente é competitivo”, diz Macedo.

Para o consultor, “o papel do líder também é fundamental para que o ambiente de trabalho funcione bem e de maneira satisfatória para a empresa e o profissional, mesmo com níveis de cobranças estratosféricas”. Afinal, os líderes são responsáveis por aproximar as pessoas e dividir as responsabilidades com elas. “A política de metas não gera pressão. O que gera pressão é o distanciamento dos gestores das pessoas”, acredita.

Orientação e treinamento

Bater metas é uma cobrança diária para os funcionários da System Interact, empresa do Grupo System, com 500 posições de atendimento, que atua nas áreas de call center e cobrança, oferecendo soluções para todas as etapas do processo de cobrança. Alberto Albano Neto, superintendente do call center da System Interact, explica que as metas (lá chamadas de desafios) são acompanhadas de um feedback estruturado, aplicado pelo superior imediato. Nos casos em que os objetivos não estão sendo alcançados, a empresa desenvolve projetos de orientação (reciclagens) e treinamentos (qualificação) para que os profissionais fiquem mais adequados às tarefas que executam. “Valorizamos pessoas e não a tratamos como números, por isso entendemos que a formação profissional é o caminho para bons resultados”, afirma Neto.

Com relação aos benefícios oferecidos para aqueles que melhor desempenham seus objetivos e lidam com as dificuldades, a System Interact, sempre com respaldo do RH, estrutura sistemas de meritocracia para os resultados operacionais, por meio dos quais pessoas são reconhecidas financeiramente. Reconhecimento nos canais internos de comunicação também faz parte do processo. “Além disso, temos ações quinzenais para mensuração do clima por meio de um bate papo descontraído e informal, durante o qual diversas oportunidades de melhorias são pontuadas e efetivamente colocadas em prática”, conta Neto.

“Os objetivos e desafios são encarados de maneiras diferentes, pois o profissional sabe que terá benefícios se realizar além do esperado”, afirma Neto. “O ‘algo a mais’ pode lhe render ótimos frutos, por isso não temos uma tensão diária, mas sim pessoas motivadas a superarem seus objetivos”, explica.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Atitudes criativas: patrocínios se revertem em motivação e comprometimento

Autor: Anderson Silva
Fonte: Canal RH

Financiar bolsas de estudos ou cursos de língua aos colaboradores integra o manual de boas práticas de muitas companhias. Ainda é minoria, mas outro grupo de empresas tem optado por estender os benefícios para atividades além do campo profissional. Assim, funcionários têm ganhado patrocínios para atividades esportivas, como correr uma maratona, ou desenvolver aptidões musicais. Estabelece-se assim uma nova relação, de parceria, que resulta em comprometimento para ambas as partes, que só têm a ganhar.

O Laboratório Sabin, de Brasília, por exemplo, patrocina colaboradores em corridas de rua. A ideia do projeto, segundo a superintendente de Gestão e RH, Marly Vidal, é buscar o equilíbrio entre as necessidades dos colaboradores e os objetivos da empresa. “O Sabin procura tratar seus colaboradores com respeito e como pessoas que possuem sonhos”, resume a executiva.

Segundo ela, quando é possível alinhar os sonhos dos colaboradores às necessidades da empresa surgem possibilidades diversas, como patrocínio de bolsas de ensino superior, patrocínios para maratonas locais ou em outros estados, patrocínios de cursos e congressos nacionais e internacionais e até patrocínios a pesquisas científicas. No momento, o Sabin tem mais de 250 colaboradores que participam das corridas locais e 20 que foram para a Maratona do Rio de Janeiro. Na bolsa educação, o benefício alcança cem colaboradores.

Um dos profissionais que recebe o incentivo da empresa é o agente de recepção Rodrigo Silva da Rocha. Amante de corridas, ele está no laboratório há dois anos e reconhece no patrocínio um diferencial da empresa. “Uma amiga que treinava comigo e trabalhou na empresa me indicou para uma vaga. Depois que soube do patrocínio fiquei mais interessado em conseguir o emprego”, relembra. Depois de conseguir a vaga não foi difícil receber o incentivo para participar das competições. “A empresa arca com a inscrição e possui um grupo de corrida e treinamento que se reúne duas ou três vezes por semana”, conta.

Com a valorização, Rocha já levou para casa troféus por participação em provas de rua e se orgulha da medalha pela 48ª colocação em uma meia maratona realizada em novembro, em Brasília, reunindo mais de 1 mil atletas. “Eles premiavam apenas os cem primeiros atletas de cada categoria”, diz.

O Colégio Fênix Santa Paula, em São Caetano, aposta nas iniciativas esportivas ou culturais de seus colaboradores, como explica a vice-diretora da instituição, Renata Souza Leite. “Sempre tentamos viabilizar, seja financeiramente ou de alguma outra forma, iniciativas desse tipo”, comenta.

Beneficiada com o incentivo, a orientadora educacional do colégio, Andréa Brandão, sentiu-se ainda mais motivada a participar de competições de longa distância de ciclismo com sua equipe, a Evolution Team. “Senti-me muito valorizada, fiquei com a auto-estima elevada, o patrocínio fortaleceu a equipe”, diz. A diretora do Colégio conta que o profissionalismo e a força de vontade demonstrada por Andréa contribuiu para o patrocínio. “É importante ajudar uma pessoa que está conosco no dia a dia. Sabemos do empenho e o quanto ela se doa pelo esporte e também aqui em nossa instituição”, diz.

Música para todos

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), fornecedora de concentrado de urânio, abraçou a ideia dos colaboradores da sede em Resende, no Rio de Janeiro, ao patrocinar o coral INB Radiante desde o começo do ano. “O coral foi criado em 2006 e surgiu como uma maneira de integração entre as diversas áreas”, diz Ligia Brutt, coordenadora de Ações Comunitárias da INB.

No grupo, são realizadas oficinas de técnica vocal, postura, respiração, solfejo (leitura das notas musicais) e técnicas de expressão corporal a fim de preparar o grupo para apresentações públicas. O coral costuma se apresentar nas festividades da empresa e em eventos regionais, além de escolas e instituições beneficentes. “Investir em projetos sócio-culturais faz parte das ações de responsabilidade social da INB e sempre procuramos beneficiar nossos colaboradores e as comunidades onde eles vivem”, finaliza.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Gestão de pessoas: competitividade pela eficiência

A gestão de pessoas na gestão dos negócios deve ser um "mix" entre variaveis inteligentes de incentivo e uma visão participativa pelo envolver em utilidade, para se fazer equipes com sentimento e participação.(Sérgio Dal Sasso)

Fonte e autoria: GS&MD (Daniel Maganha), complementado graficamente por Sérgio Dal Sasso


Competitividade que traz eficiênciaO chefe chega ao escritório em plena segunda-feira e vê aquele funcionário insatisfeito e mais uma vez descontente com a sua situação profissional. Em um passo de mágica, PIMBA! - uma promoção, um aumento, um tapinha nas costas é o suficiente garantir mais um dia, uma semana, mais um mês de alta produtividade, empenho e vontade de vestir a camisa da empresa. Caso ele volte a ficar insatisfeito, estão disponíveis outros PIMBAs! para motivar seu volátil colaborador - uma responsabilidade nova, um novo assistente, um reconhecimento público diante dos acionistas, uma comissão ao funcionário desmotivado...

Esse funcionário, na maioria dos casos, responde positivamente ao “Modelo PIMBA!“: motiva-se e desmotiva-se segundo os humores do chefe e da sua obscura carreira. Mas é um profissional míope: ao mesmo tempo em que é leal ao seu “patrão” e às suas tarefas, dificilmente entende seu papel estratégico na organização e delega à empresa suas expectativas de crescimento. Ele é o marujo que não faz idéia para onde o barco está indo, mas acredita no seu comandante e/ou na embarcação e continua a varrer o convés. Sabe que há outros barcos no oceano, mas não faz a gestão da sua carreira para entender qual é o barco que lhe dará melhores condições profissionais.




Essa gestão bipolar do funcionário faz parte de uma Escola Motivacional e é uma prática comum (e evidentemente eficaz) no dia-a-dia das empresas. Especialmente no varejo, em que a dinâmica e a velocidade do segmento exigem fôlego diferenciado dos vendedores, líderes norteiam suas equipes por recompensas maquiadas por comissões e... PIMBA! - mais vendas e vontade para trabalhar... pelo menos no curto prazo.

Mas esse cenário está a um passo de mudar...

Uma nova bandeira está sendo hasteada, decretando a crise do “Modelo PIMBA” na Gestão de Pessoas. Em vez de invés de motivação, autonomia; em vez de recompensa, parceria. O Modelo de Competitividade começa a ganhar espaço nas relações entre empresas e empregados e a consolidar novos contratos psicológicos entre as partes.

O que gera essa mudança é uma complexa rede de pressões internas e externas, que força as organizações a olhar ao mesmo tempo para o próprio umbigo e para o umbigo dos outros (incluindo, aí, seus próprios colaboradores). Surgem, nesse novo olhar, mais flexibilidade no trabalho, mais velocidade nas respostas e mais eficiência para lidar com situações inusitadas e obtusas. As empresas passam a necessitar de profissionais mais autônomos e pró-ativos, que estão longe de serem submissos e obedientes.

Ao mesmo tempo, na era do conhecimento, as empresas passam a depender cada vez mais desses profissionais. Se na Administração Científica o “comando” garantia a produtividade do “operário“, agora as empresas não possuem mais processos automáticos para tomar decisões - dependem de gente para continuar como player no mercado. E, quando analisamos a capacidade das empresas de se adaptar a mudanças ou de tomar decisões, as pessoas passam a titulares como seus novos diferenciais.

O varredor do convés passa a saber exatamente para onde o barco está se dirigindo e ganha um trunfo a mais - além de conhecer quais outros barcos estão no oceano, pode trocar de embarcação com muito mais facilidade do que antes. A individualidade do colaborador ganha destaque e a sua lealdade passa a ser menor com as empresas e maior consigo mesmo - e o investimento nesse colaborador passa a ser essencial para garantir sua retenção.

Esse novo modelo, portanto, requer retenção de pessoas e entendimento do que é importante para que elas atendam às expectativas das empresas. Aliás, em vez de as empresas pedirem motivação aos funcionários, desenvolvem parcerias - e garantem, aos poucos e uniformemente, o compromisso das pessoas com suas estratégias. Essa troca, justa e planejada, consolida o novo contrato psicológico entre empresas e empregados. E, no varejo, novos formatos de relação com vendedores (envolvendo benefícios, carreira e compromisso) sustentam essa visão de parceria.

Mudamos do “Modelo PIMBA” para o modelo "Os 3 Mosqueteiros" - um por todos e todos por um.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Férias coletivas - Dúvidas?

Nota: estar em dia com a legislação faz parte da estratégia para se evitar desgastes e custos adicionais (Sérgio Dal Sasso)

Fonte: Canal RH
Autor: Julio Caldeira

Com a proximidade das festas de fim de ano não é de se estranhar que um dos assuntos principais ligados ao trabalho seja, na verdade, quando ele vai acabar. Ou seja, quando começa aquele breve, mas bem vindo período de férias. Nesta ocasião, muitas empresas optam por conceder férias coletivas. Nem todo mundo sabe, mas a prática precisa obedecer a alguns procedimentos burocráticos e atender certas condições previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Uma característica básica das férias coletivas é que elas são concedidas a critério do empregador. “Quem decide é a empresa. O empregado não pode escolher se quer tirá-las ou não”, explica a advogada da área trabalhista e de previdência Claudia Camargo, consultora do Centro de Orientação Fiscal em São Paulo (Cenofisco). A especialista esclarece ainda que, para que a empresa adote esse procedimento, ela deve comunicar, por carta, tanto a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), órgão ligado ao Ministério do Trabalho, quanto os sindicatos das categorias que ela emprega – e tudo isso com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

Fica a critério da organização também conceder as férias coletivas a todo o quadro de funcionários ou somente a alguns departamentos. “No entanto, ficam descaracterizas as férias coletivas se algum empregado do setor em férias, mesmo que seja um apenas, continue trabalhando”, alerta Claudia. Ela informa também que o período não pode ser inferior a dez dias, mas a duração fica a critério da empresa.

Para o empregado, a comunicação das férias coletivas – cuja remuneração proporcional e os dias de descanso são descontados das férias individuais – deve ser feita também por escrito, no prazo mínimo de 30 dias antes do início das mesmas. O descanso deve ser anotado na carteira profissional e no livro ou ficha de registro do funcionário.

Casos especiais

A CLT, que dispõe sobre o tema a partir do artigo 134, prevê procedimentos diferenciados para alguns casos. Um deles diz respeito aos funcionários que, na ocasião das férias coletivas, ainda não completaram um ano de admissão – ou, na linguagem mais técnica, não fecharam o chamado período aquisitivo, ou seja, os 12 meses necessários para que o funcionário tenha direito às férias. Nesse caso, é preciso calcular quantos dias o funcionário já adquiriu por lei – considerando eventuais ausências. Se esse período for menor do que o tempo previsto para as férias coletivas, o empregado completará o tempo de descanso em regime de licença remunerada. Pode parecer tudo a mesma coisa, mas a diferença tem importância na hora de uma ação trabalhista, por exemplo.

Trabalhadores com menos de 18 anos e mais de 50 anos também possuem regras específicas. A empresa não pode conceder a eles apenas os dias das férias coletivas. A lei obriga que sejam concedidas, nesse momento, as férias integrais às quais eles têm direito. “Empregados nessas faixas etárias não podem ter as férias partidas”, explica o advogado Anderson Pereira dos Santos, consultor trabalhista da Confirp Contabilidade. “Ou seja, eles não podem tirar um período agora, como férias coletivas, e depois tirar o restante, como férias normais.”

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estratégia 2012 - crescimento Brasil 2011

Fonte: O Globo / Ronaldo D"Ercole

Brasil cai para 30º no ranking de crescimento - 07/12/2011

O fraco desempenho da economia no terceiro trimestre fez o Brasil perder seis posições no ranking dos países que mais crescem no mundo. Com a expansão de 2,1% do PIB em relação ao terceiro trimestre de 2010, o país caiu para a 30ª posição do ranking, que continua sendo liderado pela China, que, mesmo em desaceleração, cresceu 9,1% entre julho e setembro. O Brasil também ficou atrás de todos os países do Brics (grupo das maiores economias emergentes, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A Índia, com expansão de 6,9%, aparece em quinto lugar no ranking, enquanto a Rússia, com 4,8%, é a 12ª. Até a África do Sul, que no ranking do segundo trimestre estava na lanterna do grupo, cresceu mais, 3,1%, e figura no 25º posto agora.

Mesmo perdendo fôlego em relação a 2010, quando cresceu a uma vigorosa taxa de 7,5%, o Brasil deve manter-se como a sétima maior economia do mundo este ano. Simulação feita pela Austin Rating com base nas mais recentes projeções de crescimento do PIB para as principais economias indica que o PIB brasileiro deve atingir este ano US$2,28 trilhões - valor que leva em conta uma alta anual de 3% do PIB.

Mesmo com uma expectativa de crescer apenas 1,7%, o PIB dos Estados Unidos deve passar de R$15 trilhões. O PIB chinês deve crescer 9,2%, para US$6,75 trilhões, consolidando-se como a segunda maior economia do planeta, à frente do Japão, que continuará encolhendo ( -0,5%), com US$5,3 bilhões.

Expansão fica abaixo até da registrada pela Alemanha

A freada do trimestre passado fez a economia brasileira crescer menos que a da Alemanha, que, mesmo estando no epicentro da crise europeia, teve uma expansão de 2,6% do PIB no período. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, ressalta que esse dado deve ser visto com cuidado, uma vez que a economia alemã vem crescendo pouco já há algum tempo, enquanto o Brasil se expandiu fortemente em 2010. No terceiro trimestre de 2010, o PIB alemão avançara 3,9%, enquanto o brasileiro saltou 6,7%.

- Em termos qualitativos, o Brasil cresceu mais. Uma taxa um pouco menor, mas sobre uma base ampliada, de renda e produção muito maior - disse Agostini.

Sobre o fato de o país ter ido para a lanterna do Brics, o economista observa que China e Índia seguem firmes movidos por processos muito fortes de urbanização, transformações sociais e crescimento da demanda interna, fatores que minimizam os efeitos da piora do cenário externo. A expansão mais robusta da Rússia, segundo ele, é parecida com a da Alemanha, já que o país também acumulou taxas muito baixas de crescimento em 2010. Na África do Sul, o economista vê características comuns ao Brasil, como a evolução do consumo interno, a expansão do mercado financeiro e dos investimentos.

Para a Europa, apesar de desempenhos melhores como os da Alemanha, da Suécia (4,6% no trimestre passado), da Polônia (4,2%) e da Romênia (4,4%), as perspectivas não são boas.

- A perspectiva é ruim por causa do impasse atual, que deve contaminar a atividade da região em 2012 - diz Agostini.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Brasil é 73º em ranking que mede percepção da corrupção no mundo

Fonte: O Globo / Juliana Castro

País fica bem atrás de Chile e Uruguai, que estão junto a EUA e França

O Brasil ficou com a 73ª colocação no ranking divulgado ontem pela ONG Transparência Internacional, que mediu a percepção da corrupção em 2011 entre 183 países. O Brasil melhorou ligeiramente sua nota em relação a 2010, quando ficou em 69º lugar, passando de 3,7 para 3,8. Quanto mais próximo da nota dez, menor é a sensação de que o país é corrupto.

A melhor colocada foi a Nova Zelândia, com 9,5. Dinamarca e Finlândia aparecem logo em seguida, com 9,4. A percepção de que o país é corrupto é maior na Coreia do Norte e na Somália, já que ambos ficaram na lanterna, com a nota 1. Segundo o levantamento da ONG, dois terços dos países classificados apresentaram nota menor que 5.

O Chile é o país mais bem colocado da América Latina, aparecendo no 22º lugar. Com nota 7,2, ficou à frente de países desenvolvidos como Estados Unidos (24º ) e França (25º ). O Uruguai ficou com a mesma nota 7 obtida pelo país de Nicolas Sarkozy, compartilhando a mesma posição na lista. Argentina (100º ), Equador (120º ) e Paraguai (154º ) tiveram notas iguais ou menores que 3. A Venezuela obteve o pior resultado na América do Sul, ficando em 172º .

Escândalos publicados na imprensa têm influência

- O ano de 2011 viu o movimento por uma maior transparência tomar um caminho irreversível, à medida que cidadãos ao redor do mundo exigem responsabilidade e transparência dos seus governos. Os países com altas notas mostram que, com o tempo, os esforços para melhorar a transparência podem ser mantidos e beneficiar seu povo - afirmou o diretor executivo da Transparência Internacional, Cobus de Swardt.

Pesquisador de Transparência Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Fabiano Angélico diz que, como a pesquisa se trata de percepção, escândalos publicados na imprensa podem influenciar.

- Essa pesquisa é feita junto a públicos diversos, gente que acompanha os casos pela imprensa. Quando tem muita notícia, marchas contra corrupção na rua, essas pessoas podem achar que aqui tem muita corrupção, mais que em outros países - disse o pesquisador, que, embora tenha ressalvas sobre o ranking divulgado, afirma que o Brasil certamente não poderia aparecer entre os melhores.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bom humor melhora o ambiente e a produtividade!

Fonte: Canal RH
Autor: Anderson Silva

Pesquisa da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, com 500 colaboradores de uma empresa de teleatendimento, mostrou que o estado de espírito dos atendentes ao iniciar a jornada de trabalho impacta diretamente no desempenho ao longo do dia. Segundo os pesquisadores, se o dia começa bem e o colaborador está de bom humor, ele produz mais e melhor. O resultado indica que o mau humor também merece atenção das empresas, que não podem relegar o problema ao plano pessoal dos colaboradores.

O psicólogo clínico e doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Julio Peres, explica que a felicidade é um estado complexo e particular, mas há empresas cujos departamentos de Recursos Humanos desenvolvem técnicas e até mesmo índices para avaliar o nível de felicidade dos colaboradores e descobrir quais as melhores práticas para reduzir a infelicidade no ambiente de trabalho.

“O estado subjetivo chamado de felicidade abrange um conjunto dinâmico de vivências: os prazeres fugazes, tais como uma surpresa agradável, almoçar, ouvir uma música, etc.; os prazeres mais duradouros, relacionados com a satisfação com a vida e envolvendo o relacionamento diário com família, trabalho e amigos; e o bem-estar perene, compreendendo estilo de vida, gratidão, motivação, contentamento íntimo, propósito e significados amplos para o dia-a-dia.”, explica.

Para o especialista, o primeiro passo para uma empresa promover a felicidade entre seus colaboradores é traçar um diagnóstico para identificar os motivos pelos quais eles não se sentem motivados e estão infelizes com o trabalho. A partir daí, são necessárias iniciativas que promovam a melhoria da qualidade de vida desses profissionais no ambiente corporativo. Algumas ideias são incentivar a prática de esportes e oferecer atividades relaxantes, como massagem, ou alternativas, como ioga e meditação.

Gestão participativa

A Gazin, empresa paranaense de vendas no varejo, adotou a gestão participativa, com um canal aberto entre os funcionários e a diretoria, de forma que eles possam sugerir mudanças que consideram relevantes, explica a gerente de RH, Viviane Thomaz. “Com isso, os profissionais se engajam nos processos produtivos, com sentimento de que também são donos do negócio e não há nada mais produtivo do que gente feliz”, diz.

Para Viviane, manter relacionamento próximo e acolhedor é fundamental para identificar os motivos do mau humor do colaborador. Ela acredita que “ninguém tem humor negativo de graça” e que é importante ouvir o que a pessoa tem a dizer. “Isso faz com que provoquemos o desejo do colaborador em mudar e consigamos um compromisso dele nesse sentido”, acrescenta.

A Almaviva do Brasil, empresa de telemarketing, também promove ações motivacionais propostas pelos próprios colaboradores. Entre elas figuram as campanhas de premiação pontuais e sessões de massagens, informa o diretor de Recursos Humanos, Wagner da Cruz. Para ele, o respeito ao outro é fundamental e pequenas ações são eficazes para melhorar o humor do colaborador. Um exemplo de atitude para promover o melhor clima na empresa é ouvir as pessoas e dar feedbacks de forma adequada, preparada e estruturada, visando sempre a motivação e a busca do aprendizado.

Ele ressalta que o bom humor ajuda as pessoas a superarem os desafios. “Pessoas bem humoradas, de maneira geral, vivem melhor, pois estão mais preparadas para superar os desafios que a vida coloca, enxergando-os como oportunidade de aprendizagem, desenvolvimento e superação, e não apenas como obstáculos difíceis de serem ultrapassados”, resume.

Nas duas companhias, a participação dos colaboradores nas decisões da empresa sobre as ações que os afetem é o que resulta em maior satisfação. Para Sidnei Batista, sócio-diretor da Ecos – Educação Corporal e Saúde, essa participação é essencial, pois ações motivacionais só surtem efeito se o colaborador perceber que elas realmente são em seu benefício. “Qualquer ação pode ser motivadora para as pessoas, com enorme impacto na produção, desde que elas a vejam como algo significativo”, diz. E os colaboradores que trazem o mau humor de casa? Nestes casos, Batista sugere uma intervenção cuidadosa por parte da empresa. “Isso tem que vir com convites do tipo ‘tenho feito aulas de ioga e percebi que me sinto melhor. Você gostaria de ir comigo um dia desses e ver se gosta?’”, exemplifica.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Gestão da saúde: redução de custo e aumento produtividade

Fonte: canal RH

Duas pesquisas apontam dados preocupantes sobre a saúde dos executivos brasileiros: mais da metade dos profissionais de cinco estados sofre algum tipo de problema de saúde. Números da Bradesco Saúde, baseados em levantamento do Programa Juntos Pela Saúde, apontam que dos seis mil check-ups realizados em pessoas com idades entre 28 e 58 anos, 67% dos homens e 33% das mulheres apresentaram algum fator de risco para saúde, como obesidade e hipertensão.

Os números mudam um pouco quando falamos especificamente do Rio de Janeiro. Levantamento da Vita Check-Up Center na capital carioca, com base em seus sete mil clientes, revelou que as mulheres são mais estressadas do que os homens. De acordo com a pesquisa, 42% dos homens avaliados e 54,6% das mulheres estão na faixa de estresse excessivo. Resultado: um quarto do grupo, com idade média entre 41 e 45 anos, apresenta nível de pressão arterial elevado.

Segundo a endocrinologista Roberta Frota, do Hospital 9 de Julho, a cobrança por resultados contribui para o estresse e este pode levar a doenças como obesidade e problemas vasculares. “As pessoas se alimentam mal, dormem mal e, em geral, são sedentárias”, diz. A médica explica que o estresse excessivo ativa o cortisol, hormônio produzido pelo corpo para responder às situações de emergência e ajudar na resposta física aos problemas gerados, aumentando gradualmente a pressão arterial até um nível perigoso para a saúde.

Para ela, as empresas devem investir mais em programas de saúde. “A prevenção é a melhor solução. Incentivar o colaborador a cuidar de sua alimentação ou a praticar esportes faz diferença”, diz.

Medidas preventivas

A Nivea, fabricante mundial de cosméticos, dá dicas para combater o estresse. De acordo com a diretora de Recursos Humanos e Sustentabilidade, Mônica Longo, uma pesquisa de opinião, aliada à vontade da empresa em melhorar a saúde de seus colaboradores, fez com que a companhia adotasse medidas preventivas. “Nós realizamos, em parceria com a SulAmérica, um plantão médico que, entre outros exames, coletou o sangue dos colaboradores permitindo um ‘mapeamento’ dos possíveis casos de doenças crônicas”, diz.

Com os resultados em mãos, a empresa passa dicas aos profissionais, sempre com aval médico, de como eles podem mudar seus hábitos e melhorar a saúde. “Além disso, fazemos um ‘Plantão de Estresse’, com massagem antiestresse semanal, e uma ‘Blitz Postural’, para melhorar a postura dos profissionais”, conta.

Nas pessoas que foram detectadas doenças crônicas, conta Mônica, há um acompanhamento mensal feito pelo médico do trabalho da empresa. “Nesse levantamento, detectamos em alguns jovens a tendência para hipertensão. Para eles, encaminhamos um relatório individual, baseado nos exames médicos, com dicas para evitar que a situação se agrave”, explica.

As ações da Nivea também se refletem na saúde financeira da empresa. Segundo Mônica, antes da implantação dessas medidas, em 2008, a taxa de sinistralidade (a soma de gastos pelo conjunto de participantes) superou os 70%, o que levaria a um aumento do plano de saúde. “De 2009 para cá, a taxa de utilização ficou estabilizada e não ultrapassou essa margem e não houve o aumento, que seria da ordem de 15% a 20%”, calcula.



Outro exemplo de cuidado com a saúde dos executivos e colaboradores acontece na BExpert, empresa de tecnologia e consultoria em gestão empresarial , com a formação de um grupo de esportes. A primeira iniciativa foi a locação de uma quadra de futebol society, onde cerca de 20 colaboradores (incluindo mulheres) jogam uma vez por semana. “Também subsidiamos parte da inscrição dos colaboradores que praticam corridas”, comenta a gerente de marketing da empresa, Patricia Kost, que lembra que antes dessas iniciativas, poucos colaboradores praticavam esporte.

Além de incentivar a prática de esportes, a empresa dá dicas de saúde e alimentos saudáveis para seus profissionais. Todas as terças-feiras, pela manhã, e quintas-feiras, à tarde, a companhia faz o “Dia da Fruta”. “Os benefícios das frutas são divulgados por meio de um boletim, informando o impacto positivo que a fruta traz para a saúde”, explica.

Outra solução para empresa que se preocupa com a saúde de seus executivos é contratar os serviços de uma empresa especializada. A Funcional é uma delas. De acordo com o Gustavo Guimarães, diretor médico empresa, são desenhados projetos específicos para cada cliente em função dos objetivos. “A partir disso, realizamos exames preventivos nos colaboradores e, dependendo do caso, em seus dependentes”, diz. Depois dos resultados, explica, o paciente é orientado a seguir as recomendações médicas.

Ações como as da Nivea e da BExpert podem parecer simples, mas geram resultados significativos. “Isso tudo é válido”, explica a endocrinologista Roberta Frota. “Um colaborador se sente valorizado e trabalha mais contente quando sabe que a empresa cuida da sua saúde, mesmo que sejam com ações simples, mas eficazes”, finaliza.

O equilíbrio só pode ser conquistado quando treinado para ser incorporado (Sérgio Dal Sasso)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Crescer 2011 - 2012

Autor: Marcos Gouvea de Souza
Fonte: GS&MD


Condenados a crescer... A história parece se repetir. No último trimestre de 2008 o mundo também vivia o agravamento da crise financeira que havia se iniciado com os problemas do mercado imobiliário e que se alastrou posteriormente para todo o sistema financeiro, quebrando bancos e espalhando suas consequências, sentidas até hoje, por outros mercados.

Os pessimistas de plantão, economistas e jornalistas, com raras e honrosas exceções, imediatamente sinalizaram as dramáticas repercussões que haveria imediatamente no Brasil. Uma busca nos títulos e nas matérias da época vai mostrar quem foram os arautos do caos naquele momento.

Naquele momento a massa salarial continuava se expandindo, o crédito ao consumo crescia e, de fato, o que se alterou foi a confiança do consumidor, impactada pela dimensão dos problemas que se aproximavam. Ao final do ano a massa salarial havia crescido 6,9%, o PIB evoluiu 5,1%, o consumo das famílias 4,1% e as vendas do varejo 9,1%, apesar da perda de ritmo no último trimestre.

A ação do governo, com planos de estímulos e redução de impostos; e mais as empresas e entidades preocupadas com essas perspectivas se mobilizaram para criar um quadro de reversão desse comportamento, movimento que à época se convencionou chamar de “Marolinha”, homenagem à forma como o presidente reagiu ao tsunami financeiro global.

O consumo e as vendas andaram de lado, com menor crescimento, até o primeiro trimestre de 2009. A partir daí o ano teve um excelente desempenho, tendo o varejo crescido 5,9% sobre a expansão de 9,1% do ano anterior e, apesar do crescimento negativo do PIB de 0,2%, com evolução de 7% do consumo das famílias naquele ano.

O fator mais relevante para esse soluço vivido pela economia e o consumo foi a mudança da confiança do consumidor, abalada durante a internalização da crise global e que durou até o primeiro semestre de 2009.

O quadro atual lembra demais esse período. A crise agora é na Europa e, mais do que os bancos, são os países que enfrentam os principais problemas. Espanha, Portugal, Grécia e Itália, por enquanto, têm que mostrar como irão pagar a conta dos descontroles e de uma política social liberal e insustentável.

E, evidentemente, o potencial risco de envolvimento global é grande, porém menor do que quando o problema envolvia os Estados Unidos, por ser a maior economia do mundo e aquela com maior interconexão com outros países.

Para compensar esse quadro, o fato de que a China assume um papel cada vez mais decisivo no cenário global. O potencial risco para o Brasil existe e sempre existirá, mas a realidade dos negócios no mundo real mostra um cenário absolutamente distinto, ainda que com algum ajuste de curto prazo.

As vendas do varejo continuam se expandindo, apoiadas no crescimento de consumo das famílias impulsionado pela expansão de 6% da massa salarial, da oferta de crédito e do nível de emprego. Mais uma vez, a Confiança do Consumidor tem papel decisivo e no período de agosto e setembro reduziu-se, induzindo os consumidores a uma postura mais cautelosa de compras, em especial nos bens duráveis, mais dependentes do crédito de longo prazo. Já a partir de outubro, parece se iniciar um novo ciclo de melhoria do humor do mercado que pode sinalizar boas vendas no período do Natal, mas que deverá mostrar um índice de crescimento inferior à média do ano, de 7% até setembro.

Com a continuidade da expansão da massa salarial, pelo aumento da renda real das famílias e do emprego, associada com a oferta de crédito e a melhoria da confiança do consumidor, estamos “condenados a crescer” (como disse um amigo recentemente) também em 2012-2014, talvez em índices inferiores ao passado recente, mas positivos e relevantes em escala global.

Sem dúvida esse crescimento não se fará homogêneo para todos os setores econômicos, com claros problemas para alguns setores industriais, nem em todas as regiões brasileiras. Mas, ainda assim, desafiando o pessimismo de muitos, talvez até mesmo da maioria, estamos condenados a crescer.

Marcos Gouvêa de Souza (mgsouza@gsmd.com.br), diretor geral da GS&MD – Gouvêa de Souza

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lições para o sucesso: do comportamento à realização

“Nossa diferenciação dependerá dos pequenos detalhes onde segundos a mais representem as fórmulas para que a sua sabedoria se encontre na frente do tempo dos outros” (Sérgio Dal Sasso)

Sonhos

Costumo dizer que existem dois tipos de sonhos. O primeiro é quando procuramos usar o nosso leito, se mantendo acordado e forçando a mente para algo que desejamos, como por exemplo: ganhar na loteria, viajar, ter o carro dos sonhos. O segundo, típico das noites de domingo para segunda, nos envolve com as preocupações e problemas a serem superados enquanto nos lembramos da realidade a vencer, tipo contas a pagar, desafios a enfrentar e decisões a tomar.

Tente tirar os pesadelos da frente, procurando soluções com os pés no chão, criando os espaços para vivenciar agindo no seu dia-a-dia e conquistando passo a passo tudo o que parecia, mas não acontecia.

Motivação

Comece o seu dia com um sorriso espontâneo, dirigindo-o a alguém próximo. Garanto que a resposta que você terá será melhor que a de ontem. Mas não pare por aí, se o banho quente não o renova, ajude o governo evitando futuros “apagões” e vá de ducha fria, acho que você vai se sentir melhor para lutar pelas condições que lhe ofertem o equilíbrio para as conquistas.
Sua missão para que os valores do empenho apareçam deve estar atrelada às energias que te façam construir novas famílias, que possam ampliar seu conhecimento com o reconhecimento, para que a velocidade tenha a qualidade em ritmo para acompanhar as mudanças.

Atitude

Ou você faz, ou tenha certeza de que alguém fará em seu lugar. Tudo passa e o tempo não está nem aí pelo fato de você aproveitá-lo ou não. Também não adianta buscar ajuda não convencional, acreditando que aquele lá de cima sempre terá um tempinho só para você. O mundo está aberto e parte dele tá na rede, mas por mais aprendizado que você tenha pelo virtual, um dia terá que aplicá-lo se expondo para cantar a sua própria música, criando públicos para formar a sua parte aplausos. Este é o desafio que você encontra na vida, do tipo “SER OU NÃO SER”, de William Shakespeare.
Quebre o gelo e treine muito para que seu lado proativo vença as limitações e o faça superar as incertezas das ações iniciais e o medo pelas aceitações.

Percepção

Trabalhe observando o que acontece, o que precisa acontecer, o que pode surpreender. Existem pessoas que fazem bem feitos, que são dedicadas, seguem as regras, os livros e a didática correta para não serem surpreendidas por maus resultados. Porém, as respostas nem sempre são as planejadas, mas as que conseguimos atingir após ajustes, eliminações e inclusões, e para isso, mais informações e adequações serão uma eterna justificativa para que o se mexer o afaste sempre do se acomodar ou parar.

Do ponto de vista dos negócios, enxergar o que ninguém consegue ver é o princípio da excelência de poucos. Perceber o vento e a sua direção, de onde ele vem e para onde ele vai, irá produzir mais clareza para que seu caminho reúna os detalhes que farão a diferença.

Capacitação e competência

A grande maioria dos principais empresários e executivos do mundo não chegou ao sucesso pelos meios acadêmicos. Seus resultados vieram da experiência e da vivência, do praticar o exercício diário do “trabalhar”, aproveitando a disponibilidade do tempo para realizar, conhecendo e trocando conhecimentos com outros, errando e ajustando.

O conhecimento deve andar junto com a aptidão e “tesão”, pois na prática precisamos nos tornar percebidos e gostar disso, para que nossa formação conquiste resultados. Também é indispensável desenvolver características proativas, ou seja, para crescer é preciso passar pelo tentar até se chegar ao feito. A intensidade dessas características fornecerão subsídios práticos, tanto para a evolução compartilhada, como para que os outros percebam a nossa existência e avaliem o grau da nossa competência.

Estratégia, Planejamento e Metas

Estratégia não tem nenhum valor enquanto isenta de ações táticas, e essa é a diferença entre um intelectual e um gestor. É muito comum encontrarmos grandes estrategistas que se confundem com grandes sonhadores, por não conseguirem pôr em pratica o que pensam e o que escrevem.
Organizar o que pretendemos fazer, quantificar e qualificar o conjunto necessário (meios e formas), do como ao o que pretendemos ser, é a melhor ferramenta para anteciparmos a vida com ações reais para se atingir os resultados e expectativas.

De nada adiantam estratégias, projetos e planejamento, se não forem transferidos ao conjunto que chamamos de equipes e colaboradores. Existe uma parte para que todo o esforço tenha a sua recompensa. A meta e suas evoluções dependem da forma como ajustamos nosso tempo, dotando-o de qualidade de pessoas e processos com a humildade para se incluir conectado com a parte dos outros e pelo comprometimento comum aos objetivos.

Realização

Nossas realizações vêm de coisas simples e de feitos complexos, pois dependem dos desafios de conseguir desenvolver trabalhos que sirvam como palcos para que outros melhorem suas condições. A minha parte depende da sua parte para que a nossa parte seja crescente e contínua.

Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Temas: empreendedorismo, liderança, negócios e vendas, profissões e carreiras.
Portal: www.sergiodalsasso.com.br
Vídeo Institucional:
http://www.youtube.com/watch?v=UdlfW8IOQv0&feature=player_embedded

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Case Zara: rejeição à sustentabilidade pelo trabalho escravo

Entre o mkt politicamente correto e a transparência pela geração de lucros, ainda temos um mundo que cria fantasias e se esquece da ética.(SDS)

Zara terá de pagar até R$ 20 milhões de indenização

O Ministério Público do Trabalho começou a definir o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) a ser assinado com a rede espanhola de vestuário Zara, flagrada utilizando roupas produzidas por mão de obra escrava em lojas de São Paulo. Entre as medidas em estudo está a indenização por danos materiais coletivos em um valor, ainda a ser fixado, entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. O dinheiro será aplicado em programas de saúde e qualificação de trabalhadores resgatados nessa condição. Outro item do TAC estabelecerá que, a partir de agora, a Zara e demais grifes que terceirizam a produção de suas marcas terão responsabilidade solidária em toda a cadeia produtiva. Serão inseridos também itens que obrigam o cumprimento de direitos trabalhistas, como salário digno, registro em carteira e meio ambiente saudável.

domingo, 9 de outubro de 2011

Louco admirável mundo: liderança e gestão

“Mudar é continuar se comunicando com as coisas que fazem sentido hoje. Surpreender é ir além da sua capacidade de fazer o dia, procurando visualizar caminhos que ainda faltam para serem trilhados, incluindo você como guia desses novos desáfios”. (Por Sérgio Dal Sasso)

Produtividade é o conjunto de coisas capazes de fazer girar uma atividade empresarial para que os lucros se sustentem pelo talento: das inovações, tecnologias e pessoas.

No mundo da produtividade 10 pessoas podem processar o que antes precisava de 100, mas na realidade podemos também fazer com que 100 pessoas possam substituir os altos custos da tecnologia para que 10 deixem de fazer.

O que importa no mercado é que possamos ter coisas boas em quantidade e qualidade, e que independentemente do modelo de gestão, o peso e o valor final se justique aos objetivos de quem manda produzir ou compra. Nisso é claro entender que a China tem sua vantagem competitiva hoje pelo valor da sua mão de obra e que, por exemplo, os Estados Unidos se sobressaem pela sua capacidade de inovação.

Na regra do jogo do mercado criamos coisas boas e lutamos para que sejam adequadas para o interesse dos outros, fazendo da produtividade o padrão necessário do como queremos, somados com a própria capacidade do negociar e saber contratar nossos custos.

O mundo gira e a percepção do futuro sempre será a sua estratégia de sobrevivência. As coisas que acontecem hoje sinalizarão as armas que devemos ter amanhã. Se olharmos a vedete do mercado mundial hoje, não é dificil perceber que o sucesso Chinês estará em breve tendo obstacúlos pela natural conscientização e reivindicações da sua população produtiva, seu alcance e gosto pelo consumo. E ai, o que isso trará como impacto de mudanças? Resposta: Quem inova sempre pensa na frente do resto.

As coisas variam, e se hoje dormimos tranquilos, amanhã uma dorzinha em uma ponta distante do mundo, propagada ao vivo e em tempo real, pedirá como respostas novas estratégias para que o nosso ganho continue aparecendo, pois a sazonidade que no passado era meramente típica dos tempos de guerra, hoje é fruto de uma disputa diária por espaços e conquistas, onde o certo já nasce incerto iniciando pelas diferenças que damos entre as horas do pensar e a decisão pelo agir.

Nossa capacidade, enquanto gente produtiva, só pode ser medida diante da provação das fases e em suas diferentes situações. Devemos estar preparados, não só pelo que fazemos, mas pelos fatos que exigirão novas formas do como fazer, pois se os mercados mudam (de altas temperaturas às instabilidades), é no ritmo de quem entende de termômetro e consequências, que devemos medicar, para que os resultados, frutos da organização dos planos que fizemos ontem, tenham alternativas renovadas diante de ajustes, regras imprevisíveis, vidas sonhadas e vidas vividas.

Fechando esse artigo, o de número 370 da minha carreira, diria que o equilíbrio depende sempre das iniciativas e atitudes, pois mudar é continuar se comunicando com as coisas que fazem sentido hoje. Surpreender é ir além da sua capacidade de fazer o dia, procurando visualizar caminhos que ainda faltam para serem trilhados, sempre incluindo você como guia desses novos desáfios.


Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Temas: empreendedorismo, liderança, negócios e vendas, profissões e carreiras. Portal: www.sergiodalsasso.com.br

Vídeo Institucional:
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Perfil da Geração Z

Fonte: redação ip news

75% usam celulares e 16% navegam neles.

Praticamente 100% dos jovens entre 14 e 19 anos (Geração Z) participam de alguma rede social, 75% usam celulares (sendo que 16% navegam na Internet por esses aparelhos), 60% se preocupam com a beleza do corpo e do rosto e enquanto apenas 5% acreditam que a mudança cultural da contectividade que a Internet traz é importante e merece ser acompanhada.

Paralelamente, a faixa etária entre 32 e 51 anos (Geração X) continua com assíduos leitores (55%) e os adultos entre 20 e 31 anos (Geração Y) mantêm o hábito de visitar os amigos (51%) e de consumir refrigerantes (52%). Os jovens da Geração Z, entretanto, leem menos (14% preferem jornais e 23% revistas).

Estes são alguns dos resultados do estudo São Paulo em Foco: Gerações X, Y e Z, realizado pela Quest Inteligência de Mercado, especializada em pesquisas e análises. Foram ouvidas 600 pessoas na capital paulista, com idades entre 14 e 51 anos.

A pesquisa revela um Raio X das diferenças e similaridades existentes entre essas três Gerações – X (32 a 51 anos), Y (20 a 31 anos) e Z (12 a 19 anos). Para esta amostra, optou-se por entrevistas com jovens a partir dos 14 anos de idade, que não necessitam de permissão dos pais para responder pesquisas.

“A principal diferença entre as gerações está no uso que fazem da Internet, das redes sociais e da tecnologia, que se reflete em seus hábitos de consumo, comportamento de compra e lazer”, explica Luís César Périssé, sócio-diretor da empresa e coordenador da pesquisa.

Segundo ele, são agentes de mudanças os que produzem e compartilham conteúdo na web e nas redes sociais: “61% no total das 3 gerações. Na Geração Z essa proporção se eleva para 79%, na Geração Y, 71%, e na geração X, 48%”.

O “Z” é a denominação comum daquilo que esses jovens fazem de melhor: “zapear”, “saltando” da TV ao telefone; do videogame para alguma rede social na web ou do MP4 para o e-book. Esta geração é consumidora voraz das novidades que o mundo tecnológico tem a oferecer, mudando de atitude tão rápido quanto uma mensagem no Twitter. Com o mundo 2.0 no DNA, não dá para imaginá-los vivendo como as gerações anteriores – sem telefone móvel, Internet, MP3, câmeras digitais ou tevê a cabo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O poder das lojas fisícas....

Autor: Alexandra Horta
Fonte: GS&MD

Ainda que o comércio eletrônico tenha se firmado e crescido de forma significativa nos últimos anos, quando analisado em termos do volume das transações efetivamente ocorridas nota-se o quão ele ainda é relativamente pouco significativo quando comparado com aquele ocorrido nas lojas físicas. Essa constatação é verdadeira inclusive em países como os Estados Unidos, onde o fenômeno do e-commerce encontra-se muito mais difundido, seja por conta de aspectos culturais e socioeconômicos, seja pela muito maior e melhor capacidade de acesso à internet via banda larga (que permite oferecer mais qualidade no conteúdo embarcado nos sites de e-commerce e agilidade na navegação). Mesmo considerando que o mercado norte-americano de e-commerce esteja, digamos, cerca de dez anos mais maduro do que o brasileiro, a representatividade das vendas no varejo não-loja nesse mercado (o que inclui a venda por catálogo) não chega a 10% de tudo que se pode classificar como venda a varejo.

Desse modo, as lojas físicas reinam soberanas na venda de tudo o que é adquirido pelos consumidores, tanto nos mercados mais maduros quanto em outros nos quais o crescimento anual do comércio eletrônico ocorre sistematicamente em vigorosas taxas de dois dígitos, como no caso brasileiro.

É óbvio, porém, que essa representatividade não só varia muito de categoria em categoria de produtos (vide o que o comércio eletrônico significa no mercado de música, DVDs e livros), como percebe-se que o comportamento do consumidor que realiza suas compras nas lojas físicas alterou-se significativamente com o advento do comércio eletrônico. Mesmo que a decisão final de um determinado consumidor (que tenha realizado pesquisas nos sites de comércio eletrônico) tenha sido adquirir seu “objeto do desejo” em alguma loja física, ele o faz de posse de muito mais informação sobre os produtos e tendo comparado preços e condições de pagamento em um número imensamente maior de alternativas disponíveis.

Quando, portanto, esse consumidor decide ir a uma loja, ele o faz com uma carga de experiência muito superior à que possuía anteriormente, aumentando imensamente a responsabilidade da loja física em satisfazê-lo. E, ainda que se esteja tateando na forma de avaliar em termos quantitativos o impacto que o acesso à internet e aos sites de comércio eletrônico tem sobre o comportamento do consumidor no ambiente da loja, o fato é que nos depararemos cada vez mais com expectativas e demandas distintas por parte desse consumidor.

Assim, cabe refletir qual o novo papel que as lojas passam a representar no universo do consumo, já que parte do processo de compra passou a ocorrer fora desse ambiente. Possibilidade de satisfação imediata do desejo de aquisição, nos casos da disponibilidade de estoque do produto na loja? Possibilidade de oferecer ao consumidor uma melhor experiência de interação com o produto do que aquela possível de se transmitir em um site de comércio eletrônico? Conforto psicológico pelo fato de que uma loja física permite “materializar” a interação com uma empresa (e garantir ao consumidor que, caso surja algum problema com aquele produto, haverá alguém mais visível do que um atendente telefônico a lhe prestar ajuda)?

Em qualquer um dos possíveis papéis que a loja física passará a representar nesse composto de canais disponíveis para o consumidor satisfazer suas necessidades de compra (o tal mundo multicanal), isso pressupõe uma reavaliação em todos os seus aspectos representativos: layout, sortimento, nível de estoques, exposição, comunicação no ponto de venda, serviços adicionados, atendimento e relacionamento, etc. Particularmente porque parte dos processos associados ao conhecimento sobre a categoria e o produto, como a comparação de alternativas e de preços, ocorrerá cada vez mais fora do ambiente da loja e/ou de forma integrada, se levarmos em conta também as múltiplas possibilidades que o maior uso da mobilidade poderá conferir a esse processo (pesquisar em casa, transferir listas para o celular, eliminar dúvidas e navegar na loja, complementar lista de compra e fechar a compra na loja ou no site, etc.).

Loja-museu, loja-experiência, loja-estoque? Quais serão então as melhores alternativas para caracterizar o principal papel que a loja (ou algumas lojas em particular) deve representar para potencializar essa nova dinâmica da relação com um consumidor em mutação?

E a indústria, como ela imagina o papel que as lojas possuirão dentro do composto de investimento em comunicação e em formação de imagem de marca de seus produtos? Quanto caberá dessa responsabilidade a cada canal e de que forma?

Como indústria e varejo deverão integrar seus esforços no sentido de atender a essas novas demandas? Como a indústria deve proceder para atender as expectativas desse novo consumidor através do varejo e, assim, apoiar o varejista?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Caminhos da liderança

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br

“Nós semeamos o que colhemos e a quantidade do que plantamos dependerá das negociações e aproximações a serem praticadas nos terrenos vizinhos”. (Sérgio Dal Sasso)

O sucesso profissional não deve ser medido com conquistas hierárquicas, mas pela amplitude da sua exposição dentro do meio escolhido para o exercício das suas atividades.

Os processos do aprendizado ultrapassam a necessidade de um conhecimento amplo e profundo. As organizações bem sucedidas são dependentes de profissionais altamente capacitados, mas que detenham o poder da alta comunicação e capacidade de troca para o desenvolvimento e processamento diferenciado das suas estratégias.

A garantia deste profissional não é eterna, pois a tecnologia é uma constante ameaça substitutiva de mão de obra, que mesmo quando qualificada, e em muitas vezes por processos e critérios que não entendemos, terminam por romper uma relação de trabalho aparentemente não prevista, principalmente quando a decisão inclui a nossa própria pessoa. Estar preparado para determinada empresa tem validade e tempo determinado. Por definição empresarial, você sempre será um meio alternativo de uso, importante sim, mas eterno somente enquanto durar.

Da mesma forma, espera-se que sua atitude e percepção antecedam ao fim dos relacionamentos, pois você nunca saberá a data correta ou a própria existência da ocorrência. Todo imprevisível requer um planejamento maior, que inclua ações permanentes e voltadas ao desenvolvimento e ampliação de imagem, junto às bases receptivas de interesse relacionadas ao segmento e especialidade.

Muitas vezes, passamos anos superando nossas limitações frente a conquistas de metas estipuladas, esquecendo de trabalhar a nossa estratégia pessoal, ou seja, fazemos com perfeição a missão dos outros e até por esgotamento, deixamos de praticá-la para a garantia permanente dos nossos destinos.

Comece a pensar “ampliadamente” com a consciência de quem pertence a um mundo de inconstâncias globais. Vai ser cada vez mais difícil sobreviver, sem o desenvolvimento de uma estratégia pública, sem um sistema que o inclua permanentemente no rol dos acontecimentos, sem um plano expansivo e qualitativo de contatos que o aproximem da “massa” dos seus interesses para que você possa vender o seu peixinho de cada dia de forma ampliada e voltada aos meios que somam em visibilidade.

O êxito para possibilidades de sucesso independe do quanto o mundo é adverso para você. Nós semeamos o que colhemos e a quantidade do que plantamos dependerá das negociações e aproximações a serem praticadas nos terrenos vizinhos. Comunique-se, explore o seu talento na pratica, troque idéias, abra novas portas relacionadas com seu destino, treine e aceite ser treinado, supere suas buscas acima do óbvio, não espere ser o melhor, mas se sinta entre os melhores.

Na frente de qualquer discípulo existe um Deus, na frente de qualquer negócio existe um nome, que pode ser o seu, desde que trabalhado para ser aplaudido por um público permanentemente em processo de conquista.

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Vídeo Institucional:
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O varejo e o apagão de imóveis

Fonte: Marcos Hirai

Para muitos varejistas, planejar a expansão da sua rede, seja por franquias ou lojas próprias, passa por um grande dilema: o atual cenário, com a alta dos aluguéis e das luvas comerciais, trará rentabilidade para as novas operações?

Com o aquecimento da economia, o varejo sofre com mais um dos apagões próprios do crescimento – além da já crônica falta de mão de obra qualificada, nos últimos anos os varejistas sofrem com a baixa oferta de imóveis para locar. Em todo o Brasil os imóveis de rua e as lojas nos shopping centers estão escassos. Consequentemente, dentro da lei da oferta e procura, os valores dos alugueis estão muito mais altos que há dois anos. Em alguns casos, custam o dobro.

Igual situação ocorre com os valores dos pontos comerciais (ou das luvas), que quase triplicaram nos últimos três anos. Isso faz com que um bom ponto comercial seja locado em questão de dias, provocando quase um leilão em que quem paga mais leva. Quem vende acaba sendo atraído por essa situação e pede um valor alto, sabendo que, mesmo acima do praticado na região, existem lojistas dispostos a pagar, dada a escassez de oferta.

Diante disso, planejar a expansão envolve fazer muitas contas, pois o investimento ficou muito maior, bem como o custo de ocupação. O prazo para a busca de um ponto comercial também aumentou e, muitas vezes, compromete seriamente o plano de expansão, pois muitos varejistas não têm conseguido encontrar a localização ideal, com custos viáveis, no prazo almejado. Praticamente todos têm planos de expansão para os próximos anos, mas grande parte deles, já temendo as dificuldades em encontrar os locais ideais, está revendo suas metas. Calcula-se que 80% dos varejistas não conseguirão cumprir suas metas de expansão devido à falta de bons locais para novas unidades.

Existem hoje cerca de 60 shoppings em construção neste país e cerca de 80 projetos em curso. A solução para atender a demanda varejista estaria aí? Em parte sim, mas muitos desses novos shoppings estão localizados em cidades médias e pequenas (os altos custos e a escassez de terrenos têm dificultado a construção de empreendimentos nas cidades grandes) e, pelo porte e características, têm deixado grande parte dos varejistas cautelosos, pois existem dúvidas em relação ao sucesso desses empreendimentos. Os últimos shopping centers abertos no país têm reforçado a posição de cautela dos varejistas, pois 90% deles “ainda não pegaram”, passados os primeiros dois anos de atividades.

É... A vida do varejista não tem sido fácil, mesmo com tantas oportunidades que se vislumbram.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Semana de administração: administradores, carreiras e gestão

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br

Um bom administrador deve reunir a visão organizada de uma controladoria com o desejo de compartilhar a gestão da administração com talento, criação e ação, adicionado de uma ampla percepção econômica do futuro.

O administrador é um especialista cujo caminho da evolução deve se ampliar pela visão generalizada e chegar ao conhecimento pleno da multiespecialização, ou seja, saber exatamente o funcionamento dos sistemas, suas relações e meios internos e externos que podem trazer saude para a sua alimentação.

Na prática o movimento do dia a dia de um administrador, é uma batalha para que suas relações consigam estabecer negociações permanentes, devendo assim possuir uma grande capacidade de comunicação, pois mesmo quando nossas idéias não provocam tantas adesões, a habilidade deve andar junto para que tenhamos sensatez no valorizar e ajudar a somar aos que os outros estão propondo.

A comunicação anda ao lado do conhecimento e no passo das necessidades das organizações, que na luta pela sobrevivência e soberania ajustam seus custos horizontalizando seus modelos organizacionais, e que por tabela exigirão da sua preparação profissional, um conjunto de “ eu concordo, eu acho, eu proponho” aptos para se sentar nas mesas de decisões com coêrencia de visaõ e habilidade de quem será sempre cobrado por resultados.

Pesquisas recentes demonstram que 75% dos grandes administradores do mundo (entre empresários e executivos) não se fizeram pela qualidade inicial da sua formação, mas pela forma do como combinaram suas profissões, com a necessidade de buscar os conhecimentos pelo aperfeiçoamento do que estava ficando nebuloso.

Dessa forma ao administrador, não adianta somente colecionar cursos e preencher as paredes do escritório. O diploma da administração vem no conjunto do esforço das faculdades em poder atuar próximas as necessidades do mercado e da prematura disposição do futuro profissional em ingressar no mercado de trabalho para que a teoria e prática tenham efeitos sinérgicos entre as salas e a interatitividade da realidade do mundo corporativo.

Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em empreendedorismo, negócios e vendas, profissões e carreiras. Portal: www.sergiodalsasso.com.br

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Os pontos chaves da motivação profissional

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br

Realização

Realização é a expectativa de retorno, quando soltamos o verbo empreender conjugando-o em todas as pessoas para que o lucro tenha algo especial no seu custo, incluindo o prazer de quem os desenvolve. O gosto pelo empreendedorismo é algo que no fundo é encontrado dentro de cada ser humano, pois enquanto a vida insiste em impor seus limites, nossos sonhos são as fontes do inconsciente, que sempre sinalizarão pelas renovações estimulando-nos à novos desafios.

Renovação

O mundo com suas mudanças diárias, não permite que fiquemos estáticos por muito tempo, pois tudo que hoje é considerado moderno, simplesmente estarão em desuso em poucos anos. Claro que no futuro, também se darão valor as antiguidades, mas infelizmente para um número limitado de museus.

Competência

Se a vida vai ficando cada vez mais complexa, no sentido obrigatório das necessidades pelas adequações, cada vez mais fica evidente que está na preparação adequada e contínua a única fórmula possível para nos mantermos em linha e conectados, pois afinal a evidência é resultante da evolução que nos fornece a antecipação de coisas boas à alguns segundos do tempo dos outros.

Competitividade

Não existe nada mais que se procure fazer, que não seja quase igual e problemático diante dos desafios necessários para que se tenha valor nos meios competitivos, e assim nossa preparação só terá sentindo se o rumo, pela dedicação e foco, nos levar ao encontro dos problemas pela complementação das suas ausências. Em resumo está no que é dificil, a rota por onde os olhos devem ser abertos para que as soluções comecem a aparecer.

Treinamento

Evoluir, do tipo transformar o desejo de querer ser alguma coisa até se chegar a um estágio competitivo, requer tanto o reconhecimento das próprias imperfeições, quanto a capacidade de identificar o que será necessário para somar aos meios por onde vamos atuar, e nisso as limitações somente serão superadas pela concentração e dedicação, quando do querer aprender repetindo até que a técnica tenha sucesso pela assimilação.

Equilíbrio

A arte de vencer requer alguns princípios para os subsídios da evolução, pois para qualquer atividade que estamos exercendo, e no meio de um mundo de intensas tempestades, é preciso se preparar para que os desafios não sejam inibidos pelo desequilíbrio, que normalmente nos afeta em anciedade, tensão e medo. Dessa maneira mesmo o conhecimento pode ser irrelevante enquanto ele não estiver dotado da capacidade de comunicação, quando do esforço em saber conviver, para garantir que nossas comunidades sejam as bases facilitadoras para a valorização, reconhecimento e proteção.

Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em empreendedorismo, negócios e vendas, profissões e carreiras. Portal: www.sergiodalsasso.com.br

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pequenos negócios: ajustes no Simples e redução tributos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta terça-feira (9) um acordo com a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas para corrigir os limites de enquadramento das empresas no Simples Nacional, sistema que permite o pagamento de um único tributo.

Com isso, a presidente Dilma Rousseff está dando um passo para cumprir uma promessa de campanha. As mudanças ainda precisam ser votadas no Congresso Nacional para terem validade. A expectativa do presidente da frente parlamentar mista das micro e pequenas empresas, deputado Pepe Vargas (PT-RS), é de que que a correção dos limites seja aprovado pelo Congresso Nacional até setembro deste ano.

Segundo o ministro Guido Mantega, o limite de enquadramento dos microempreendedores individuais, por exemplo, passará dos atuais R$ 36 mil por ano para até R$ 60 mil de receita bruta anual. O limite máximo para as micro empresas, por sua vez, passará de até R$ 240 mil para até R$ 360 mil, enquanto que o limite máximo para pequenas empresas subirá dos atuais R$ 2,4 millhões para até R$ 3,6 milhões por ano, um crescimento de 50%.

Com a correção do teto de faturamento das empresas dentro do Simples Nacional, elas poderão faturar mais e continuar dentro do programa simplificado de pagamento de tributos. Isso também permitirá que mais empresas, que estão um pouco acima do limite anual de faturamento, ingressem no Simples.

Tributação, parcelamento e exportações
Além da correção dos limites, Mantega informou que o governo também concordou em reduzir a alíquota cobrada das micro e pequenas empresas, reduzindo assim a tributação. Outra novidade é a exclusão das exportações dos limites das micro e pequenas empresas, medida já anunciada em maio do ano passado, no pacote de estímulo às exportações, mas confirmada somente hoje.

O governo também confirmou que está atendendo a um antigo pedido das empresas ao permitir, segundo anúncio feito hoje, que elas possam parcelar suas dívidas tributárias em até 60 meses na Secretaria da Receita Federal - o que era vetado até então.

Mudanças têm impacto de R$ 4,8 bilhões por ano
De acordo com Mantega, todas estas alterações no Simples Nacional gerarão uma renúncia fiscal, ou seja, recursos que o governo deixará de arrecadar, de R$ 4,8 bilhões por ano.

"A importância da pequena empresa é inegável. Ela constitui a base da estrutura positiva brasileira. Queremos que amplie seu papel na produção brasileira. Também responda por uma parcela maior da exportação. As mudanças estão habilitando o pequeno empreendedor a fazer mais exportações. Estaremos dando oportunidades para que mais empregos sejam gerados, para que a formalização avance ainda mais", disse Mantega.

Problemas econômicos mundiais
Segundo ele, o mundo vive "fortes problemas econômicos" desde 2008, com o anúncio de concordata do Lehman Brothers, que deu início à fase mais aguda da crise financeira. Mais recentemente, a crise voltou ganhar força com o rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poors.

"Em alguns momentos, [os problemas] se agravam, como estes que estão acontecendo hoje no mundo todo. Em função disso, governo tem procurado fortalecer vários setores da economia brasileira", disse Mantega. Ele lembrou que, na semana passada, foi lançado pelo governo um pacote de estímulo à competitividade da indústria nacional, com linhas de crédito, reduções tributárias, e desoneração da folha de pagamentos de alguns.

"Hoje, vamos lançar a ampliação de um programa que já existe no país. Ele está sendo ampliado de modo a fortalecer a micro e pequena empresa brasileira. Essa ampliação vai no sentido de abranger um número maior de empresas, que estarão abrigadas no regime tributário mais moderno que temos no país", concluiu o ministro.

Pessoas, relacionamento e gestão

Fonte: GS&MD
Autor: Eduardo de Macedo

O modelo de gestão das empresas americanas vem mudando em diversos pontos. Com a necessidade de fazer mais por menos, em virtude da grave crise econômica que cortou investimentos em toda parte, os gestores de RH passaram a procurar alternativas para reduzir custos e aumentar produtividade.

Um dos desafios é como organizar tudo aquilo que nossos colaboradores aprendem fora dos eventos formais e estruturados de treinamento. Por representar mais de 80% de tudo que se aprende, o grande desafio das empresas é estruturar, monitorar, supervisionar e avaliar seus resultados.

Outra novidade é a importância que ganharam os programas de integração de novos colaboradores. Antes baseados numa breve orientação no primeiro dia, além da divulgação dos valores organizacionais e da distribuição do caderno de regras e normas internas, os programas passaram a ter duração média de uma semana, com forte apelo emocional logo no início.

A ideia é conquistar colaboradores torcedores da marca logo nos primeiros dias, quando a motivação está em alta, a gratidão pela oportunidade está intacta e a abertura a tudo que é dito é total. Diversas empresas, principalmente as que buscam colaboradores capazes de entregar resultados mais orientados pela missão e valores que por normas e regras, passaram a apresentar histórias de sucesso, com diversos depoimentos de clientes e antigos colaboradores.

O método faz com que os novatos percebam a importância da marca e a relevância de seu trabalho para os clientes, para a comunidade, para os colegas e para a companhia. Isso cria, desde o ponto de partida, um sentimento de orgulho que estará presente por muito tempo em todas as ações desenvolvidas por esses profissionais. Esse processo cria fortes vínculos emocionais num momento propício, em que as pessoas estão suscetíveis e ainda não foram contaminados pelos insatisfeitos e pessimistas de plantão, que andam muitas vezes incógnitos por nossos corredores e lojas.

Vínculos que passam a ser um importante diferencial, difícil de copiar e superar, por ser baseado em questões intangíveis. Gera mais disposição das pessoas em trabalhar pela empresa com empenho máximo, além de permanecerem por mais tempo na companhia. Isso se deve à maior tolerância a eventuais falhas e à flexibilidade em momentos de divergência de expectativas de ambas as partes.

Só depois desse processo de criação dos pilares do relacionamento, quando os calouros entendem o seu papel de maneira mais ampla e sistêmica, assumindo o compromisso de honrá-lo em todas as suas ações, é que a empresa passa a divulgar regras e normas. Mesmo assim, procura fazer de forma mais acolhedora que a simples entrega de manuais impressos ou apresentação por meio de módulos virtuais.

Os resultados são muito bons. Pesquisas mostram que a produtividade dos novos contratados é bem mais alta que a de ingressantes em anos anteriores ou mesmo dos atuais colaboradores. Além disso, pode se notar grande queda de turnover, o que significa redução de custos, em diversos sentidos.

O desengajamento é uma praga conhecida e fortemente combatida, nem sempre com sucesso. O foco principal são colaboradores com baixa qualificação, em diversos segmentos, e a média gerência. Na maioria das empresas, as pessoas percebem logo que suas opiniões não são valorizadas; que seu ponto de vista não é importante para ninguém; e que a empresa espera dele pontualidade e cumprimento da tarefa que foi designada. Assim, em pouco tempo o ímpeto de fazer a diferença e se realizar profissionalmente dá lugar a uma visão mais pragmática, onde os colaboradores vendem suas horas de labuta por um salário ao final de cada semana ou mês.

Novos programas de integração baseados na conquista da admiração pela marca mostram como é possível começar a mudar esse tipo de relacionamento, frio e distante, transformando-o em algo muito mais produtivo e proveitoso, em que as pessoas se sentem mais valorizadas e trabalham com mais compromisso e responsabilidade.

Certamente a empresa precisa estruturar outras ações após a integração, mas essas ações de primeira hora geram um início entusiasmado e promissor e tornam-se bons exemplos de como pensar estrategicamente no desenvolvimento de ideias simples, que ampliam os resultados rapidamente com baixo custo.

Como diz o ditado, a primeira impressão é a que fica. E como sabemos muito bem, só existe uma única chance de se causar uma excelente primeira impressão.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Plano Brasil Maior: pacote do governo visando a recuperação industrial

Fonte: DCI

O Plano Brasil Maior, anunciado nesta terça-feira (2) pelo governo e que deverá chegar em breve ao Congresso Nacional, tenta reverter a perda de importância da indústria nacional na economia do país. A participação do setor manufatureiro no Produto Interno Bruto (PIB), que já foi de 35,9% em meados da década de 1980, caiu para 15,8% este ano.

A capacidade de gerar emprego também despencou na indústria. Empregador de um terço dos trabalhadores do país em 1984, o setor só é responsável hoje por 17,4% dos postos de trabalho no Brasil. Os demais são mantidos pelas empresas de serviços e de agronegócio. Enquanto a indústria cai, as commodities crescem e já representam 71% das exportações brasileiras.

Exportações

Uma das causas das dificuldades é o mau desempenho da indústria no comércio exterior. Sondagem com 1.569 empresas, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que 48% das exportadoras perderam participação no mercado externo ou deixaram de exportar em 2010.

O levantamento expôs outro problema: empresas brasileiras estão se instalando no exterior, onde encontram condições mais vantajosas para produzir, a fim de atender o mercado interno. De acordo com o estudo, quase 10% da indústria brasileira optaram por essa estratégia - percentual que sobe para 27% quando consideradas apenas as grandes empresas.

Obstáculos

Os exportadores reclamam de problemas como carga tributária e juros elevados, infraestrutura precária e baixa qualidade da educação. Mas o obstáculo maior, conforme argumentam, é a combinação do real valorizado com os problemas econômicos dos Estados Unidos e da Europa.

O fato é que alguns setores, como a indústria têxtil, enfrentam grandes dificuldades para concorrer com produtos chineses, que invadem o mercado brasileiro. O volume de importações de vestuários cresceu 16 vezes entre 2003 e 2011, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Empregos

O resultado disso, conforme estimativa da entidade, é que 200 mil empregos deixarão de ser criados no Brasil, este ano, em função do déficit da balança comercial do setor têxtil. Esses postos de trabalho serão gerados em países que oferecem melhores condições para produzir.

Um dos setores beneficiados pelo projeto piloto da desoneração da folha de pagamento - que pode melhorar a posição competitiva do país - é justamente o de confecções. Os outros são calçados e artefatos, móveis e softwares, considerados intensivo em mão de obra.

Defesa

Um dos pilares do Brasil Maior é a defesa comercial, pela qual o país poderá agilizar a adoção de ações antidumping, salvaguardas e medidas compensatórias. O plano foca preços subfaturados, importações ilegais e falsa declaração de origem dos produtos.

As medidas de defesa comercial são uma das principais reivindicações dos exportadores, segundo os quais as condições de competição devem ter um mínimo de isonomia.

Cooperação

Outra medida nesse campo é a ampliação de tratamento administrativo para importação de produtos sujeitos à certificação compulsória. Uma cooperação entre Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e Receita Federal, prevista no plano, pode fortalecer o controle aduaneiro desses produtos.

O objetivo é barrar, ainda nos portos, a importação de produtos que não passem nos testes de conformidade do Inmetro. Hoje, esse órgão só pode tomar alguma providência depois que os produtos entram no mercado brasileiro. Para mudar essa situação, uma das propostas é a ampliação do marco legal de ação do Inmetro.

Preferência

Outra medida que atende ao pleito dos empresários é a margem de preferência de 25% nos processos de licitação pública para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendem às normas técnicas brasileiras. As medidas têm foco nos setores de saúde, defesa, têxtil e confecções, calçados e tecnologia da informação e comunicação.

O presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, disse em audiência no Senado, recentemente, que todo o fardamento das Forças Armadas é fornecido por fabricantes chineses.

Completando o conjunto de medidas de maior impacto, estão a devolução de crédito do PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para a Seguridade Social) relativo ao valor da exportação de manufaturados acumulados na cadeia produtiva e a agilização do ressarcimento de créditos aos exportadores

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Evolução profissional: investimentos e resultados

Autor: Sérgio Dal Sasso
Fonte: www.sergiodalsasso.com.br


“Para crescer aprenda a selecionar o tudo que já fizemos e deu certo, acumulando na forma de expertises, o seu lado conscientemente competente para selecionar as chaves que abrirão as portas do seu futuro” (Sérgio Dal Sasso)

Todo ciclo, para que seja contínuo, é formado por começos e equilíbrio para os recomeços. A evolução sempre dependerá de visão e ajustes para que os resultados continuem trazendo progresso as nossas vidas. No mundo, onde as mudanças se fazem para garantir que as novidades possam influenciar nos interesses dos outros, estamos todos pelo descobrimento de novas garantias para que os espaços criados continuem sendo percebidos e necessários.

A vida sempre nos valorizou pelo conhecimento, mas o que antes tínhamos como diferencial, hoje é essencial como ponto de partida das conquistas, e nisso, vale sempre pensar sobre qual é o objetivo de cada coisa que vamos nos dedicar a aprender e a sua relação com o lado prático que possa influenciar na própria técnica e produtividade.

Diria que hoje o valor de um profissional é a conjugação da profundidade da sua visão geral, sem a perda das suas especialidades que despertaram os pontos fortes da sua habilidade e atuação. Quase nunca seremos vistos por sabermos fazer de tudo, mas por sermos importantes na construção do todo.


Enquanto os custos são resultados inerentes de uma qualidade renovadora do que conseguimos bolar e criar, os valores são as bases da nossa própria medição de importância como profissionais bem vistos e posicionados no mercado. Do mesmo modo que uma empresa de sucesso é medida pela qualidade do como faz para manter e ampliar sua participação de mercado, um profissional bem sucedido é valorizado pela capacidade de construir sua marca própria na frente dos meios que representa, e nisso mesmo quando sua competência interna é bem quista, seu valor maior sempre será medido pela forma do como os meios externos o consideram pelo desempenho. Estar e viver para o mercado é tudo de importante!

Na rota por valores que agregam vêm à forma do como entendemos a importância de saber vender o que representamos fazendo valer o esforço da evolução técnica, por um envolvimento útil e confortável, que reúna acréscimos de quantidade com a capacidade contínua de ofertar algo que estabeleça as parcerias, acima dos clientes.
No mais, quando construímos as referências estamos expandindo as próprias possibilidades, pelo fato de que todo o empenho em fazer melhor do que o estabelecido, de alguma forma, expande o crescimento das atenções.
No caminho da evolução o que vai pesar a favor, sempre será o rendimento pelo aproveitamento do que conhecemos e conseguimos transformar em utilidade, quando da busca pelo que ainda está faltando, suas necessidades e o que podemos contribuir para preencher os vazios com a nossa própria marca.

Sérgio Dal Sasso, consultor empresarial, escritor e palestrante. Palestras em empreendedorismo, negócios e vendas, profissões e carreiras. Portal: www.sergiodalsasso.com.br

Vídeo Institucional:
http://www.youtube.com/watch?v=UdlfW8IOQv0&feature=player_embedded

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Endividamento do brasileiro é recorde

Fonte: Jornal o estado de São Paulo


O endividamento do brasileiro atingiu nível recorde. A dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social no País, aponta um estudo da LCA Consultores ao qual o ‘Estado’ teve acesso.

Se, do dia para noite, os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas, isto é, juros e o empréstimo principal, que chegou a R$ 653 bilhões em abril, cada brasileiro teria de entregar o equivalente a 4,8 meses de rendimento para zerar as pendências. Os cálculos levam em conta a estimativa da massa de rendimentos nacional, não apenas nas seis regiões metropolitanas.

Em dezembro de 2009, a dívida das famílias estava em R$ 485 bilhões, subiu para R$ 524 bilhões em abril do ano passado e, em abril deste ano atingiu R$ 653 bilhões. Apesar dos ganhos de renda registrados nesse período, as dívidas abocanharam uma parcela cada vez maior dos rendimentos da população. Quase um ano e meio atrás, a dívida equivalia a 35% da renda anual ou 4,2 meses de rendimento. Em abril deste ano, subiu para 40% da renda ou 4,8 meses de rendimento.

"Houve uma forte aceleração do endividamento", afirma o economista Wermeson França, responsável pelo estudo. Ele observa que uma conjugação favorável de fatores levou à disparada do endividamento do consumidor. O pano de fundo foi o crescimento econômico registrado no ano passado, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%. Além disso, bancos e financeiras abriram as torneiras do crédito, com juros menores e prazos a perder de vista.

Dados de outro estudo intitulado "Radiografia do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras", da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), confirmam o avanço do endividamento do consumidor. De janeiro a maio deste ano, 64%, em média, das famílias que vivem nas 27 capitais do País tinham dívidas, ante 61% em igual período de 2010. O valor médio da dívida aumentou quase 18%, de R$ 1.298 mensais, entre janeiro e maio do ano passado, para R$ 1.527 mensais em igual período deste ano.

Depois da explosão do consumo no ano passado, Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomércio-SP, diz que as medidas de aperto no crédito editadas pelo do Banco Central no fim de 2010, a elevação dos juros e a redução dos prazos dos financiamentos tiveram grande influência sobre o aumento da dívidas das famílias neste início de ano. "As vendas do comércio a partir de março apontam para uma forte desaceleração do consumo", afirma o economista, justificando que a dívida vem crescendo nos últimos meses por causa dos juros.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O setor textil e a desindustrialização nacional (Por Ivo Rosset)

Fonte: folha de São Paulo

A indústria têxtil brasileira vive sua maior crise e, se nada for feito pelo governo no sentido de reavivá-la, 2,5 milhões de empregos correm o risco de evaporar em questão de poucos anos.

O alerta é de Ivo Rosset, proprietário do Grupo Rosset, que detém 65% do mercado de produção de tecidos no país e também as marcas Valisère e Cia. Marítima.

O elo fraco da cadeia que alimenta essa indústria, de acordo com ele, está no setor das confecções (corte e costura dos tecidos para a produção de roupas), que têm sofrido com a concorrência das mercadorias chinesas, mais baratas e nem por isso com qualidade inferior.

"Nada foi feito nos últimos 20 anos. O país está caminhando para a desindustrialização e o governo não está agindo", afirma.
Rosset é um dos empresários com melhor trânsito em Brasília. Encontrou-se com Lula e com Dilma diversas vezes. Conversa frequentemente com o ministro Guido Mantega. Foi um dos primeiros empresários a apoiar o PT e filiou-se ao partido em 2009.

Há um mês, esteve na capital federal como representante do setor têxtil, quando apresentou uma proposta de aliviar a carga tributária das confecções adotando o regime do Simples como imposto único, independentemente do faturamento.

Como vai a indústria têxtil no país?

Ivo Rosset - De um lado, temos a produção de tecidos, que também sofre com a concorrência chinesa. Como o segmento de tecido plano (produção de tecidos para camisas sociais, por exemplo). Várias fecharam em Americana, que é um grande centro de produção.
Existia também um mercado enorme para produtos como a viscose com fio elastano. Mas os chineses entraram a um preço que não dava para competir. Todos que produziam pararam. E as grandes malharias no Sul estão com problema, elas eram muito mais fortes do que hoje.

E as confecções?

A confecção é o polo que está mais focado na competição com a China. Se não resistir, vai atingir o setor como um todo, pois são as confecções que compram os tecidos que produzimos. Comparando a situação de uma costureira brasileira com a chinesa, a distorção é enorme. Aqui, um funcionário custa para o empregador 2,4 vezes a mais que o salário dele. Por isso propomos o regime do Simples -dessa forma as confecções pagariam 12% sobre tudo.

Por que só as confecções?

Conversando com a presidente, dei um exemplo. Uma empresa de confecção com 2.000 pessoas talvez fature o equivalente a 5% de uma indústria automobilística que também tem 2.000 pessoas. E a confecção não vai suportar a concorrência chinesa. É uma cadeia que emprega muita gente e está destinada a desaparecer caso não se faça algo com muita urgência. Estamos falando de 2,5 milhões de empregos diretos e um universo de 8 milhões.

Em que estágio estamos?

Crítico. Toda rede varejista importava de 5% a 10%, agora é de 35% a 40%.

Há gente quebrando?

O pessoal vai fechando. Muitos estão saindo do Brasil e indo para a China. Outro dia conversei com um fabricante de um outro setor, da Mundial, do Rio Grande do Sul. A ação dele disparou na Bolsa porque sua rentabilidade aumentou. Ele fechou tudo que tinha de produção no país e foi fabricar na China. Estamos matando emprego nosso e dando emprego pra chinês.
A Marcopolo [fabricante de ônibus] foi embora, está produzindo em outro lugar e mandando os ônibus para cá. Vai chegar um momento em que ou transfiro as atividades da Rosset para fora ou sei lá o que vai acontecer.

O que mais pode ser feito?

Nós estamos dentro de um modelo que não muda há 20, 30 anos e que só teve aumento de carga tributária. Na China, eles têm quase 80 milhões de pessoas empregadas nesse segmento. Não sou favorável ao método deles. Dão albergue e comida às pessoas, mas não pagam previdência. E o salário não passa de US$ 100, enquanto aqui é de US$ 1.000, fora a carga tributária. Nosso funcionário é mais eficiente que o chinês. Só que o sistema não ajuda.

O sr. está se referindo à moeda forte e à taxa de juros?

Estamos assistindo ao filminho sem fazer nada. Pior que isso, há Estados como Santa Catarina que incentivam a importação baixando o ICMS. Essa é a maior afronta ao Brasil que já vi.

O país está caminhando para a desindustrialização?

Total. A questão é: queremos ou não ser um país industrializado? Se sim, as medidas precisam ser imediatas. Se não, vamos nos tornar um país de serviços. Só que vamos pagar um preço muito alto lá na frente. Veja o que aconteceu com os Estados Unidos, com o desastre da indústria automobilística, por exemplo. O país agora chora os empregos perdidos e não consegue reempregar.

Existe abandono do setor pelo governo?

Não diria abandono, mas diria que o governo está sem saber direito o que fazer. Eles ouvem, mas não vejo ação. Não sei qual a dificuldade que existe, se é burocracia.

E o BNDES?

Não adianta dar cortisona, é preciso repensar o modelo. Aplicar o Simples a todas as confecções, sem limite de faturamento, é uma mudança radical. Daí, sim, o BNDES pode entrar. E não são grandes investimentos, é coisinha pouca, bem menos do que a fusão do Abilio [Diniz, do Pão de Açúcar].

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Febre Virtual: consumidores e negócios

Fonte: GS&MD

Internautas, consumidores de diversas tribos, idades e hábitos, estão intensificando sua frequência e tempo de uso das mídias e ferramentas virtuais. À medida que se familiarizam e adquirem mais confiança no mundo virtual, aumentam seu consumo e compras online através das diversas “telinhas” disponíveis pela cidade.

Não é somente o PC que cumpre esse papel. Hoje já compramos via terminal quando vamos ao cinema, realizando a chamada compra self check-out. Muitos compram via celular e buscam online as ofertas, produtos e melhores preços de dentro das lojas físicas, buscando a melhor negociação. Wireless é um termo usual; “wi-fi zone” virou hábito em cafés, livrarias, aeroportos e shopping centers pela cidade; e pacotes de dados já estão disponíveis em planos diários e pré-pagos em chips das diversas operadoras móveis.

Tablets e smartphones se tornaram a coqueluche do momento e ocupam as primeiras posições em um ranking de preferências para as premiações de vendedores, presentes de aniversários e indulgências. Filas para pré-lançamentos, uso em aviões, restaurantes e salas de cinema... Bebês que ainda nem falam já brincam com aplicativos educativos de seus pais e, assim, as coisas caminham em uma velocidade incontrolável, no ritmo da informação, inovação e acesso democratizados, descomplicados e intuitivos.

Alguns insights recém-saídos do forno sinalizam a importância de continuar esse monitoramento atento para confirmar e reforçar tendências identificadas há dois anos ou mostrar novas rotas:

O perfil médio de consumo global online é de 37 anos de idade, dois anos mais jovem que o levantado em 2009. Isso, em termos globais, sinaliza perspectivas de aumento de consumo e maior probabilidade de migração de “light online buyers” para “medium” e “heavy online buyers”, à medida que os anos passam e os internautas sentem-se mais ambientados e confortáveis com as experiências de compra virtuais. A tecnologia, as empresas e marcas formadoras de opinião, a mídia, os meios de comunicação e as ofertas disponíveis têm papel fundamental nessa tendência.

No Brasil, a idade média dos consumidores virtuais atingiu 34 anos em 2011, amadurecendo dos 29 anos medidos em 2009. Reflexo de uma intensa democratização do acesso aos meios virtuais; melhoria da tecnologia de banda larga disponível; e aumento de usuários de celulares, notebooks e PCs em casa, no trabalho, nas instituições de ensino e nas diversas Lan Houses espalhadas pelo país. A maior visibilidade dos meios virtuais aporta credibilidade crescente aos meios de compra online e às marcas e bandeiras cada vez mais referendadas por outros consumidores, que postam seus depoimentos em comunidades e redes sociais, reforçados pelos sistemas de pagamento seguros atestados por usuários satisfeitos e recorrentes.

Para o mercado brasileiro, essa é uma oportunidade ímpar de alavancagem do consumo digital e da fidelização, influenciando a sociedade como um todo, por ser um dos principais pontos de entrada ao novo hábito de consumo virtual.

Em 2011, o percentual global de indivíduos que já comprou ou compra online continua estável, representando 88% da amostra de consumidores entre 16 e 64 anos (mista entre mulheres e homens). Já no Brasil, esse percentual, que era de 92% e levantava uma gama de oportunidades ao mercado local, saltou para 96%, confirmando o movimento irreversível de comportamento de consumo multicanal. Isso sinaliza pontos de atenção e a relevância de implementar ações imediatas por parte das indústrias de bens de consumo, serviços e varejo em geral. E também de reendereçar “drivers”, formas de precificação, ofertas e portfólios de produtos, ações comerciais e promocionais, visibilidade e quotas de investimento em cada meio de comunicação. Tudo precisa ser revisto de forma dinâmica e contínua com a ótica de um consumidor mais atento, mais acelerado e mais informado, que compartilha e busca novas experiências.

A quebra de barreiras de acesso ao mundo global com sua diversidade de opções, ofertas, produtos, lançamentos, novidades e inovação é fator relevante a ser considerado no mercado local. No Brasil, por exemplo, em 2011, 45% dos compradores online realizaram compras em websites de fora do país, compras que antigamente só poderiam ser realizadas se houvesse um deslocamento físico do comprador ao exterior ou através de uma encomenda a algum viajante. Esse número surpreende e sinaliza a importância de desenvolver estratégias corporativas locais com visão global. O consumidor sem barreiras busca o melhor que existe, sem fronteiras. É o que ele espera encontrar esteja onde estiver: o melhor negócio, o melhor produto, a melhor oportunidade, a melhor experiência de compra.

Nunca antes na história o consumidor mundial e brasileiro se apoderou tanto de seu domínio pela informação e consequente poder de negociação. Se em 2009 o Brasil já estava bem acima da média global em relação àqueles que buscam as melhores ofertas de preços na internet, em 2011 houve um aumento de oito pontos percentuais nesse comportamento, contra quatro pontos na média global, pelo impacto da agilidade do mercado, que traz consigo as inovações e a livre concorrência, também influenciadas pelo comportamento pós-crise mundial (que trouxe mudanças irreversíveis nos hábitos globais). Como equacionar esta relação custo X benefício X experiência de compras e valor agregado? Como equacionar essa equação financeira dentro das empresas e fazer com que seus negócios continuem em expansão? Esse é um dos maiores desafios das empresas no mundo globalizado do consumo.

Um dos fatores de grande atenção e importância é ressaltar o relevante papel das lojas físicas no movimento crescente e irreversível do multicanal. No Brasil, 27% dos compradores online consideram a presença da loja física como o fator mais importante na escolha da compra online. É uma questão de credibilidade: “se eu vejo e ela existe, então é real”, pensa o brasileiro, que é aberto a novidades, mas tem um comportamento diferenciado em relação aos países da Europa, por exemplo. Desenvolver estratégias multicanal e implementá-las de forma harmoniosa e percebida em seus diversos pontos de contato com os consumidores é uma tarefa complexa, essencial para o crescimento e ganho de mercado das principais marcas de consumo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Revolução: gerações, equipes e negócios

(Sérgio Dal Sasso, consultor, escritor e palestrante. Palestras de alta performance: empreendedorismo, negócios e vendas, profissões e carreiras. Portal: www.sergiodalsasso.com.br)

Para não avançar, basta não se exercitar para que a ausência da musculatura provoque atrofias nas suas asas. Seja qual for à condição que dispomos para um exercer saudável e produtivo das coisas, não podemos permitir que o conforto tenha um significado de preguiça por se sentir assentado ou que a ansiedade e impaciência venha a precipitar vôos sem que haja horas adequadas pela experiência para comprovar as habilidades.

No administrar das gerações e em negócios devemos sempre lembrar que são os sistemas que formam os resultados e que estes são inflexíveis em relação à lógica de que são as vendas e seus custos que fazem o lucro, e que pensando nisso nossos times devem reunir um corpo único capaz de interagir e realizar um trabalho que responda acima das necessidades dos consumidores, sem dispensar a atenção ao quanto “n vezes” proporcionarmos satisfação aos outros em relação ao que valemos.

O que muda em relação ao passado é que antes podíamos conviver na forma de galinheiros fechados, através de uma estrutura bem definida, induzida para fazer cumprir suas tarefas diante de um cenário onde as galinhas repetiam todos os dias às mesmas obrigações, para garantir, num mercado de baixas opções, a líquida e certa participação de mercado.

Hoje do galinheiro e para quem já percebeu que o galo tem que cantar a toda hora, até o poleiro foi adaptado, não se tem mais cercas, e do modelo passado vem sendo feito algo que satisfaça as pequenas (pessoas) e grandes empresas que por lá acordarem pelos objetivos comuns.

Das galinhas que originalmente eram treinadas para um sim senhor hierárquico, que as deixavam gordinhas (boas para panela) e paradinhas (ótimas para a produção de ovos), sobrou a necessidade de retornarem ao seu estado selvagem, mais ágeis e potencialmente capazes de realizarem seus pequenos vôos, de olho no mercado e no conjunto necessário para o seu domínio.

Apoiados por esses novos modelos, outros pássaros, incluindo as águias, passaram a perceber a importância de se encontrar com meios que integrassem conforto, objetividade e possibilidades, fazendo com que suas características mais individualistas, determinadas, ansiosas e conectadas pudessem ser sentidas, aproveitadas e compartilhadas, em ambientes onde o jovem é a reunião pela média ponderada do tudo de bom, entre esses 20 ou 80, para fazer o diferencial entre as equipes, suas sabedorias e vitórias.

A palavra competitividade é quem manda nas estratégias dos negócios, a para ser o tal do mercado, mais do que se achar que somos o dono da bola, é preciso enfrentar o desafio de estar, conviver e se sentir dentro do jogo, onde entendimento e participação levam em consideração, tanto as frentes que atacam, como as que defendem, unindo a ousadia com a cautela para a sustentação e viabilização dos feitos.

Um time que faz deve conter a sabedoria do lidar e ter bases para influenciar e negociar entendendo que o valor de um negócio não se define pela idade de marcas ou das pessoas, mas pela preservação, renovações e inclusões de tudo que contribuir na redução de falhas diante do refinamento da qualidade decisória e das ações.

PALESTRANTE SÉRGIO DAL SASSO

Alta performance em : empreendedorismo, negócios e vendas, profissões e carreiras

Vídeo Institucional:
http://www.youtube.com/watch?v=UdlfW8IOQv0&feature=player_embedded

www.sergiodalsasso.com.br

falecom@sergiodalsasso.com.br